sexta-feira, 5 de abril de 2019

A Pirâmide Vermelha - Resenha


Eu sei, estou bem atrasada, muito mesmo, mas como a vida adulta não é fácil e não me permite ler tudo o que eu quero na hora que eu quero (além do mais, tinham outras histórias que eu queria ler primeiro), só em fevereiro consegui finalmente me aventurar na série egípcia de Rick Riordan, mais conhecido pelos livros sobre mitologia grega, romana e agora nórdica. Li o primeiro volume de As Crônicas dos Kane, da Editora Intrínseca, que é A Pirâmide Vermelha.

Foto @casosacasoselivros

Carter e Sadie são irmãos que não poderiam ser mais diferentes, tanto fisicamente quanto com a forma de levar a vida. Quando eram pequenos a mãe deles morreu e as crianças foram separadas. Carter foi viver com o pai egiptólogo pelo mundo, em escavações e ruínas, sem endereço fixo, sem escola e sem amigos. Sadie foi viver em Londres com os avós numa vida completamente normal. Em uma visita ao museu da Inglaterra, os irmãos veem o pai explodir um artefato milenar, desaparecer com mágica e despertar Set, o mais cruel dos deuses egípcios. Então Carter e Sadie descobrem que os deuses não são apenas mitologia, mas estão vivos e têm influência no nosso mundo.

É verdade quando dizem quem As Crônicas do Kane não é o melhor trabalho do Rick Riordan. Mas isso está longe de significar que a obra é ruim. Pelo contrário. Temos toda aquela magia do escritor que amamos, num enredo que ao mesmo tempo que ensina História e mitologia, é interessante, eletrizante e corrido. E o legal é que como fala-se muito de hieróglifos, o leitor não precisa quebrar a cabeça tentando imaginar como eles são, já te quem a ilustração. Além disso, conta com toda a leveza e todo bom-humor que encontramos em Percy Jackson, em Magnus Chase e em Apolo. 

Rick Riordan
A relação entre os irmãos começa ruim. Eles são dois estranhos que não se dão bem, mas com o passar do livro Carter e Sadie entendem que são um time, que precisam um do outro e que, afinal das contas, se amam. Ambos tiveram uma evolução muito bacana e com o passar das páginas amadurecem de forma precoce e necessária. Impossível não se importar com eles e torcer para que tudo fique bem.

Uma das maiores diferenças dessa série para as outras sagas de Riordan é a narração. É em primeira pessoa – o que eu amo! -, mas é como a transcrição de um áudio. Logo no começo há uma nota do autor dizendo que o livro foi escrito por meio de gravações dos dois irmãos e que em alguns momentos o som estava ruim, mas ele fez o melhor que pôde. É interessante e divertido, mas ainda acho que prefiro a narração normal.

Parte de A Pirâmide Vermelha passa no Egito e também em Paris e Londres, mas como nos outros livros dele, o centro da história são os Estados Unidos. E é uma mistura doida que surpreendentemente dá certo, com os personagens passando por Phoenix, pelo Brooklyn e até mesmo por Graceland, a mansão de Elvis que é hoje um museu.

Riordan costuma fazer livros grandinhos, mas A Pirâmide Vermelha é um dos maiores dele. O que, de certa forma, às vezes arrastou um pouco a história, mas nada que chegou a incomodar a leitura. Mas eu tiraria bem umas páginas da história, com tanto suspense que tinha e só ia acumulando sem resolver.

Hieróglifos mostrados no livro

Como eu disse, não é a melhor série do autor, mas ainda assim é muito boa, divertida e cheia de ação.

As Crônicas dos Kane conta com três livros: A Pirâmide Vermelha, O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente.

 

Recomendo.

Teca Machado



2 comentários:

  1. Oi Teca, concordo muito com vc. Tb não achei o melhor do autor, mas gostei bastante da aventura e do fato de ter mitologia egípcia, acho que super vale a pena a leitura!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    Respostas
    1. Só porque não é o melhor dele, não significa que não seja bom, né?

      Beijoooos

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