quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A dança das tintas


Ontem, no Facebook e no Twitter, eu disse que uma das criações mais bonitas de Deus (Além de mim, claro, haha) é o arco-íris. Tem coisa mais linda, simbólica, colorida e quase mágica do que ele? Então, outra das minhas criações preferidas não é para ser vista, é para ser ouvida. Acho música uma coisa tão maravilhosa e encantadora. Queria muito ter talento e conseguir criar música, seja cantando, seja tocando, seja compondo. Só que eu nasci sem esse gene, então só aproveito, canto muito mal e dirijo dançando.

Mas o fotógrafo alemão Martin Klimas quis enxergar a música, não só escutar. O que ele fez? Criou o projeto “What Does Music Look Like?” (Com o que a música se parece?). Ele aplicou tinta sobre caixas de som e aumentou o volume ao máximo para captar o movimento das tintas. 

Para conseguir um efeito legal, ele tirou mais de mil fotografias com uma câmera sueca super mega power. Demorou mais de seis meses para completar o trabalho, mas valeu muito a pena. As imagens são lindas.

A “dança das tintas” foi criada por uma extensa trilha sonora dos mais variados estilos. De Pink Floyd, James Brown a Bach.

Olhem que bonito:

Velvet Underground & Nico, “Run Run Run” (Foto: Martin Klimas)

Pink Floyd, "Time" (Foto: Martin Klimas) 

Paul Hindemith, "Ludus Tonalis" (Foto: Martin Klimas) 

Richard Wagner, "Ride of the Valkyries" (Foto: Martin Klimas) 

Philip Glass, "Music with Changing Parts" (Foto: Martin Klimas)

Teca Machado

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“It’s a beautiful day...” Sim, é mesmo!


Logo no início do blog eu disse a vocês que era apaixonada pelo Michael Bublé, lembram? Sua voz aveludada, suas músicas que me deixam feliz, o toque do glamour dos anos 1940 e o seu carisma sem igual. Meu amor aumentou ainda mais depois que eu fui num show dele ano passado. Perfeição é a palavra que me vem na mente.

Desde que conheci as suas músicas, lá por 2006, comecei a comprar todos os CDs. Escuto tanto que não sei como não furaram ainda. Então, imaginem a minha felicidade quando no final da semana passada vi na página oficial dele no Facebook que estava lançando um novo álbum.


Na segunda-feira, dia 25 de fevereiro, o primeiro single de To Be Loved foi lançado. E eu já escutei um monte de vezes, é claro, e não poderia deixar de compartilhar com vocês.

Aperte o play, aumente o som e escute a música que me faz sorrir de tão alegrinha e alto astral que é:



It’s a Beautiful Day – Michael Bublé

I don't know why
You think that you could hold me
When you can't get by by yourself
And I don't know who
Would ever want to tear the seam of someone's dream
Baby, it's fine, you said that we should just be friends
While I came up with that line and I'm sure
That it's for the best
If you ever change your mind, don't hold your breath

'Cause you may not believe
That baby, I'm relieved
When you said goodbye, my whole world shines

Hey hey hey
It's a beautiful day and I can't stop myself from smiling
If I'm drinking, then I'm buying
And I know there's no denying
It's a beautiful day, the sun is up, the music's playing
And even if it started raining
You won't hear this boy complaining
'Cause I'm glad that you're the one that got away
It's a beautiful day

It's my turn to fly, so girls, get in line
'Cause I'm easy, no playing this guy like a fool
Now I'm alright
Might've had me caged before, but not tonight

'Cause you may not believe
That baby, I'm relieved
This fire inside, it burns too bright
I don't want to say "so long", I just want to say "goodbye"

Hey hey hey
It's a beautiful day and I can't stop myself from smiling
If I'm drinking, then I'm buying
And I know there's no denying
It's a beautiful day, the sun is up, the music's playing
And even if it started raining
You won't hear this boy complaining
'Cause I'm glad that you're the one who got away

'Cause if you ever think I'll take up
My time with thinking of our break-up
Then, you've got another thing coming your way
'Cause it's a beautiful day
Beautiful day
Oh, baby, any day that you're gone away
It's a beautiful day

Não entendeu nada? Tradução aqui.

Falem se não é a música mais amor dos últimos tempos? Não vejo a hora de comprar o CD (Eu sou dessas que ainda gosta do CD, com capa, caixinha e tudo bonitinho).

Teca Machado

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Red Carpet, Oscar 2013 – 85ª edição


Ok, eu sei, o Oscar já passou tem dois dias. Não tive tempo de escrever sobre o Oscar para a segunda-feira de manhã porque estava viajando no final de semana, com pós-graduação, e cheguei em casa no finalzinho da premiação, 1 hora da manhã, tonta de sono, me preparando para trabalhar no outro dia cedo e já tinha outro post pronto e diagramado. Enfim, não deu, mas eu não podia deixar de não falar sobre isso, mesmo que um tantinho atrasada.


Eu amo Oscar. A festa, o red carpet, o glamour, ver os vestidos lindos e os horríveis, ver os atores gatíssimos, as apresentações e o prêmio em si. Ah, tem os filmes também... Hahaha.

Então, em alguns anos fico revoltada com a premiação, mas digo que em 2013, na 85ª edição, fiquei muito satisfeita. Quem queria que ganhasse ganhou e achei tudo bem merecido.


Não vi todos os concorrentes a Melhor Filme (Argo, Django Livre, As Aventuras de Pi, Lincoln, A Hora Mais Escura, Os Miseráveis, O Lado Bom da Vida, Indomável Sonhadora, Amor), mas gostei da escolha da Academia ser Argo, um filme que eu adorei. Tinha certeza que seria Lincoln o premiado (Apesar de não ser o que eu mais gostei), por causa de toda aquela coisa de patriotismo americano. Argo fugiu disso e foi bom saber que os jurados não se deixaram levar só pelo nome Spielberg e história dos EUA. Foi bonito ver como Ben Affleck estava emocionado. Parabéns para ele.

Equipe de Argo no palco

Na categoria Melhor Ator só tinha nomes de peso. Eu estava torcendo por Daniel Day-Lewis, que deu um show de interpretação em Lincoln, e por Hugh Jackman, que também mostrou outro lado seu totalmente versátil em Os Miseráveis. Daniel Day-Lewis levou e foi muito justo. Gostei muito também da atuação do Bradley Cooper em O Lado Bom da Vida, mas não achei que ele fosse ganhar, pois os outros já têm mais peso no cinema. Essa indicação colocou ele no “mercado”, vamos assim dizer. Acredito que se continuar assim, logo leva uma estatueta.

Daniel Day-Lewis, o coroa gato

Jeniffer Lawrence ganhou o Oscar como Melhor Atriz. Acho que ninguém esperava, nem ela mesma. É possível ver a cara de incredulidade dela ao chamarem o seu nome (Fora o tombo que ela levou nas escadas ao subir no palco). Dessa categoria não posso falar muito porque, na verdade, das atrizes que concorriam (Jessica Chastain - A Hora Mais Escura, Naomi Watts - O Impossível, Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida, Emmanuellle Riva – Amor, Quvenzhané Wallis - Indomável Sonhadora) só vi o filme da Jeniffer Lawrence. Mas eu torcia para ela porque gosto da sua atuação, que em O Lado Bom da Vida está ótima, e do jeito dela meio rebelde, meio inconformista e sem papas na língua. Fora que é linda (Detalhe, assista essa entrevista pós premiação com ela. Foi sensacional).

Jeniffer Lawrence, linda

O que dizer sobre Melhor Ator Coadjuvante? Sou Christoph Waltz, Django Livre, desde sempre. É um senhor ator, excelente, muito profissional e meu coração morre de amores por ele. É só ler o meu texto sobre o filme que você vê que eu sou partidária de Waltz (Nesse momento eu e a Marcinha Lopes estamos pulando com cartazes “Eu amo Christoph Waltz”).

Christoph Waltz. Merecidíssimo.

Não foi nenhuma surpresa Anne Hathaway ganhar de Melhor Atriz Coadjuvante por Os Miseráveis. É como eu disse quando comentei sobre Amor e Outras Drogas. Quem diria que aquela moça novinha, desconhecida, meio descabelada e com um bocão ia se tornar o que ela é hoje? Sim, foi muito merecido. Ela está em sua melhor forma nesse filme. Acho que nesse momento a atriz não está nem um pouco arrependida de ter cortado o cabelo.

Anne Hathaway, de cabelo curtinho e sorrisão no rosto.

Melhor Direção foi para Ang Lee, de As Aventuras de Pi. Acho que foi meio inesperado. Acredito que as pessoas achavam que Steven Spielberg já tinha levado essa. Se um dos dois tivesse ganhado, eu já estava feliz, porque ambos trabalhos foram excelentes.

Ang Lee, de As Aventuras de Pi

Falei sobre as principais categorias, mas não posso deixar passar Adele ter ganhado como Melhor Canção Original com Skyfall, por 007 – Operação Skyfall. Gente, ela é diva, né? E a música é simplesmente maravilhosa. Também torcia por ela.

Adele, o ícone (Não sei se ela é mais sortuda por ter ganhado o Oscar ou por ter ganhado um beijo do Richard Gere quando subiu no palco)

Olha aqui a lista dos vencedores:

Melhor filme

Melhor ator

Melhor atriz

Melhor ator coadjuvante

Melhor atriz coadjuvante

Melhor diretor

Melhor roteiro original

Melhor roteiro adaptado

Melhor filme em língua estrangeira
Amor (Áustria)

Melhor longa animado

Melhor trilha sonora original

Melhor canção original

Melhores efeitos visuais

Melhor maquiagem

Melhor fotografia

Melhor figurino
Anna Karenina

Melhor direção de arte

Melhor documentário
Searching for Sugar Man

Melhor documentário em curta-metragem
Inocente

Melhor montagem

Melhor curta
Curfew

Melhor curta animado
Paperman

Melhor edição de som
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som

Todos merecidíssimos

Teca Machado 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Você conhece bem cultura geral? – Icon Quiz Pop


Quando invoco com algum aplicativo novo do iPhone (Principalmente joguinhos), uso/brinco o tempo todo durantes algumas semanas. Fico vidrada até o momento que enjoo ou empaco em alguma fase. Daí nem abro mais. O vício dos últimos tempos é o Icon Quiz Pop.


Vocês lembram do Logos Quiz, que comentei aqui (Por falar nele, não sei mais as respostas e praticamente desisti do aplicativo)? A lógica do Icon Quiz Pop é a mesma. Com uma imagem pela metade ou simbólica, você tem que adivinhar de qual ícone cultural se trata. Há a categoria Famous People (Atores, cantores, governantes, vivos, mortos...), TV & Films, Characters (De desenho animado a filmes premiados no Oscar) e Season’s Box (Que até agora tem o segmento filmes de amor e de Natal).

Categorias da Box Season

Categorias normais

Dividido em níveis, quanto mais você acerta, mais difícil vai ficando, é claro. No início você se acha o gênio conhecedor de cultura geral. “Ah, essa é a Marilyn Monroe”, “Nossa, que fácil! Esse filme é Avatar”, “Esse amarelinho é o Bart Simpson”. Com o passar dos acertos, frases desse tipo tendem a diminuir de intensidade.



Fáceis, né? Nível 1

O legal é que o Icon Quiz Pop é muito novo, então há filmes e seriados recentes, alguns que estão até no cinema. E, melhor ainda, é de graça

Quando você não tem nem ideia da resposta correta, do lado da imagem tem um botãozinho de ajuda para esses casos (A cada acerto você ganha 100 pontos. A cada vez que você usa a ajuda perde 200 pontos. Então, use com moderação). E se não teve jeito, você não sabe mesmo a resposta, há sites na internet e aplicativos na App Store prontos com os “cheats”, que são as colas.

Quando você aciona o botão de ajuda, aparece uma dica (Se alguém souber que filme é esse, por favor, me avise!)

Não tenho a MÍNIMA ideia de qual filme é esse.

O lado ruim é que é totalmente em inglês. Então é preciso saber o nome dos filmes e dos personagens em inglês. Na maior parte do tempo eu sei, mas quando não, jogo no IMBD e ele me mostra qual é o nome na língua original.

Totalmente viciante, o Icon Quiz Pop faz você pensar. Claro que não em algo realmente importante, válido ou filosófico, mas treina o cérebro. Às vezes, assistindo televisão, a resposta de uma imagem difícil cai no seu colo e você fica feliz igual criança, se sentindo o inteligente.

O nível 1 da categoria TV & Films. Fácil, fácil. Já fechei essa.

Quando você ainda não acertou, a imagem fica escura. Ela se ilumina com a resposta certa.

No dia do aniversário da minha tia (A mesma festa daquela que eu falei do Lex Luther), sentei eu, meu pai e o noivo da minha prima para brincar. Ficamos mais de hora adivinhando os filmes, personagens e artistas. Elevei de nível bastante nesse dia e fiquei toda felizinha.

Icon Quiz Pop é divertido, te garanto.

Recomendo.

Teca Machado

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Um dos melhores da década de 1990 – Jerry Maguire


“Show me the money!”

“You got me at hello.”

“You complete me.”

Se essas frases não significam nada para você, você está perdendo um ótimo filme. São de Jerry Maguire – A Grande Virada, um dos melhores longas da década de 1990.



Em 1996 Tom Cruise interpretou Jerry Maguire, um agente antes bem sucedido que se vê as voltas da quase falência quando é demitido e monta a sua própria empresa. O problema é que ele tem apenas um cliente: O temperamental e louco Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr), um jogador de futebol americano que ainda não conseguiu fazer a sua carreira deslanchar.

Tom Cruise novinho e bonitinho

Dorothy Boyd (Renée Zellweger), uma mãe solteira, trabalhava na mesma companhia que Jerry e era profundamente apaixonada pelo colega. Quando ele sai do emprego, ela larga tudo e o segue. Se torna sua primeira e única funcionária. É claro que o relacionamento deles acaba virando muito mais do que uma relação de trabalho e os dois se envolvem.

Renée Zellweger no filme que praticamente a lançou no mercado

É muito bonitinho ver Jerry com Ray Boyd (Jonathan Lipnicki), o filho pequeno de Dorothy. Sem querer, o homem vira o ideal masculino do garotinho, que nunca teve o pai por perto, e é possível ver como eles criam um relacionamento profundo de pai e filho.

Carinha de nerd do Jonathan Lipnicki

O filme discute muito amor, amizade, solidariedade e capacidade de mudar. Por exemplo, Rod Tidwell não jogava por amor, jogava pelo dinheiro. Quando Jerry incita nele a paixão verdadeira pelo esporte, ele finalmente entende a sua função num time.

Cuba Gooding Jr no papel que o fez ganhar o Oscar

O roteiro de Jerry Maguire – A Grande Virada pode até parecer meio bobo e simplista, mas a maneira como foi conduzido pelo diretor e roteirista Cameron Crowe foi de uma sensibilidade quase desconcertante. Não há correria, efeitos especiais, nada do tipo. É uma história totalmente realista e plausível, do tipo que poderia acontecer com você ou com o seu vizinho. Os problemas dos personagens são situações com as quais podemos nos identificar e nos compadecer.

Clássica cena do "Show me the money!"

O brilho do filme também se dá pelas atuações. Tom Cruise está muito bem no papel título. Tem aquele seu jeito de sempre, característico do ator, mas é possível ver que ele se tornou Jerry. O mesmo posso falar da Renée Zellweger, que mostra uma mulher aparentemente forte, mas com o coração já cansado de ser partido e remendado. Jonathan Lipnicki é uma gracinha. No filme tinha quatro anos e deu um show em muitos atores veteranos.

"You got me at hello"

Mas ninguém ganha de Cuba Gooding Jr, tanto que ele ganhou o Oscar por esse filme. Deu a sua alma e coração pelo personagem. A cena em que ele está no telefone com Jerry Maguire e começa a gritar “Show me the money!” é impagável e clássica.

Acho que esse menininho cresceu...

Jerry Maguire – A Grande Virada, além do Oscar de melhor ator coadjuvante para Cuba Gooding Jr, venceu o Globo de Ouro na categoria Melhor Ator em Cinema – Comédia/Musical, que foi para Tom Cruise. 

Recomendo muito.

Teca Machado

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tarantino na sua melhor forma – Django Livre


Quarta-feira fui ao cinema com a Marcinha Lopes (Uma contadora de histórias sensacional) assistir Django Livre. Antes de começar, passou o trailer de Hitchcock. Em determinada cena, a esposa do famoso diretor disse que às vezes tinha medo do marido porque era casada com um homem fascinado por assassinatos e morte. Quando Django Livre começou, pensei em como devia se sentir a mulher do Quentin Tarantino, porque esse sim ama sangue e violência.


Eu gosto dos filmes do diretor, mas ele não é o meu favorito. Só que posso dizer que Django Livre é um dos seus melhores trabalhos. Até agora estou impressionada com a qualidade do filme. Os atores mais do que excepcionais, a fotografia de faroeste bem escolhida, a trilha sonora que aparentemente não tem nada a ver, mas que encaixa perfeitamente no filme, o modo como a história foi contada, o humor um tanto cáustico que permeia mesmo as cenas tensas e o cuidado com os detalhes. Tudo mostra que Quentin Tarantino criou um novo subgênero de cinema no qual ele é o mestre supremo e está sempre se aperfeiçoando (Só que o problema é a duração de 2h45 do filme. Dava para cortar mais de meia hora facilmente).

Dr. Schultz e Django

Django Livre (O D é mudo) retrata de maneira muito crua a exploração dos escravos nos EUA pré-Guerra Civil. Dr. King Schultz (Christoph Waltz) é um dentista alemão que abandonou a profissão para virar um caçador de recompensas. Ele captura, mata criminosos e os entrega para as autoridades. Quando precisa encontrar três capatazes, mas não sabe quem são, compra o escravo Django (Jamie Foxx), que já teve contato com eles, para que o ajude a encontrar os homens. Após o trabalho, Dr. Schultz liberta Django, mas ambos continuam a parceria e criam uma amizade que toca pela sensibilidade, apesar de ser em um filme tão sangrento.

Caçadores de recompensa em ação

Quando não era alforriado, Django foi separado da esposa Brunhilda (Kerry Washington), também escrava, e quer a todo custo encontra-la. Dr. Schultz fica tocado com isso, ainda mais que a mulher tem nome de uma lenda nórdica e fala alemão. Então, descobre que ela se encontra na fazenda do terrível Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) e bola um plano espetacular para tirar a mulher do local.

Calvin Candie, o perverso um tanto bobo

O tema é o que quase sempre permeia os filmes de Tarantino: Vingança. Mas pode-se dizer que Django Livre é quase romântico, apesar dos palavrões constantes e termos pejorativos. Como em toda obra do diretor, as espingardas parecem carregadas com granadas, pois um só tiro faz com que a pessoa praticamente exploda e o sangue se espalhe por uns 20 metros. Claro que a violência é explícita e quase cartunesca, em alguns momentos deixando o espectador muito desconfortável (Como numa cena fortíssima em que um negro é comido por cães e nos momentos de mandingo, o UFC dos escravos).

Sangue explodindo, como em todo Tarantino

Dos atores principais é difícil dizer quem é o melhor em Django Livre. Morro de amores pelos três. Parece que o papel do protagonista foi escrito para Jamie Foxx. Jamie Foxx é Django. Introspectivo, inteligente a sua maneira, obstinado, ousado e forte, muito forte. Excelente.

Christoph Waltz não merece apenas o Oscar que ganhou por Bastardos Inglórios. Ele merece por praticamente todo filme que atuou. Dr. Schultz é tão carismático e interessante que o espectador nem liga para o fato de que ele mata outros homens por dinheiro. Há um humor quase negro em sua voz o tempo todo que você fica com vontade de sorrir com ele.

Leonardo DiCaprio, Christoph Walrz e Samuel L. Jackson

E o Leonardo DiCaprio? Acho a maior injustiça da história do cinema ele não ter levado uma estatueta até hoje. Ele está incrível em Django Livre, mesmo aparecendo só no terço final. Calvin Candie consegue ser abobalhado e perverso ao mesmo tempo. Sua caracterização impecável, seus dentes podres, a voz com sotaque sulista quase irreconhecível. Há uma cena em um jantar que o personagem se enfurece. Nas gravações, o ator realmente cortou a mão e mesmo assim não parou as filmagens.

Django e Brunhilda

Gostei muito das ironias que Tarantino colocou no filme. Como a fazenda de Calvin Candie ser chamada de Candyland (Terra dos Doces), um trocadilho com o nome do personagem, que de doçura não tem nada. A cena com os fazendeiros mascarados, numa espécie de pré-Ku-Klux-Klan é impagável. Mas o melhor é a aparição do diretor na sequência final que praticamente grita ao espectador “Não gosta dos meus filmes? Que se exploda, então”.

Tarantino em cena do filme

Django Livre está concorrendo ao Oscar nos próximo domingo nas categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som. Talvez Christoph Waltz leve. Ele merece.

Recomendo.

Teca Machado 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Foras cinematográficos


Todo mundo dá uns foras de vez em quando. Eu mesma sou a Rainha dos Foras. Dou pelo menos uns três por semana. Alguns graves, outros leves, mas, não importa, vivo fazendo eu mesma passar vergonha (Fora os tombos que vivo levando).

Terça-feira dei um fora sobre um fora. Eu e a minha família estávamos no aniversário da minha tia. Conversando sobre o novo filme do Super Man, O Homem de Aço, (Que é com o lindo do Henry Cavill. Estou quase me jogando da ponte para ser salva por ele, haha), a minha mãe queria saber se essa história voltava na origem do super-herói. 

Esse é o Super Man...

- Nesse vai mostrar como os pais do Super Man foram mortos pelo Coringa? – Ela perguntou.

Misturou Super Man com Batman. Morrendo de rir, coloquei no Facebook e no Twitter:

“De acordo com a minha mãe, os pais do Super Man foram mortos pelo Coringa, haha. Se for assim, os do Batman foram assassinados pelo Lex Luther.”

Sim, eu disse Luther, não Lutor. Aí um amigo meu comentou logo abaixo:

“E o Lex Luther King era líder do movimento Fora Batman”.

Só aí percebi a besteira que eu tinha dito. Quis zoar a minha mãe e fui zoada.

Um outro amigo meu disse "Agora tudo faz sentido" e me mostrou esse quadrinho. (Clique na imagem para aumentar)

Lembrei, então, de um tio meu que adora misturar/trocar o nome de filmes. Olha as pérolas que ele já disse (E disse sério, não brincando):

Garota Dourada 
No caso, Menina de Ouro

Como Ganhar Um Homem Em 10 Minutos
 No caso, Como Perder Um Homem Em 10 Dias

A Volta do Desconhecido 
No caso, O Retorno de Um Estranho

E agora a melhor de todas:

O Dono das Alianças
 No caso, O Senhor dos Aneis

Vocês já deram foras desse tipo? Me contem! Adoro saber essas coisas.

Teca Machado

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Piri pipiri pipiri piri Pirenópolis...


Como eu não sou fã de Carnaval propriamente dito, com festas, loucura e muita gente suada esfregando em mim enquanto toca Axé (Deus me livre!), esse ano fui para o interior de Goiás, em Pirenópolis, mais conhecida como Piri (O que fez durante todos os dias a música “Piri pipiri pipiri piri piriguete...” ficar na minha cabeça). A pouco mais de duas horas de Brasília, foi onde nasceu o cantor Zezé de Camargo. Essa cidadezinha ganhou o meu coração pelo seu charme e vida noturna, além das cachoeiras lindas e estilo campestre.

 Centro histórico de Pirenópolis - Foto: William Vaz, meu sograsto (Sogro + Padastro)

Pela sua arquitetura é possível ver que a cidade é realmente velha, com mais de 200 anos. Todas as construções, principalmente do centro histórico, são aqueles casarões antigos reformados e as ruas são de pedra, não de asfalto (O que é terrível para salto alto. Se você for para lá, não leve um par desses). 

Igreja Matriz - Foto: William Vaz

Pirenópolis é cheia de lojinhas de bugigangas e lembrancinhas da região, normal de cidade turística. Mas também tem muitas lojas mais requintadas de decoração e joias. Quase fiquei louca porque tem muita coisa bonita e num preço até bom. Os homens que não gostam muito desse fato, mas enfim.

Vida noturna de Pirenopólis no Canaval - Foto: William Vaz

De noite a vida social é intensa num lugar conhecido como rua dos restaurantes. É uma ladeira fechada para carros com restaurantes dos dois lados, mesinhas nas calçadas e muita gente sentada ao ar livre comendo, batendo papo, cantando e se divertindo. Tem de comida japonesa a comida típica goiana (E um churros que UAU!).

Restaurante Venda do Bento - Foto: William Vaz

Se você for lá, não deixe de ir ao Restaurante Dona Cida, um dos mais conhecidos. Sua comida simples é deliciosa e o ambiente bem descontraído. A Venda do Bento, outro restaurante conhecido, é mais afastado, quase fora da cidade, mas vale a pena. Era realmente uma antiga venda e foi toda decorada com objetos do início do século. É praticamente um museu. Do lado de fora tem um mini zoológico com araras, tucanos e pavões. Mas já aviso: O preço lá é bem salgado. Prepare-se para gastar.

Cachoeira do Lázaro - Foto: William Vaz

Agora vamos falar das belezas naturais de Pirenópolis. A cidade é rodeada pelo Parque Estadual dos Pireneus (Daí o nome da cidade). Então, a região é cheia de cachoeiras e trilhas. As mais famosas são a Cachoeira de Santa Maria, a do Lázaro e a do Abade. Lindas e com poço para banho, são de cair o queixo. Só que a água é a mais gelada de todo o universo. Eu batia tanto o queixo que pensei que a qualquer momento veria um iceberg flutuando por ali. Você paga entre R$15 e R$25 para poder visita-las. É preciso ir de carro nesse passeio, mas automóveis muito baixos ou com motor fraco não são recomendados porque a estradinha é de terra, cheia de buracos e muito íngreme.

Cachoeira do Abade - Foto: William Vaz

Lá tem trocentas pousadas. Eu fiquei na Pousada Rancho do Ralf, que é uma graça. As melhores da cidade são a Mandala e a dos Pirineus. Eu queria ter ficado numa chamada Castello di Romeo i Giulietta só por causa do nome, haha.

Em Pirenópolis a cultura da Cavalhada é muito forte. Não entendi muito bem do que se trata, mas é uma festa católica que dura uns três dias. Só sei que o símbolo do evento é um boizinho, que virou também símbolo da cidade. Eu não aguenta mais ver a cara daquele boi em todos os lados.

Eu, o Caio e o boizinho

Pirenópolis é uma cidadezinha romântica. Boa para casais passarem o final de semana, quando está sempre cheia. No Carnaval estava muito lotado, mas sempre tem gente. Durante a semana fica meio mortinha, bom para quem gosta de tranquilidade.

Recomendo o passeio.

Teca Machado