segunda-feira, 25 de março de 2019

Capitã Marvel - Crítica


Depois de 20 filmes e 10 anos, a Marvel finalmente lançou uma produção que tem uma mulher protagonista. E não é qualquer mulher, é a Capitã Marvel, tida como a criação mais poderosa de todo o cânone das HQs/estúdio. E nesse filme de introdução da personagem, entendemos o porquê de ao final de Os Vingadores: Guerra Infinita Nick Fury (Samuel L. Jackson) recorrer a ela para ajudar em toda a problemática com Thanos (Josh Brolin).


Dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, Capitã Marvel acerta ao montar o filme fora da ordem cronológica. Já conhecemos de início Vers (Brie Larson), uma guerreira kree extremamente poderosa e bem treinada. Ela não sabe o seu passado e vive tendo flashs de memórias que definitivamente não se encaixam com a vida que leva. Até que durante uma perseguição aos skrulls, raça que muda de forma, Vers cai – literalmente – na Terra, e enquanto tenta livrar nosso planeta dos terroristas descobre finalmente seu passado.

Capitã Marvel acerta principalmente pela maneira como construiu a personagem. Temos aqui um filme com mulher protagonista, altamente poderosa e sem interesse amoroso. Em hora nenhuma o enredo envolve Vers romanticamente com ninguém – e, convenhamos, isso é muito raro no cinema. O foco da protagonista é vencer obstáculos, é fazer aquilo que todos, principalmente os homens, disseram durante a sua vida que ela não era capaz. Se ela cai, ela sempre se levanta, ainda mais forte. E isso é uma lição muito valiosa para as meninas.


Mas, apesar de todo esse empoderamento, Capitão Marvel não é um filme de todo feminista. Acredito que o estúdio foi um tanto tímido nesse aspecto. Ao mesmo tempo que quis celebrar a força da heroína e das mulheres – afinal, é a primeira produção da Marvel com a protagonista feminina, uma diretora mulher (junto com um homem), roteiro escrito por elas e uma equipe composta por um time majoritariamente desse gênero -, não o fez a ponto de afastar os homens que ainda não estão preparados para isso (mas eles devem se preparar, porque nós estamos chegando e vamos dominar o mundo, haha).

A crítica principal ao filme por aí foi a falta de emoção vinda da personagem. Por Brie Larson já ter levado o Oscar pelo excelente O Quarto de Jack e ser uma atriz camaleão, esperava-se muito dela. Mas, na verdade, acredito que o problema está no roteiro e nas falas da protagonista, não na interpretação. Fora que eu mesma achei um tanto infundada essa crítica, que dizia faltar carisma a ela. Só porque Vers não é uma personagem sedutora ou que ri a todo momento, confundem com falta de carisma, o que não é verdade.



Os personagens secundários são excelentes, principalmente Nick Fury. Já conhecemos a persona de Samuel L. Jackson, com um Fury mais sombrio e amargo, mas aqui ele é leve, jovem e é quem cria vários dos alívios cômicos da história. Vale destacar também Jude Law, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch e o gatinho Goose.

Pelo que li por aí e conversei com amigos que entendem do assunto, o filme muda muito da história original das HQs, mas acho que a Marvel parou de se preocupar com isso há muito tempo. Os plot twists combinam com o andamento do roteiro e fiquei muito satisfeita com o caminhar da história. Capitã Marvel amarra todas suas pontas soltas, ao mesmo tempo que deixa uma espécie de gancho para novas produções e na primeira cena pós-créditos faz uma ligação direta com os Vingadores (que estreia em um mês, no dia 26 de abril).



Na linha cronológica, Capitã Marvel vem antes de quase todos os filmes da MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), sendo depois apenas de o primeiro Capitão América. E a ambientação é muito divertida, já que ele passa nos anos 1990, então vemos a locadora Blockbuster e fitas cassetes, pagers, computadores enormes de mesa e até mesmo Stan Lee no seu cameo de sempre lendo um script de programa da época. 

E é impossível falar do filme sem comentar a trilha sonora. As músicas escolhidas para ajudar a contar a história de Vers são ótimas, especialmente para quem vem viveu nos anos 1990. Elas são principalmente canções de mulheres dessa década e são inseridas de forma divertida, como quando a heroína está metendo a pancadaria e toca ao fundo Just a Girl, do No Doubt. <3


Como de praxe na Marvel, há cenas de luta muito boas e muitíssimo bem coreografadas, com Brie Larsson fazendo parecer fácil. Mas os antagonistas nesse caso não tão fortes e catastróficos como estamos vendo nas últimas produções, afinal, quase todos os filmes anteriores estavam de certa forma envolvidos na aniquilação de metade do universo, então pouca coisa é mais apocalíptica do que isso.

Capitã Marvel foi uma ótima introdução da personagem no MCU e sei que podemos esperar grandes coisas da heroína mais poderosa de todo cânone. O filme já passou de U$ 900 milhões em arrecadação e deve em breve alcançar U$ 1 bi. Uau!


Recomendo muito.

Teca Machado



2 comentários:

  1. Oi Teca
    Eu assisti o filme mas confesso que não curti tanto. Senti falta de emoção e achei o início muito parado. Muita gente amou claro mas eu confesso que esperava bem mais.
    Beijo!

    www.capitulotreze.com.br

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  2. Adorei seu esse seu artigo, realmente é um dos melhores blog que estou visitando. Suas postagens são excelente! Parabéns!

    Já até salvei em meus favoritos❤️ ..

    Meu Blog: Resultado Loterias Estaduais

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