quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Independence Day: O Ressurgimento – Vingança após 20 anos


Quando Independence Day foi lançado em 1996, eu tinha pavor de alienígenas, então passei bem longe do cinema. Acabei assistindo meses depois e fiquei vários dias sem olhar para o céu com medo do que ia encontrar, haha. Os anos passaram e o meu medo também, e agora assisti Independence Day: O Ressurgimento, do diretor Roland Emmerich, o mesmo do filme anterior.


Muita gente criticou Independence Day: O Ressurgimento por dizer que se trata de um blockbuster, um entretenimento puro e simples. Apesar de a produção original de certa forma ter se tornado um clássico da ficção científica, um marco dos anos 1990 no gênero, ele nunca teve a intenção de ser um longa profundo ou reflexivo, no estilo de A Chegada (Comentei aqui). Ele sempre se apresentou como um filme para diversão e o mesmo acontece com essa continuação.

No enredo, assim como na vida real, se passaram 20 anos. Durante esse tempo, os seres humanos encontraram a paz entre as nações e aprenderam a fazer uso da tecnologia alien em seu benefício, então houve um avanço muito grande, principalmente de expedição espacial, com a Terra tendo bases na Lua e em outros planetas. Mas agora a mesma espécie alienígena voltou com sede de vingança após duas décadas guardando ressentimento. Dessa vez, mais do que simplesmente tomar o planeta, eles desejam assolar, aniquilar, destruir e acabar com toda a vida aqui. E vieram muito mais bem preparados para lidar conosco.




Se pararmos para pensar, não há nada de muito novo em Independence Day: O Ressurgimento. Os mesmos aliens tentando nos invadir, marcos do turismo mundial sendo jogados ao chão, destruição em massa e discursos de motivação com um (ou dois) pé(s) no brega, mas é divertido de assistir.

Independence Day: O Ressurgimento conta com dois núcleos: o velho e o novo. No velho temos praticamente todos os atores/personagens do filme antigo, a não ser por Will Smith que pediu um salário astronômico e ficou de fora. O presidente Whitmore (Bill Pullman), o dr. Levinson (Jeff Goldblum), Julius Levinson (Judd Hirsch) e dr. Okun (Brent Spiner), todos são parte importante da história e mais do que da ação, participam da parte mais científica, exploratória e que busca respostas no enredo. Já na turma nova temos Jake (Liam Hemsworth, também conhecido como Thor Junior), Dylan (Jessie T. Usher), o filho do personagem de Will Smith, Patricia Whitmore (Maika Monroe), a filha do personagem de Bill Pullman, e Charlie (Travis Tope), essa turma ficou responsável pela correria, tiroteios, ação e tudo o que envolve batalhas. Ambos os núcleos são importantes em sua maneira.




Onde Independence Day: O Ressurgimento mais acerta é no visual. Rolland Emmerich coloca muitos diretores no chinelo quando o assunto são cenas de ação. Muito bem orquestradas e conduzidas, tanto em relação aos atores quanto em relação aos efeitos especiais, as sequências, principalmente do ato final, são um deleite. Destruição em massa é com ele mesmo. E faz isso em vários terrenos: na Terra, na água, no espaço, no ar...

Não assista Independence Day: O Ressurgimento querendo se aprofundar na relação seres humanos – aliens, porque isso não acontece. É até mesmo mais raso do que o filme anterior. Ele nunca se propôs a ser reflexivo, então veja com olhos de quem deseja se divertir por duas horas e aproveitar o que o cinema faz de melhor: entreter.


Recomendo.

Teca Machado

8 comentários :

  1. Olá, Teca! Adorei a sua dica. Eu assisti ao primeiro " Independece Day" e curti bastante esse filme. Acredito que se eu assistir a esse, irá me agradar também. Forte abraço!

    www.marcasliterarias.com.br

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    1. Oba!
      Se você gostou do anterior, provavelmente vai achar esse bacana também.

      Beijooos

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  2. Ainda não assisti esse filme, acredita? Gostei do seu blog.

    http://oplanetaalternativo.blogspot.com.br

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  3. Oii!

    Teca, eu nunca fui muito fã desse estilo de filme e nem é por medo, é por falta de afinidade mesmo sabe?
    Até vi um burbirinho sobre lançamento mas deixei de lado... Gostei de saber da sua critica. Acho que é cumpre com o papel de divertir sem muito o que pensar.
    A fotografia está linda! Quem sabe um dia eu veja..

    Beijinhos

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    1. Eu morria de medo, hahaha.
      Mas se não gosta do gênero, dificilmente vai gostar do filme.
      É ação e destruição o tempo todo.
      :P

      Beijooos

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  4. Yey Teca!
    Porra mano, se quiser profundidade em roteiro vai ver um do Truffaut sei lá. Ainda hoje Independece Day é um blockbuster simples, um dos precursores do raio azul de destruição por exemplo. Eu mesmo gostei do filme porque fui ao cinema sem esperar profundidade nenhum e não me decepcionei. Obvio que eu dou apenas 3 estrelas, existem alguns furos de roteiro e clichés, mas é um filme que vale sim ser assistido.
    O estilo visual do filme ta show de bola, os efeitos são bem bacanas mesmo, não sei pra que tanta reclamação...
    bjos LP
    quatroselos.blogspot.com.br

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    1. Exatamente.
      Furos no roteiro sempre tem e isso sempre é clichê, mas a gente ama, não ama?
      Hahaha.
      É só que o povo gosta de reclamar mesmo...

      Beijooos

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