terça-feira, 6 de maio de 2014

O Conde de Monte Cristo: Um dos melhores clássicos ever


Hoje é dia de coluna Casos Acasos e Livros no Olhar Conceito. Veja aqui.

Um dos livros que li no início da adolescência influenciada pelo meu pai foi O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, mais conhecido por ter escrito Os Três Mosqueteiros. Foi uma das melhores obras que ele poderia me incentivar a ler. Tudo bem que por ter lido com uns 12, 13 anos, em vários momentos fiquei confusa, porque a leitura é complexa e densa em vários momentos, mas hoje a maturidade veio (Será?) e a história é muito mais clara.

O livro tem centenas de edições e trocentas capas diferentes. Gosto dessa

O Conde de Monte Cristo é inspiração para muitas histórias contemporâneas, sendo as mais recentes a série Revenge (Comentei aqui) e a novela Avenida Brasil. A premissa é sempre a mesma: O protagonista sofre injustamente e volta anos depois, completamente irreconhecível e rico para se vingar.

Nesse clássico da literatura mundial, conhecemos a trajetória de Edmond Dantes. Aos 19 anos, vivendo na França, ele tem tudo o que queria. Não é rico, mas sobrevive bem, tem um grande amor e é feliz na sua simplicidade. Mas o seu melhor amigo, Fernand Mondego, podre de rico, morre de inveja da felicidade de Edmond. Querendo tudo o que é dele, Mondego arma e o acusa de um crime que não cometeu.

Jogado na pior prisão de todas, sem nenhuma esperança de sair dali, Edmond quase vai a loucura. Até que encontra o Abade Faria. Um idoso que ensina ao rapaz tudo o que aprendeu ao longo dos anos, inclusive um plano de fuga. Quando retorna à sociedade, 14 anos depois, ele é o Conde de Monte Cristo. Está com outro nome, riquíssimo, educado, poderoso e extremamente firme no seu propósito de ensinar uma lição àqueles que o baniram ao esquecimento. O dinheiro pode até não lhe comprar felicidade, mas lhe dá uma ótima chance de vingança.

Esse gatchenho é o Sr. Dumas

É extremamente delicioso acompanhar Edmond no seu maligno plano de vingança e ver todos os inimigos sucumbindo, um por vez (MUAHAHAHA, acrescente agora a risada de bruxa para dar um toque a mais de maldade). Torcemos desenfreadamente pelo protagonista, mesmo que ele não seja a pessoa mais ética do mundo. Alexandre Dumas construiu um personagem extremamente crível, humano e complexo que nos inspira muitos sentimentos, como compaixão, amor, raiva e vontade de sacudir e dizer “meu filho, agora chega!”.

Com reviravoltas e enredo amarrado, O Conde de Monte Cristo te prende. A palavra clássico pode afastar algumas pessoas, mas eu juro que esse é diferente, é emocionante, é atual, apesar de ter sido escrito em 1844 (Pasmem!). O livro tem 170 anos e ainda é tão atual que é usado como tema de programas de televisão. É o tipo de obra que nunca vai perder o prazo de validade.

Em 2002, o diretor Kevin Reynolds produziu uma versão cinematográfica de O Conde de Monte Cristo. Liberdades criativas a parte, o filme é extremamente parecido com o original, o que faz a alegria de qualquer leitor e fã. No papel de Edmond Dantes está Jim Caviezel (Jesus, em A Paixão de Cristo) e no do amigo traidor Fernand Mondego está Guy Pierce (Killian, de O Homem de Ferro 3). Assim como o livro, o filme não perde a validade.

Poster do filme

Todos deveriam ler Conde de Monte Cristo (Adolescentes, leiam de preferência a versão pocket resumida para entenderem melhor). Tem todos os ingredientes dignos de nota: Ação, conspiração, romance, vingança e revelações.

Recomendo muito.

Teca Machado

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