quarta-feira, 13 de setembro de 2017

White Gold: Longe do politicamente correto


Conhece a Leisa Rayven? A maravilhosa autora de Meu Romeu? A conheci em São Paulo na semana passada. Vem assistir como foi (e aproveite para se inscrever no canal)!

Se você só gosta do politicamente correto, passe longe da série White Gold, da Netflix, uma produção da BBC. Para começar, o seu protagonista é ninguém mais, ninguém menos do que Chuck Bass. Opa, peraí! Chuck Bass era de Gossip Girl, mas a cafajestagem, machismo, babaquice e libertinagem do personagem interpretado por Ed Westwick estão presentes com Vincent Swan, também Westwick.


"Vendedores são como vampiros. Não os convide para entrar em casa" 

White Gold se passa nos anos 1980 e tem como cenário uma loja de janelas em Essex, na Inglaterra. Na época o plástico começou a ganhar espaço nas residências – daí o nome White Gold, Ouro Branco – e Swan, apesar de ser egocêntrico, egoísta, inconveniente, idiota e machista, é o maior vendedor do ramo. Sua equipe comercial é completa por Brian Fitzpatrick e Martin Lavender (James Buckley e Joe Thomas), dois vendedores tão diferentes que é difícil acreditar que são amigos e que trabalhem no mesmo ramo.

Swan é capaz de tudo para fechar uma venda. Até mesmo de participar de grupos de oração e segurar a vontade de ir ao banheiro por horas a fio. Fitzpatrick é um babaca, mas quando entra na pele do vendedor é capaz até mesmo de convencer velhinhas que compraram janelas há 2 meses recomprarem o produto. E Lavender é quase um bichinho de estimação do grupo, pois é bonzinho, avesso a falcatruas e doce, quase não vende nada.



A trama gira em torno disso, das vendas e das estratégias que o trio, principalmente Swan, usa para se dar bem. Mas as técnicas de venda passam longe, muito longe, do politicamente correto e vemos os personagens enfiarem o pé na jaca várias vezes. Também acompanhamos de perto Swan e sua vida familiar. Casado com uma mulher maravilhosa e pai de dois filhos, ele é o perfeito exemplo do pior homem que existe – e não faz nada para mudar.

Dá para rir, mesmo que de nervoso, de White Gold e suas situações quase absurdas. É escrachado, é insano, é engraçado. Na primeira cena mesmo nos deparamos com Swan se arrumando para o trabalho enquanto se admira no espelho com uma cuequinha vermelha, muito perfume e um clássico dos anos 1980 tocando ao fundo.



Vincent Swan é odioso, mas tem um charme retrô e muito caricato que faz o público gostar dele. É quase um Lobo de Wall Street só que sem todo aquele dinheiro e com sotaque britânico. É paradoxal, eu sei, mas é verdade. Por incrível que pareça a gente até torce para que ele se dê bem, ainda mais porque o diretor e roteirista Damon Beesley faz com que quase seja um documentário da vida de Swan, já que ele conversa com a câmera constantemente, sem nenhuma vergonha do que é e do que faz.

Visualmente falando White Gold é bem bonita, com uma Essex antiga, charmosa e colorida. As roupas são vintage e cheias de cores, mas não chegam ao exagero daquela época – afinal, os ingleses sempre foram bem mais contidos. 

Ed Westwick nasceu para esse tipo de papel. Na verdade, nunca vi ele atuar em outro tipo de personagem que não Swan ou Chuck Bass. Nesse sentido, ele é um excelente ator.



White Gold é rapidíssima de assistir. São apenas seis episódios com menos de meia hora cada. E para alegria de uns e horror de outros (tudo depende do tipo de humor que você gosta) a série já foi confirmada para uma segunda temporada com data de estreia no ano que vem.

Recomendo.

Teca Machado


4 comentários:

  1. Oi, Teca!
    Menina, se eu já queria assistir antes justamente por causa do Ed, agora que sei que são só meia hora já estou preparando a maratona hahahahhaha
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do sorteio de aniversário do Balaio de Babados e O que tem na nossa estante

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  2. KKKK a legião de fãs do Ed, confesso que só queria assistir por ter o ator na série, mas acabei não assistindo ainda por falta de tempo :(

    Beijos

    Blog Lua Soares

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  3. Oi Teca, tudo bem?

    Eu não consegui ver, infelizmente, não consegui passar do primeiro episódio e nem acho que foi pelo politicamente correto, geralmente não importo muito com isso. Eu acho que não consegui me conectar com os personagens mesmo, mas acontece. ao menos vc curtiu rsrsrs Adorei a resenha

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Ah, Chuck Bass!!! Amo esse ator, acho ele incrivelmente sexy e esse lado arrogante dele me encanta toda. É uma pena que eu deteste séries, provavelmente não assistiria mas gostei de saber que esse ator está fazendo outros trabalhos.
    Beijos
    http://www.leitoraencantada.com

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