segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Concurso Fotográfico da National Geographic 2013


Sou apaixonada por fotografia e isso é em grande parte “culpa” do meu pai. Ele sempre gostou de admirar imagens bem tiradas, por isso desde que eu me lembro por gente tem uma coleção de revistas National Greographic e Terra (Vocês lembram dela?) na minha casa.

Todos os anos a National Geographic, fundação e revista, organiza um concurso de fotografia que reúne as melhores imagens do mundo inteiro. O resultado de 2013 já saiu. As imagens competiram em três categorias: Pessoas, lugares e natureza. O julgamento foi feito levando em conta a criatividade e a qualidade da captura. 

Foi escolhida uma participante de cada categoria, sendo uma delas a grande campeã, além de menções honrosas. O vencedor total foi Paul Soulders, que ganhou U$ 10 mil e mais uma viagem para a sede da National Geographic em Washington, EUA, para participar do Seminário Anual de Fotografia da instituição que acontece em janeiro de 2014.

Vamos aos vencedores?


Grande Vencedor e Vencedor da Categoria Natureza: O Urso do Gelo, por Paul Souders. 

Um urso polar surge debaixo do gelo derretendo na Baía Hudson enquanto o sol da meia noite brilha vermelho por causa da fumaça de incêndios distantes durante um período recorde de calor na região.

Vencedor da Categoria Pessoas: Junto Sozinho, por Cecile Baudier.

Esse retrato de gêmeos idênticos (Nils e Emil, de 15 anos) em Fyn, Dinamarca, é parte de uma série de fotografias que retratam pessoas que possuem uma forte conexão com outro ser humano e que constantemente pensam em si próprios como “nós” ao invés de “eu”.

Vencedor da Categoria Lugares: Longa Estrada até o Amanhecer, por Adam Tan.

“Percebendo que essa velha cidade em breve vai se transformar em uma nova metrópole por causa da velocidade do crescimento econômico na China e com isso perder essa sua beleza atemporal, eu fiquei muito satisfeito de capturar essa mãe trabalhadora carregando seu filho na cesta, enquanto anda através da densa névoa numa manhã muito nublada de 2012”.

Menção Honrosa da Categoria Natureza: Ninho de Corvo, por Yosuke Kashiwakura.

Os corvos que vivem em Tóquio usam cabides de roupa para fazerem ninhos. Em uma cidade tão grande, com poucas árvores, o material natural para esses pássaros montarem sua morada é escasso. O resultado disso é que frequentemente os corvos pegam cabides de pessoas que vivem em apartamentos próximos e cuidadosamente os transformam em ninhos. O trabalho completo quase parece uma obra de arte com o tema de reciclagem.


Menção Honrosa da Categoria Natureza: Rinoceronte Indiano, Inverno Canadense, por Stephen De Lisle.

Um rinoceronte indiano, longe de casa e preso em um zoológico invernal em Toronto, Canadá.

Menção Honrosa da Categoria Natureza: Garças Voadoras, por Réka Zsirmon.

Em um bom dia no campo um observador de pássaros pode ver um bando de graças na área do Danúbio, na Hungria.

Menção Honrosa da Categoria Lugares: Vacas e Pipas, por Andrew Lever.

“Eu estava dirigindo pela costa da praia quando notei touros tomando sol em uma praia deserta. Inicialmente achei que estivesse vendo coisas, mas não. Na realidade eram vacas se bronzeando! Eu tive que parar o meu carro numa boa distância e fazer uma caminhada pela praia num calor de 35 graus. Mas isso não importou, porque eu consegui a foto! Quando eu cheguei perto, não queria assustá-las, então andei engatinhando na areia quente para pegar uma boa foto. Missão cumprida! O esforço valeu a pena”.

Menção Honrosa da Categoria Lugares: Cemitério, por Julie Fletcher.

“Eu não consigo descrever a sensação estranha que tive quando cheguei a essa cena. Segui uma tempestade densa por mais de 100 quilômetros esperando capturar uma imagem especial, mas essa me impressionou. A surreal água verde leitosa é um fenômeno natural causado por atividades eletromagnéticas do raio atingindo a superfície da água. Não tinha chuva onde eu estava e nem mesmo muito vento, mas à distância o céu estava pesado e descarregando a sua fúria nesse cemitério de árvores mortas desse lago normalmente seco. Pude capturar imagens únicas, sendo esta a melhor”.

Menção Honrosa da Categoria Pessoas: Arabic na Gâmbia, por Bisig Maurin.

Arabic nasceu em uma das maiores cidades do mundo, Nova York. Bem no centro do Bronx, ela cresceu e foi para a escola. Quando completou 13 anos, seu pai decidiu mandá-la para a sua família numa pequena cidade chamada Bajakunda, Gâmbia. Agora ela vive lá sem eletricidade e numa distância de duas horas de ônibus da cidade mais próxima. Trabalhando todos os dias desde cedo da manhã até tarde da noite. Sem chance de deixar esse país. Arabic é a única pessoa nessa pequena cidade com um passaporte americano que todo mundo sonha em ter, mas ela não pode mais usá-lo por causa da tradição familiar.

Menção Honrosa da Categoria Pessoas: Ida, por Cecile Baudier.

Esta é Ida. Ela tem sete anos e nasceu na Groenlândia. Há um ano sua mãe, Marie, decidiu se mudar para a Dinamarca na esperança de uma vida mais fácil e para dar à sua filha tudo o que ela nunca teve. Mas mesmo que esses dois países estejam entrelaçados historicamente, as duas culturas são muito diferentes e elas não têm nenhum amigo ou conexões na Dinamarca. Lá as pessoas da Groenlândia são vistas como cidadãos inferiores, bêbados e socialmente de classes baixas. Essa foto é parte de uma série contínua que está tentando mostrar essa minoria que vive na Dinamarca.

Menção Honrosa da Categoria Pessoas: Francesca, por Michele De Punzio.

“Minha namorada no carro na rua parada”.

Menção Honrosa da Categoria Pessoas: A Vida ao Redor do Rio Poluído, por Andrew Biraj.

Um garoto brinca com balões no rio Buriganga enquanto fumaça sai de um lixão no pôr-do-sol em Dhaka, Bangladesh.

Menção Honrosa da Categoria Pessoas: Laurentiu, por Aurélie Geurts.

“Essa fotografia é parte de uma série do meu trabalho ëFrumoasaí, que significa ‘beleza’ em língua romena. É um trabalho sobre Laurentiu e sua família. Eles vivem em barracões perto de trilhos próximos a Ghent Dampoort. Eu os conheci em dezembro de 2012. Ele precisam lidar com todo o tipo de dificuldades diariamente. A falta de um endereço legal traz problemas administrativos e faz com que seja impossível que consigam empregos decentes. Eles formam uma família feliz, calorosa e unida apesar de todos os problemas constantes com que precisam conviver”.


Teca Machado

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