segunda-feira, 30 de julho de 2018

Missão Impossível: Efeito Fallout - Crítica


Tom Cruise pode não ser um ator típico de Oscar – apesar de ter sido indicado algumas vezes e ter levado o Globo de Ouro por Jerry Maguire -, mas é um dos meus preferidos de Hollywood. Adoro os seus filmes de ação quase megalomaníacos (mesmo que de vez em quando ele escorregue, como o péssimo A Múmia) e o fato de que ele preza pelo bom roteiro, pelas perseguições alucinantes e pelo não uso de dublês. Além de que o cara tem 56 anos, mas corre e faz acrobacias com a mesma vitalidade de quando tinha 25. Por isso eu sempre fico empolgada quando ele lança um filme novo, ainda mais se for um Missão Impossível, como foi o caso de Efeito Fallout, que assisti no final de semana.


Sexto filme da franquia que começou em 1996, baseada numa série dos anos 1960, Missão Impossível: Efeito Fallout é do diretor e roteirista Christopher McQuarrie, o mesmo do bem sucedido anterior Nação Secreta. Efeito Fallout é uma continuação direta do filme cinco, mas se você não lembra muito do enredo (que foi meu caso) ou se não assistiu, não tem problema. Logo antes dos créditos iniciais há uma sequência que explica rapidamente o que está rolando no mundo e o que Ethan Hunt (Cruise) precisa fazer caso aceite a missão.

Dessa vez o protagonista precisa reaver três bombas de plutônio antes que sejam vendidas para os Apóstolos (antigos membros do Sindicato, instituição vilã de Nação Secreta), ao mesmo tempo que não pode deixar que o grupo resgate Solomon Lane (Sean Harris), o líder deles. Hunt conta com a sua equipe, formada por Benji (Simon Pegg) e Luther (Ving Rhames), além de Walker (Henry Cavill), um agente da CIA que os acompanha. Pode até parecer relativamente simples, mas a missão vai se complicando cada vez mais, principalmente quando Ilsa (Rebecca Ferguson) aparece e tem ordens diferentes das de Hunt.



Tom Cruise está flawless, como sempre. Ele corre, pula, luta, se estrupia todinho. Ele é um mocinho que se arrebenta. Hunt não sai das missões intacto, nem fisica, nem emocionalmente. E o mais incrível é que as cenas de ação são insanas, mas ele não usa dublê. Seu personagem tem o que muitos acham ser fraqueza, mas como o chefe dele (Alec Baldwin) diz, cuidar de toda sua equipe e valorizar uma vida acima da de milhões é seu maior valor. E apesar de matar, bater e atirar, ele não faz isso em vão. Só mata se necessário e nunca inocentes. Ele é rebelde, maluco e impulsivo, mas é alguém em que todos podem confiar.

Rebecca Fergusson é muito maravilhosa e eu sou fã demais (ela inclusive estava grávida durante as filmagens e tirou de letra). Ela é tudo, menos uma mocinha indefesa. Pelo contrário, ela é quem salva a bunda de Hunt várias vezes – para em outras chutar. Vi uma pessoa falando que adoraria um filme solo dela e eu só posso concordar com isso. O Henry Cavill é sem dúvida um dos homens mais bonitos do mundo – com bigode ou não. Mas precisamos confessar que ele é um ator mediano. Suas cenas de luta são ótimas e ele não deixa a desejar, mas quando o assunto é interpretação, não dá para elogiar muito. Ele disse que treinar para esse filme foi muito mais difícil do que para Superman. Enquanto para o super-herói ele precisa mais parecer forte e escultural do que realmente lutar – afinal, são várias cenas sem camisa, dessa vez ele tem inúmeras sequências de ação que pediram muito do físico do ator.



Ainda falando do elenco, Simon Pegg é o alívio cômico que todos amamos e sempre nos faz sorrir, assim como Ving Rhames. E em Efeito Fallout temos o acréscimo da sempre ótima e levemente debochada Vanessa Kirby, como a Viúva Branca, uma “filantropa” que vende armas e Angela Bassett, como Erica Sloan, diretora da CIA. Há ainda a volta de Michelle Monaghan, como Julia, ex-esposa de Hunt, que foi importantíssima em filmes anteriores.

Missão Impossível: Efeito Fallout tem cenas de ação surreais e incríveis, altamente bem coreografadas, tendo em destaque quatro sequências: A de queda livre de um avião em meio a uma tempestade, a luta no banheiro, digna de filmes de kung fu, a fuga/perseguição alucinada por Paris e a final, de perseguição de helicóptero na Índia. Pesquisando sobre o filme, vi que durante a sequência de Paris, Cruise quebrou o tornozelo e a cena foi mantida no filme, ainda que as filmagens tenham parado por oito semanas. E a cena do banheiro era para ter sido filmada em quatro dias, mas sua complexidade foi tanta que demorou quatro semanas.



Só não saí do cinema dizendo que esse foi o filme mais mentiroso que eu já vi porque é o sexto da franquia e todos tem essa pegada cheia de mentirada. Então, prepare-se para o quase nonsense, mas curta bastante, porque, afinal, Tom Cruise sabe nos entreter. 

Missão Impossível: Efeito Fallout pode ser o último da franquia. Tom Cruise disse que amarram as pontas e dão desfechos porque não há a certeza de um próximo filme, apenas se for bem de bilheteria, o que já está acontecendo. Ele foi a maior bilheteria do fim de semana no mundo e arrecadou acima de todos os outros cinco da saga. 


Sendo bem sincera, esse não é um filme que precisa ser assistido em 3D, então, se preferir ver apenas em IMAX já dá para ter uma experiência ótima.

Recomendo bastante.

Teca Machado


8 comentários:

  1. Oi Teca, tudo bem? O Italo lá no blog viu e adorou! Estou curiosa pra conferir, porque mesmo com os exageros eu gosto do Tom Cruise! rsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi, Mi!
      É beeeem legal.
      Talvez o mais legal sejam os exageros dele mesmo, haha.

      Beijooos

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  2. eu gosto demais da franquia td dos missao impossível, acho que porque cresci assistindo, e apesar de nao ser super fa de filmes de ação esse é um que sempre gosto de ver, adorei saber mais sobre o novo filme

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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    1. Oi, Lívia!
      Também cresci assistindo, por isso adoro.
      Mas eu adoro filmes de ação em geral.
      :P

      Beijooos

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  3. Ainda não assisti, quero ver também, parece que está bem legal!

    Beijos
    Mari Dahrug
    https://www.rabiskos.com.br/

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  4. Oi Teca,
    Para ser sincero, nao sou muito fã de filmes em geral, tenho a impressao que nao consigo me envolver com a estória, sabe?
    Quanto a MI, assisti até o quarto filme, se não me engano, e fiquei muito frustrado pq eles nem se prestam a explicar o que era o tal do rabbit foot que o ethan precisava recuperar. Achei que foi o cúmulo da preguiça dos roteiristas e nunca mais vi nenhum filme da franquia hahahaha.
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Oi, Alê!
      Realmente, rola uma preguiça boa entre alguns dos filmes, mas eu gosto.
      É aquele filme para não pensar mesmo.
      :D

      Beijooos

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