segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O Destino de Uma Nação – Crítica (Maratona para o Oscar 2018)


Há alguns meses quando assisti Dunkirkcrítica aqui - fiquei fascinada com essa história da II Guerra Mundial que nem foi citada nos meus tempos de escola. E agora, com O Destino de Uma Nação, do diretor Joe Wright, temos o mesmo enredo, sob outra perspectiva: a política. E mesmo sendo um filme que poderia ser denso, altamente focado em estratégias de guerra, temos uma produção que humaniza uma figura histórica e nos mostra como Churchill não fez um tratado de paz com Hitler, conseguiu salvar 400 mil soldados britânicos e, assim, ter avançado na batalha contra os nazistas.


O Destino de Uma Nação é baseado em fatos reais e tem Winston Churchill como protagonista, incrivelmente interpretado por Gary Oldman, irreconhecível. No meio da II Guerra Mundial, Hitler ganhava terreno na Europa, inclusive estava muito melhor posicionado do que os Aliados. Após ser convocado a substituir o primeiro-ministro que estava no poder, mesmo contra a vontade de muitos, inclusive do Rei George VI (Ben Mendelsohn) – pai da Rainha Elizabeth e o mesmo vivido por Colin Firth em O Discurso do Rei – Churchill assumiu o cargo no momento mais sombrio da batalha, daí o nome do filme em inglês, Darkest Hour. A Inglaterra estava quase a mercê dos nazistas, rodeada por tropas inimigas, que já tinham atingido a França e encurralado centenas de milhares de soldados na praia de Dunquerque, do outro lado do Canal da Mancha. Coube a Churchill tomar decisões extremas e muito ousadas, tanto que não tinha apoio nem mesmo do seu conselho de guerra.



Mais do que uma maquiagem impecável que transformou Oldman em Churchill (se você não lembra quem é o ator, ele é o Comissário Gordon do Batman de Christopher Nolan), a atuação dele é também impecável. A maneira como se porta, fala, murmura, anda, para em pé, é o Churchill quase sem tirar nem por. Claro que o roteiro deu uma romantizada na personalidade caótica que era o político, mas ainda assim é bem real de acordo com os livros e as reportagens da época. Churchill era um homem ousado, quase louco, que não era bem quisto pelos seus colegas, mas que conquistou a população britânica com as suas manobras na II Guerra. É quase certo que Oldman leve o Oscar na categoria Melhor Ator (Além de Melhor Filme e Melhor Ator, O Destino de Uma Nação está concorrendo a Melhor Design de Produção, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Cabelo e Maquiagem).

Apesar de ser o protagonista e sem dúvida a estrela do filme, nem só de Oldman vive O Destino de Uma Nação. Lily James, muito carismática e doce, se transforma numa espécie de olhos do povo. Como secretária pessoal de Churchill, que aprende a lidar com a sua personalidade única, entendemos como a população da época enxergava o primeiro-ministro. Há também a excelente Kristin Scott Thomas, no papel de Clemmie, esposa dele, e Stephen Dillane como o Visconde Halifax, que era a primeira opção para ocupar o cargo antes de Churchill.




Não é a toa que o filme está concorrendo como Melhor Design de Produção e Fotografia. O visual de O Destino de Uma Nação é denso, é muito britânico, é real. O diretor brinca com as cores sóbrias, com as luzes, com o jogo de câmeras, ora por cima de tudo, ora por baixo, ora perto, ora longe, e com a própria figura de Churchill.

O roteiro pegou uma história real e a transformou palatável para o público, que por vezes poderia se sentir perdido com assuntos estratégicos de guerra e política de um país que não o seu. Os diálogos são densos e há sempre uma tensão no ar, afinal, Hitler está chegando à Inglaterra com toda sua força e os soldados britânicos estão esperando e morrendo na praia de Dunquerque. É um filme histórico que entretêm, ainda que não seja considerado tão comercial.



O Destino de Uma Nação e Dunkirk se complementam de forma magnífica, cada um mostrando um lado da História, mesmo que Joe Wright e Christopher Nolan tenham estilos tão distintos.

Recomendo muito.

*** 

Maratona do Oscar 2018 – Concorrentes a Melhor Filme

Me Chame Pelo Seu Nome
O Destino De Uma Nação - Assistido
Dunkirk – Assistido  (Crítica aqui)
Lady Bird: É hora de voar
Trama Fantasma
The Post: A Guerra Secreta – Assistido! (Crítica aqui)
A Forma da Água
Três Anúncios Para Um Crime
Corra!

Teca Machado

3 comentários:

  1. Tenho que assistir, parece ser ótimo!

    O Blog da Fênix agora é Cobaia Amiga! Para comemorar a mudança estou sorteando um presentinho para uma leitora lá no blog: http://www.cobaiaamiga.com/2018/01/sorteio-kit-cabelos.html

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  2. OI BISTEQUINHA

    eu sempre fico muito impressionada com os poderes da maquiagem, principalmente essas de cinema. Uma pessoa se transforma em outra em questão de umas horinhas, gente :O Palmas pra esses profissionais!


    beijo
    www.beinghellz.com.br

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  3. Oii Teca, amei a crítica e fiquei curiosa para assistir.
    - Beijos,Carol!
    http://entrehistoriasblog.blogspot.com.br/

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