sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sangue e Fogo - Resenha


Nas últimas semanas, quando se fala sobre Game of Thrones os ânimos estão exaltados – seja a favor, seja contra. E justamente na semana que a série da HBO se encerra, finalizei a leitura do novo livro de George R. R. Martin, Fogo e Sangue, publicado no Brasil pela Editora Suma (Grupo Companhia das Letras), que me enviou um exemplar.

Fotos @casosacasoselivros

Fogo e Sangue não é o tão esperado novo volume de As Crônicas de Gelo e Fogo, a saga que deu origem à série e hoje conta com cinco livros. Ele é um prequel da história principal e é sobre os três séculos em que a dinastia Targaryen ficou no trono de Westeros.

Começamos com Aegon, O Conquistador, que após a queda da Valyria era o único senhor de dragões do mundo, junto com as suas irmãs esposas. Ele conquistou os Sete Reinos a fogo e sangue, construiu e Trono de Ferro com as espadas dos inimigos e assim começou a monarquia da família. Passando por vários e vários reis e rainhas, chegamos até Aegon III, que é o último retratado nesse primeiro livro.

Essa primeira parte engloba mais ou menos 150 anos da dinastia Targaryen e vou falar uma coisa: A Daenerys é umas mais sensatas da família (e olha que ela não é nenhum exemplo de equilíbrio). Os Targaryens sempre tiveram um pezinho na loucura, na fúria. Provavelmente por toda questão do casamento entre irmãos, que é um ponto importante do livro. No último episódio exibido da série Varys (Conleth Hill) disse uma frase parecida com a de Sangue e Fogo que exemplifica bem a psique da família: “O rei Jaehaerys uma vez me disse que loucura e grandeza são dois lados da mesma moeda. Toda vez que um novo Targaryen nasce os deuses jogam a moeda no ar e o mundo prende a respiração para ver como ela irá pousar”.


Além da loucura, a Casa sempre foi vista em Westeros como uma espécie de divindade. Por serem descendentes ancestrais da antiga Valyria, senhores de dragões com cabelos platinados e olhos violetas, se diferenciavam de todos. Inclusive, raramente os Targaryens adoeciam ou sofriam de males do povo comum.

A história da dinastia é extremamente interessante e te envolve. Há intrigas, guerras, conspirações, brigas e assassinatos. George R. R. Martin nunca nos decepciona no quesito criatividade, enredo e reviravoltas. Fora que encontramos muitas Casas já conhecidas do leitor/fã da série, como Stark, Tully, Baratheon, Lannister, Greyjoy e outras.


Mas Sangue e Fogo tem um problema: a fluidez. Ele não é um livro fácil de ler. Eu mesma demorei 2 meses para terminar as 670 páginas (muito porque eu estou com tempo corrido, mas também por causa do livro em si). Sabemos que Martin não é um escritor de poucas palavras. Ele é detalhista e constrói seu universo de maneira extremamente completa. Mas isso nunca foi problema em As Crônicas de Gelo e Fogo, porque era uma prosa, apesar da leitura mais lenta. Só que em Sangue e Fogo, para inovar, o autor fez como se o livro fosse escrito pelo Arquimeistre Gyldain, então é um enredo denso de historiador, com pouquíssimos diálogos e muitos e muitos fatos. Fora que os nomes dos personagens são muito parecidos e muitas vezes me senti perdida. Mas algo muito legal é que o Gyldain usou várias fontes para compor a história, então às vezes o mesmo fato tem três versões e ainda fica claro que nenhuma delas pode ser a verdade. 

A edição da Suma está lindíssima! A capa tem tudo a ver com o livro e ele conta com 80 ilustrações de Doug Wheatley que ajudam a nos inserir ainda mais na história dos Targaryens. E é bacana porque vemos, por exemplo, como é o Trono de Ferro real. Muito maior e mais imponente que o da série da HBO.

O Trono de Ferro como George R. R. Martin pensou

Sangue e Fogo é difícil de ler, mas tem uma história ótima, típica de George R. R. Martin. Para quem já é fã é um prato cheio. É ótimo ver toda história de glória e auge dessa família que foi quase extinta.

Produtores e HBO já estão conversando sobre ao fim de Game of Thrones adaptar Sangue e Fogo para uma série. E já posso dizer que se seguirem o material original vai ser bem louco! Agora ficamos aqui esperando o autor terminar As Crônicas de Gelo e Fogo e a segunda parte da história dos Targaryens, que vai até o Rei Louco, pai da Daenerys.


Recomendo bastante.

Teca Machado






8 comentários:

  1. ah que demais! eu ja li tds os livros da serie e claro tbm acompanho GOT na HBO e to doida pra ler esse livro tbm!

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  2. Teca, como assim esse não é o volume taão esperado??? Eu jurava que ia continuar !!!! hahahahahahahahaha nao aho facil a leitura de Martin. Muitos detalhes, ao mesmo tempo que é interessante, né? Sempre da metade pra frente eu acho que o livro desenrola melhor, não sei porque, mas sempre demoro pra chegar na metade rs

    eu preciso ler o quarto e o quinto livro ainda rsrsrs
    mas interessante. .
    Beijocas da Pâm
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    1. Não é, acredita?
      Ele vai continuar, mas deve ser só lá por 2050!
      Hahahahaha
      Fácil não é, mas é bom, viu?
      Gostou muito!

      Beijoooos

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  3. Menina, eu ainda não consegui continuar de acompanhar GOT. Parei há muito porque eu tenho um problema que quando uma série fica muito famosa, eu paro de acompanhar. Não sei o pq.
    Mas, quero retomar.


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    1. Não gosta de modinha, hahaha.
      Mas devia voltar. É bem bom!

      Beijoooos

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  4. Oi
    algum dia eu leio esses livros, que bom que teve a chance de ler essa história e que gostou, a história parece ser bem interessante e bem movimentada.

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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    1. É preciso coragem para encarar tudo, hahaha.
      Mas é bacana!

      Beijoooos

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