quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Piri pipiri pipiri piri Pirenópolis...


Como eu não sou fã de Carnaval propriamente dito, com festas, loucura e muita gente suada esfregando em mim enquanto toca Axé (Deus me livre!), esse ano fui para o interior de Goiás, em Pirenópolis, mais conhecida como Piri (O que fez durante todos os dias a música “Piri pipiri pipiri piri piriguete...” ficar na minha cabeça). A pouco mais de duas horas de Brasília, foi onde nasceu o cantor Zezé de Camargo. Essa cidadezinha ganhou o meu coração pelo seu charme e vida noturna, além das cachoeiras lindas e estilo campestre.

 Centro histórico de Pirenópolis - Foto: William Vaz, meu sograsto (Sogro + Padastro)

Pela sua arquitetura é possível ver que a cidade é realmente velha, com mais de 200 anos. Todas as construções, principalmente do centro histórico, são aqueles casarões antigos reformados e as ruas são de pedra, não de asfalto (O que é terrível para salto alto. Se você for para lá, não leve um par desses). 

Igreja Matriz - Foto: William Vaz

Pirenópolis é cheia de lojinhas de bugigangas e lembrancinhas da região, normal de cidade turística. Mas também tem muitas lojas mais requintadas de decoração e joias. Quase fiquei louca porque tem muita coisa bonita e num preço até bom. Os homens que não gostam muito desse fato, mas enfim.

Vida noturna de Pirenopólis no Canaval - Foto: William Vaz

De noite a vida social é intensa num lugar conhecido como rua dos restaurantes. É uma ladeira fechada para carros com restaurantes dos dois lados, mesinhas nas calçadas e muita gente sentada ao ar livre comendo, batendo papo, cantando e se divertindo. Tem de comida japonesa a comida típica goiana (E um churros que UAU!).

Restaurante Venda do Bento - Foto: William Vaz

Se você for lá, não deixe de ir ao Restaurante Dona Cida, um dos mais conhecidos. Sua comida simples é deliciosa e o ambiente bem descontraído. A Venda do Bento, outro restaurante conhecido, é mais afastado, quase fora da cidade, mas vale a pena. Era realmente uma antiga venda e foi toda decorada com objetos do início do século. É praticamente um museu. Do lado de fora tem um mini zoológico com araras, tucanos e pavões. Mas já aviso: O preço lá é bem salgado. Prepare-se para gastar.

Cachoeira do Lázaro - Foto: William Vaz

Agora vamos falar das belezas naturais de Pirenópolis. A cidade é rodeada pelo Parque Estadual dos Pireneus (Daí o nome da cidade). Então, a região é cheia de cachoeiras e trilhas. As mais famosas são a Cachoeira de Santa Maria, a do Lázaro e a do Abade. Lindas e com poço para banho, são de cair o queixo. Só que a água é a mais gelada de todo o universo. Eu batia tanto o queixo que pensei que a qualquer momento veria um iceberg flutuando por ali. Você paga entre R$15 e R$25 para poder visita-las. É preciso ir de carro nesse passeio, mas automóveis muito baixos ou com motor fraco não são recomendados porque a estradinha é de terra, cheia de buracos e muito íngreme.

Cachoeira do Abade - Foto: William Vaz

Lá tem trocentas pousadas. Eu fiquei na Pousada Rancho do Ralf, que é uma graça. As melhores da cidade são a Mandala e a dos Pirineus. Eu queria ter ficado numa chamada Castello di Romeo i Giulietta só por causa do nome, haha.

Em Pirenópolis a cultura da Cavalhada é muito forte. Não entendi muito bem do que se trata, mas é uma festa católica que dura uns três dias. Só sei que o símbolo do evento é um boizinho, que virou também símbolo da cidade. Eu não aguenta mais ver a cara daquele boi em todos os lados.

Eu, o Caio e o boizinho

Pirenópolis é uma cidadezinha romântica. Boa para casais passarem o final de semana, quando está sempre cheia. No Carnaval estava muito lotado, mas sempre tem gente. Durante a semana fica meio mortinha, bom para quem gosta de tranquilidade.

Recomendo o passeio.

Teca Machado

2 comentários:

  1. Teca, muito bacana seu post sobre Piri, me deu muita saudades, quando eu morava em Goiânia adorava ir passear lá. Sempre em Setembro tem o Canto da Primavera, que é um festival de música e cultura muito bom.
    Beijo

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  2. Teca, as Cavalhadas ocorrem na Festa do Divino, que é realizada aqui em Pirenópolis desde 1819, e representam a batalha entre Mouros e Cristãos, que é encenada no cavalhodromo, e lá todos ricamente ornamentados, encenam este teatro a céu aberto. E durante a apresentação (como se fosse umintervalo) os mascarados que podem ser mascara de boi (mais tradicional), capeta, gente, onça, fazem sua graça na festa, que este ano será de 10 a 21 de maio. Já a Festa do Divino (Patrimônio Cultural Brasileiro)ao qual a Cavalhada faz parte, fica pra uma outra história....

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