sábado, 8 de março de 2014

A devastação em 3D: Pompeia


Em algum lugar aqui dentro de mim tem uma parte meio masculina que adora filmes e histórias de “meninos”. Enquanto tenho amigas que só gostam de comédias românticas e um pouquinho só de ação, eu me divirto com filmes de super-heróis, lutas gregas e romanas (Ai, meu Deus! 300 – A Ascensão do Império está quase estreando!) e alguma pancadaria. Sim, eu amo romances e produções água com açúcar, mas também preciso de lutas, guerras e caras lutando de tanguinha (Ui!). E esse é o caso do filme Pompeia, do diretor Paul W. S. Anderson, que está nos cinemas.


Pompeia é tipo Titanic, tirando as devidas proporções, é óbvio. Baseado numa tragédia histórica real, você sabe o desfecho de praticamente todos os figurantes do filme, menos o do casal principal, que a gente sempre torce desesperadamente para ficar junto. 

No dia 24 de agosto do ano 79, a cidade romana de Pompeia vivia feliz, saltitante e toda colorida num festival típico, até que o vulcão Vesúvio, que ficava bem do ladinho dela e era inativo, resolveu acabar com a festa e devastar toda a região. Até hoje é possível ver as ruínas preservadas pela lava do vulcão quando se vai à Nápoles, Itália, que fica a apenas 20 quilômetros do local.

Milo e Atticus

O casal da vez é Milo (Kit Harington, o Jon Snow de Game of Thrones), um escravo celta, e Cassia (Emily Browning, a Babydoll de Sucker Punch), uma espécie de princesa rica da cidade. As convenções sociais e o terrível senador Corvus (Interpretado de forma meio afeminada por Kiefer Sutherland) os impedem de ficarem juntos, mas não impedem o amor dos dois. E quanto tudo começa a desmoronar por causa do Vesúvio, é a hora de provar o sentimento do casal. 

Durante a fúria do Vesúvio

Tem muita gente achando que o romance entre Milo e Cassia é bem sem sal. Não é uma história romântica arrebatadora, mas dá para o gasto. Combinou com o filme, que é muito mais focado na ação, na atividade do vulcão e nas lutas das arenas romanas do que em beijos e mimimis. O diretor, conhecido principalmente pelos filmes da série Resident Evil, não é famoso pelas suas cenas água com açúcar, não é mesmo? O negócio dele é pancadaria e Operação Umbrella.

Sujinhos de fuligem

Ao contrário de Hércules (Comentei aqui), Pompeia em hora nenhuma peca nos efeitos especiais. O 3D do filme é fantástico, principalmente na segunda metade da produção, quando o Vesúvio mostra toda a sua força. É um espetáculo a parte. E é tão bem feito que o espectador vê como a situação toda foi pavorosa e pensa nas pessoas que ficaram presas na cidade e morreram na catástrofe. É triste. 

O senador Corvus

As cenas de luta são outro show a parte. Kit Harington não é grande e nem saradão, mas é malhado e se mostra muito à vontade com a espada e com os movimentos de batalha. Quem também é ótimo nesse quesito é o gigantesco Adewale Akinnuoye-Agbaje (Que nome é esse, minha gente?), que faz o papel de Atticus, o oponente na arena e amigo de Milo. No elenco também estão Carrie-Anne Moss, de Matrix, e Jared Harris, de Os Instrumentos Mortais, pais de Cassia.

Cassia em sua casa antes da destruição de Pompeia

A fotografia e o figurino de Pompeia são muito bonitos. Bom, difícil ser feio quando o cenário é a Itália. A casa de Cassia e a arena são muito bem feitos e condizem bem com a época na qual o filme passa.

O final é meio agridoce, mas condiz com tudo o que foi mostrado durante o filme.

Recomendo.

Teca Machado

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