quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Os Impostores: Literatura policial “uau” da semana


Você sabia que Luxemburgo, na Europa, não é um país? É um grão-ducado. E o que é um grão-ducado? É um Estado soberano governado por um grão-duque, um monarca constitucional. E como eu descobri tudo isso? Google? Não. Aprendi lendo Os Impostores, de Chris Pavone, um romance/suspense policial. Essa é a prova de que eu não leio só literatura infanto-juvenil (Apesar de ser a preferida, confesso) e ainda aprendo coisinhas legais.


Na obra, Kate Moore é uma mulher feliz no casamento, mãe de duas crianças, que leva uma vida normal trabalhando redigindo documentos oficiais para o governo dos Estados Unidos em Washington. Mas ela é muito mais do que aparenta, assim como o cargo que ocupa. Depois de tantos anos na profissão e de vida dupla, tudo o que Kate quer é largar tudo e virar outra pessoa, criar outra vida. E essa oportunidade aparece quando Dexter, seu marido, recebe uma proposta de emprego em Luxemburgo.

Kate recomeça do zero em Luxemburgo, se reinventa. O problema é que Dexter agora trabalha em um emprego que ela não entende bem o que é, para um cliente que ele não revela e por horas muito longas. A vida confortável e que sempre quis se torna entediante e solitária. Ela, que estava acostumada a ação, agora vai a cafés da tarde e lanches com amigas.

Depois que conhecem outro casal americano, Kate começa a desconfiar que os fantasmas do seu passado a estão perseguindo. Com muito tempo livre, a cabeça das pessoas fica paranóica, ainda mais a de Kate, que é cheia de segredos e mentiu por uma década para muitas pessoas, principalmente para Dexter. Ela começa a investigar por conta própria os novos amigos e vai descobrindo camadas e camadas de mentiras, traições e vidas de aparências que envolvem mais gente do que ela imaginava.

Acho que eu seria feliz em Luxemburgo. Olha que linda! 

Os Impostores é um livro muito bom e que prende o leitor, principalmente no terço final. A história é bem interessante e passa por vários locais da Europa. O final é surpreendente. Eu não imaginava a trama complexa e extremamente bem bolada do desfecho. De vez em quando tinha que voltar e ler algumas coisas de páginas anteriores para entender melhor e ficava com cara de “Ah... Então era isso”.

O começo é um pouco lento, mas vale a pena continuar até o final. Um dos aspectos do livro que o torna um pouco cansativo em certos momentos é que a descrição dos locais é muito detalhada. O autor fala da geografia do lugar, da cor das casas na rua, do aspecto das nuvens e das gostas de chuva, dos pontos turístico, até da pedrinha do calçamento. E como os personagens vão, além de Luxemburgo, para França, Suíça, Holanda e outros países, as descrições são constantes.

Esse é o Chris Pavone

Os Impostores tem uma trama envolvente e muito inteligente. Admiro autores que escrevem o gênero. Como eu disse ontem no post sobre Os Suspeitos, uma história de suspense policial deve ser dificílima de criar, pois deve ter pistas verdadeiras, falsas, acontecimentos surpreendentes e todas as “pontas” precisam ser amarradas para deixar o leitor satisfeito. E esse livro faz isso muito bem. Me prendeu a atenção de um tanto que apesar das suas quase 400 páginas, terminei a leitura em apenas seis dias.

Recomendo.

Teca Machado

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