terça-feira, 25 de março de 2014

S.O.S. Mulheres ao Mar – Comédia romântica nacional


Quando assisti o trailer de S.O.S. Mulheres ao Mar, filme nacional da diretora Chris D’Amato, achei que seria bonzinho, mas não fiquei morrendo de vontade de assistir. Sábado fui ao cinema para ver outro filme, cheguei atrasada para a sessão, aí acabei vendo esse e não me arrependi. Divertido, engraçado e com paisagens lindas, S.O.S foi perfeito para uma tarde de final de semana.


Não é um filme com diálogos inteligentes ou um roteiro sensacional com reviravoltas. Na verdade, é cheio de lições de moral do tipo “aproveite a vida”, “deixe a tristeza de lado”, “não existe manual da felicidade”. É uma comédia romântica, simples. A gente sabe o que esperar de produções assim. Mas o que faz com que S.O.S. tenha um brilho são as atuações, principalmente das mulheres. Giovana Antonelli, que é protagonista e produtora, tem um ótimo timing para comédia, assim como Fabíula Nascimento e Thalita Carauta. Emanuelle Araújo, que aparece menos, também não fica longe.

Thalita, Giovana e Fabíula

Em S.O.S. Mulheres ao Mar conhecemos Adriana (Antonelli), uma tradutora de filmes pornôs que deixou o sonho de ser escritora para apoiar Eduardo (Marcelo Airoldi), seu marido, na carreira de arquiteto. Após dez anos de casamento, Eduardo pede a separação e troca Adriana por Beatriz (Araújo), uma atriz mais nova, mais bonita e sem celulite. 

A nova namorada sem celulite e Eduardo

O novo casalzinho meloso embarca em um cruzeiro romântico até a Itália, a viagem dos sonhos da Adriana. Disposta a recuperar Eduardo (Ou a estragar tudo para os dois), ela também vai para o navio e leva junto sua irmã Luiza (Nascimento) e a sua doméstica Dialinda (Carauta), que acaba na embarcação sem querer. O vizinho de cabine de Adriana é André (Reynaldo Gianecchini), que vê todas as movimentações suspeitas das três mulheres.

Elas se escondem no pior estilo James Bond

Utilizando a frase mais clichê do narrador das propagandas da Sessão da Tarde, essas três aprontam altas confusões. As cenas com Adriana, Luiza e Dialinda são de longe as mais engraçadas. Quando Adriana sobe ao palco na noite de talentos do navio e canta uma versão improvisada de “Funiculì Funiculà” é um momento impagável.

Dialinda em dia de madame

Amo o Gianecchini, que está bem gato grisalho nesse filme, mas o seu papel é meio bobo. Ele está sempre com um sorriso grudado na cara, olhando tudo e achando graça, sem realmente participar ativamente da história. Marcello Airoldi é mais pró-ativo, mas mesmo assim não é um homem forte, macho alfa. O foco de S.O.S. Mulheres ao Mar é definitivamente as mulheres.

Giane. Suspiros eternos

Se você não quer assistir porque achou a sinopse bobinha, as cenas de alto mar e da Itália compensam tudo. A fotografia do filme é sensacional. Eu que já queria fazer um cruzeiro, agora quero mais ainda. Tudo bem que é uma propaganda sem fim da empresa do navio (Ela é a patrocinadora), mas nem me importei. Não tinha como não mostrar o navio, ele faz parte como qualquer outro personagem.

Recomendo.

Teca Machado

4 comentários:

  1. Oie vim visitar ;)
    Eu tenho gostado muito dos filmes de comedias nacionais, e essas atrizes são bem divertidas, ainda não vi, mas agora quero.
    Beliscões da Máh♥
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    1. Oi, Maria!
      Obrigada pela visita.
      Eu também tenho gostado bastante. Não fica devendo nada para as estrangeiras :)
      Volte sempre!
      ;**

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  2. Oi srta. Machado! Muito boa a sua avaliação!!!
    Gostaria que você por favor me explicasse melhor porque o Gianecchini ficou bobo no filme e em qual cena.
    Baseando-se nas cenas finais do filme, que ele sai cabisbaixo após ver a Giovana com outro homem, ele tem a opção de pegar o táxi mas não o pega, que gerou a situação hilária dela se declarando para ele. Reconheço que ele poderia ir tirar a limpo a história ao invés de ir embora, mas não pegar o táxi foi uma ação muito assertiva na minha opinião.

    Trecho do post:
    "Amo o Gianecchini, que está bem gato grisalho nesse filme, mas o seu papel é meio bobo. Ele está sempre com um sorriso grudado na cara, olhando tudo e achando graça, sem realmente participar ativamente da história."

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