segunda-feira, 18 de março de 2019

The Umbrella Academy - Crítica


The Umbrella Academy, da Netflix, é uma série, estranha, divertida, quase non-sense, que trabalha o psicológico dos personagens, coloca dramas familiares ao mesmo tempo que insere cenas de ação com músicas animadas. Excêntrica é uma palavra para descrever. Tinha tudo para ser uma mistura ruim, mas é improvavelmente muito bom. 


Baseada nas HQs de mesmo nome de Gerard Way (ex-vocalista do My Chemical Romance) e do artista brasileiro Gabriel Bá, na Dark Horse Comics, a trama começa com o nascimento de 43 crianças no mesmo dia em 1989, concebidas de forma muito misteriosa. Sete delas, que tinham poderes, foram adotadas por Reginald Hargreeves (Colm Feore), que criou a Umbrella Academy e formou uma família de heróis. Mas como fruto de uma criação fria, rígida e cruel, os sete se tornaram altamente disfuncionais quando adultos e afastados um dos outros. Quando Reginald morre, eles se juntam para a despedida e, então, precisam evitar que uma catástrofe de proporções globais aconteça. 

O mote de The Umbrella Academy é o relacionamento entre os irmãos, que desde quando eram crianças é problemático. Cada um deles vive seus demônios internos, geralmente relacionados às suas habilidades, ou falta delas no caso de Vanya (Ellen Page, por quem eu tenho um ranço eterno e gratuito há anos). Com vidas pessoais atribuladas e perdidas, quando se juntam as diferenças e divergências entre todos ficam ainda mais evidentes.


Todos os irmãos têm arcos dramáticos interessantes e bem trabalhados, principalmente Cinco (Aidan Gallagher), que estava desaparecido há anos e retorna com notícias terríveis. O roteiro não deixa que nenhum seja esquecido - a não ser Ben (Justin H. Min), que já morreu, mas fica claro que saberemos em breve o que aconteceu com ele, assim como com o próprio Reginald, de quem no último episódio temos um vislumbre da sua história. Há ainda o arco de Hazel (Cameron Britton) e Cha-Cha (Mary J. Blige), que perseguem Cinco por motivos que vão sendo explicados durante a temporada.

O visual de The Umbrella Academy tem todo o toque de excentricidade que a história pede. Figurino, fotografia e cenas de ação, são todos um tanto estilosos e diferentões, com movimentos de câmera que parecem mudar de personagem para personagem e refletem muito das personalidades deles. E os efeitos especiais são muito bacanas, principalmente quando estamos falando de Pogo (Adam Godley), o assistente de Reginald, que é um chipanzé. Realmente tem a qualidade dos símios que aparecem em Planeta dos Macacos.

Irmãos Hargreeves quando crianças

Um dos meus pontos preferidos da série foi a trilha sonora e a maneira como foi encaixada no roteiro. Músicas principalmente antigas tocam em momentos inesperados, como quando Cinco está fugindo dos seus perseguidores dentro de uma loja de departamentos ao som de Don’ Stop Me Now, do Queen. Não consigo parar de escutar Dancing In The Moonlight, de Toploader, e I Think We’re Alone Now, de Tiffany, que é parte de uma excelente cena do primeiro episódio em que todos os membros da família dançam cada um em um cômodo (e os atores improvisaram os passos).


Os quadrinhos têm toda uma estranheza que, dizem, não ter sido passada para a série, apesar de que ela tem uma pegada “esquisita”. E apesar de se passar em 2019, é muito diferente do mundo em que vivemos hoje. Por exemplo, a tecnologia é inexistente, visto que não tem celulares, os carros são super antigos e as imagens são em fita-cassete. Mas, por outro lado, a robótica é altamente avançada (a mãe deles é um robô muitíssimo igual às pessoas) e o assistente de Reginald é um chipanzé que fala. 


A Netflix lançou The Umbrella Academy há algumas semanas e tem 10 episódios entre 40 e 50 minutos. A gente assiste rapidinho, ainda que na metade alguns momentos parecem meio lentos, ganhando fôlego nos episódios finais. A série ainda não foi renovada para a segunda temporada, mas provavelmente vai ser (e precisamos que seja, porque terminamos com um cliffhanger gigantesco).

Recomendo bastante.

Teca Machado

10 comentários:

  1. Oii Teca

    Acho que grande parte das séries tem esse smomentos mais lentos, mas pelo menos o ritmo vai aumentando até os ultimos episódios. Eu nem sabia que tinha HQ`s dessa história e achei a proposta bacana, ja havia lido outras resenhas descrevendo a série exatamente da mesma forma que vc: Excêntrica. E esse toque me deixa bem curiosa.

    Beijos

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    1. Oi, Alice!
      Mas momentos mais lentos fazem parte de uma história.
      Sempre corrido até cansa, né?
      É um excêntrico bem legal!

      Beijooos

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  2. Oi Teca
    Acho que o que inovou nessa série é justamente o fato dela ser meio sem sentido e diferente do que a gente acostumou. Eu vejo muitas resenhas positivas sobre ela mas acho que não assistiria mais por preguiça mesmo.
    Beijo!

    www.capitulotreze.com.br

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    1. Isso é o legal mesmo, o diferente, o excêntrico.
      :D

      Beijooos

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  3. to vendo mt gente falando bem dessa serie, ela parece ter mesmo uma pegada bem diferente e fiquei curiosa pra assistir

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  4. Oi Teca!
    Realmente parece ser bem excentrica mesmo!
    Ainda não comecei a assistir, mas está na listinha, acho que vou curtir!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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