sábado, 6 de setembro de 2014

Conversas Incompletas


Hoje o Casos Acasos e Livros completa 700 posts! UAU! O tempo realmente voa. :D

Há um tempinho falei aqui para vocês sobre o Meg’s Army Book Club, o clube do livro do qual faço parte. Pouco depois ele evoluiu para um blog com o mesmo nome, que você pode acessar aqui. É interessante a mistura de sete mentes obcecadas por um tema: livros.

Essa semana uma das nossas blogueiras, a Emily Antonetti, colocou um texto, uma crônica, que eu gostei muito e achei que seria legal compartilhar com vocês. Uma leitura leve para um dia como sábado.

Conversas Incompletas" - (Parte 1)



São quase 4 horas da madrugada quando toca o celular. Lorena dá um pulo da cama, assustada com o som, e corre até a sala para pegar o aparelho antes que a ligação vá parar na caixa postal. "Alô?", ela sussurra ainda adormecida. Do outro lado da linha, uma risada abafada escapa pelo telefone. "Quem é?", a garota pergunta em voz baixa enquanto se senta na beirada do sofá para se recobrar do sobressalto e tentar olhar na tela o número da chamada. 

"Acabo de me lembrar que você está me devendo um abraço... e um segredo", responde entre risadas a voz misteriosa. "O que?", pergunta Lorena, ainda sonolenta. "Lembra aquela vez em que você me desafiou quando nos conhecemos e acabou perdendo a aposta? Estou reivindicando o meu prêmio", explicou pausadamente."Você está falando sério? É madrugada! Pra isso que está me ligando?", esbraveja a garota entre os dentes. 

Do outro lado da linha, a voz ri. "Quanta diferença! Antes, eu podia te ligar a qualquer hora que você nem reclamava. Como as coisas mudam!", disse e voltou a rir. "Caramba! Você só pode estar brincando comigo! Já te falei mil vezes que não tenho segredos!", enfatiza Lorena. "Não qualquer um, oras! Quero um 'segredo inconfessável'", continuou como se não percebesse a fúria na voz e na respiração da garota. "Todo mundo tem algum, Lô! Talvez, eu também tenha um pra confessar. Sobre aquele dia, aliás. Nessa noite, nos demos o melhor abraço, esse que ainda levo pregado ao corpo. Foi tão verdadeiro e natural. E, apesar de ser um abraço apertado, nunca me senti tão livre - e "em casa" - em toda a minha vida! Isso eu devo a você!". Lorena escuta com atenção, respira fundo e se deixa cair no encosto do sofá. "Nossa! Isso foi em outra época, já faz um tempão. Olha, desculpa, eu preciso ir!", ela fala rapidamente e desliga a chamada. De novo, respira fundo.   

Minutos mais tarde, se levanta e volta ao quarto. Sem pressa, ela ocupa novamente o seu lugar na cama. Com delicadeza, abraça o corpo envolto nas cobertas e dá um beijo carinhoso em sua nuca. Ao aproximar a boca em seu ouvido, ela sussurra: "você quer um segredo? Quando me soltei daquele abraço, a primeira coisa que eu pensei foi: 'ele é tão livre quanto uma alma pode ser! Não posso lhe pedir pra ficar! Mas, prometo cuidar dele pra sempre'". Nicolas foi se virando, pouco a pouco, até encarar seus olhos no quarto semi-escuro. "Ainda bem que você não desistiu de mim! Obrigado!", ele diz murmurando entre os lábios dela. Lorena sorri, lhe dá um beijo e logo se perdem enquanto aproveitam o que restava da madrugada. "Ah, e a propósito... seu celular ficará confiscado durante as próximas noites".

Emily Antonetti


Teca Machado

2 comentários:

  1. Uhul, parabéns, Teca! ^^
    Eu adorei essa crônica da Emily. Viva o nosso bloguito! <3
    Beijos,
    Carol
    www.pequenajornalista.com.br

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  2. Parabéns pelos 700, Teca! Que os posts se multipliquem cada vez mais - e mais!
    Fico feliz que gostaram do texto, meninas! Essas "conversas" estão só começando. rs

    Beijão e dale "Casos Acasos e Livros"!
    http://megsarmybookclub.blogspot.com.br/

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