sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Jessica Jones – Marvel em formato de série


Eu sei, estou um pouquinho atrasada para falar sobre isso, já que foi lançada em novembro do ano passado, mas só agora estou assistindo a série Jessica Jones e estou fascinada. Na verdade, há meses vi o primeiro episódio e, apesar de ter gostado, não continuei. Até que há algumas semanas voltei a assistir e me prendi totalmente no enredo.


Apesar de ser uma produção da Marvel, juntamente com a Netflix, Jessica Jones é muito mais sóbria, adulta e sombria que os filmes que estamos acostumados cheios de comédia, cenas de lutas gigantescas e ameaças em escala global. Aqui a ação é muito mais psicológica do que qualquer outra coisa. Tem quase algo meio noir, principalmente por causa das cores da fotografia serem sempre mais escuras, repletas de roxos, pretos, cinzas e marrons. Dizem ser a mesma pegada de Demolidor, também produção do estúdio com a Netflix, mas não posso afirmar porque não assisti (espero mudar isso em breve, dizem que Demolidor é excelente).

Ao contrário da maioria dos filmes e das séries de super-heróis, não temos em Jessica Jones (Krysten Ritter) logo de cara a explicação de quem é ela e de como ela adquiriu seus poderes, isso acontece aos poucos por meio de flashbacks e narração da própria personagem. Apenas sabemos que ela é detetive particular, vive sozinha, é independente e tem uma vida um tanto quanto solitária e destrutiva. Abusa de álcool e de relacionamentos que não a levam a lugar nenhum, além de estar afundada em autopiedade por conta das coisas que fez no passado.




Jessica ficou traumatizada após passar um tempo na companhia de Kilgrave (David Tennant), um homem que consegue controlar a mente das pessoas para que elas façam o que ele deseja. A protagonista saiu das suas garras, apesar de saber que ele pode voltar a qualquer momento, e tenta viver com as consequências de tudo o que fez a mando dele. Mas quando dois clientes chegam ao seu escritório de investigações pedindo que ela encontre a filha desaparecida, Jessica descobre que Kilgrave ainda faz com outras o que fez com ela e destrói vidas por onde passa. Então, a detetive particular percebe que precisa pará-lo de uma vez por todas.

Jessica não é uma super-heroína. Calhou de ela ter adquirido poderes de força, resistência e voo (ou um pulo que plana e cai, como ela prefere explicar). Não é dotada de moral, caráter e nem de altruísmo. Longe dela ser boazinha! Ela é azeda, sarcástica, mal humorada, desleixada e problemática. Tudo o que quer é viver sua vida medíocre sem chamar a atenção, principalmente porque ela vive numa Nova York pós-Vingadores quando o mundo sabe da existência de heróis, deuses, alienígenas e outras ameaças.


Krysten Ritter foi uma ótima escolha de elenco. Há algumas semanas assisti a série de comédia Don’t Trust The B**** in Apartmente 23 com ela (Comentei aqui) e agora esse drama mais denso. Assim percebi que a atriz é versátil e carismática, mesmo que a Jessica seja tudo o que uma pessoa agradável não é. David Tennant também é excelente. No começo aparece pouco, é mais uma “entidade” maléfica, que ronda de forma torturadora os pensamentos de Jessica, mas com o passar dos episódios é uma presença mais constante e ameaçadora. Personagens secundários como Trish Walker (Rachael Taylor) e Luke Cage (Mike Colter) também foram muito bem selecionados. 

Claro que por ser da Marvel há referências por toda a parte do universo tanto cinematográfico quanto dos quadrinhos originais. Mas o enredo não é focado nisso e nem faz o roteiro em cima disso. Ele apenas contextualiza em alguns momentos. Então mesmo que você nunca tenha assistido nenhum dos filmes ou lido as HQs, pode assistir Jessica Jones sem medo de ficar sem entender algo.

Kilgrave

Trish

Luke

A série ainda só tem uma temporada de 13 episódios, mas a segunda já está em produção, apesar de que só começarão as filmagens ano que vem. Essa demora toda acontece porque há outras séries interligadas acontecendo simultaneamente. Além de Demolidor, já no ar, teremos uma solo de Luke Cage, uma do Punho de Ferro (Finn Jones, o Sir Loras de Game of Thrones) e uma de Os Defensores, que irá juntar esses quatro personagens.

No fim das contas Jessica Jones é uma “heroína” com a qual podemos nos identificar. Ela não é uma Super Girl ou Mulher Maravilha, inatingíveis. É apenas uma mulher comum (com alguns poderes extraordinários, é verdade), endurecida pela vida e cheia de traumas, que tenta sobreviver após um relacionamento com muito abuso psicológico.


Recomendo.

Teca Machado

5 comentários :

  1. Adorei! Oi , tudo bem? Eu lhe indiquei em uma TAG: COM CERTEZA DEVERIA TER ... espero que não se importe. Ia adorar conhecer um pouco mais de você. Me avise quando responder. Um beijo... https://oterceiroato.com/2016/09/16/tag-com-certeza-deveria-ter/

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    1. Oi, Bia!
      Opa! Vou lá dar uma olhada. Obrigada.

      Beijooos

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  2. Oi, Teca!!!

    Confesso que ainda não assisti Jessica Jones - assim como várias outras séries!! xD
    Mas é uma das que tenho mais curiosidade mesmo por ela ser essa anti-heroína tão "carismática". Hahahaha

    Espero gostar bastante também!!!
    E a atriz é ótima mesmo. Gosto muito dela!!!!

    Bjs

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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    1. Carol, não imaginei que ia gostar tanto!
      Eu ameeeeei!
      Você vai gostar. Ela é ótima!

      Beijooos

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  3. Todo mundo que vejo fala muito bem dessa série. Eu não peguei pra assistir ainda porque sou enrolada mesmo, mas está na minha listinha! ^^
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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