segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Depois de viver um vampiro em Crepúsculo, Kellan Lutz se transforma em Hércules


Um dos meus desenhos da Disney preferidos é Hércules, de 1997. Talvez tenha surgido daí a minha paixão pela cultura grega (Por falar nisso, estou lendo no momento A Casa de Hades, nono livro da série do Percy Jackson – Comentei aqui). Quando vi o trailer do filme Hércules, que está no cinema, sabia que eu provavelmente gostaria muito. E eu gostei. A crítica não tem sido muito boazinha, mas ela quase nunca é com filmes do gênero. Podem reparar, os especialistas gostam muito mais de produções cults e introspectivas, não de ação com homens de saia lutando.


Em Hércules vemos uma das versões da história de um dos heróis mais famosos do mundo. Cansada da tirania e maldade do rei Anfitrião (Scott Adkins), a rainha Alcmena (Roxanne McKee) pede ajuda à deusa Hera. A divindade concede à ela que gere um filho de Zeus que irá libertar o povo do governo autoritário. Esse bebê é batizado por Hera de Hércules, mas o seu nome humano é Alcides (Interpretado quando adulto por Kellan Lutz, o Emmet do Crepúsculo).

Fight! Fight! Fight!

O tempo passa e aos 20 anos Alcides/Hércules é apaixonado por Hebe, princesa de Creta (Gaia Weiss). O problema é que ela foi prometida ao aprendiz de ditador Íficles (Liam Garrigan), irmão mais velho de Hércules. O rei Anfitrião, que sempre desconfiou que o caçula não era seu filho, o manda para uma batalha no Egito ao lado do capitão Sotiris (Liam McIntyre, o protagonista da série Spartacus), mas na verdade o vende como escravo. 

Hércules e Sotiris como escravos

Hércules é mais forte, corajoso e guerreiro do que todos os outros escravos. Suas técnicas de batalha e seu amor imenso por Hebe alinhados o fazem ter esperança de levar a si mesmo e ao capitão Sotiris de volta para a Grécia. Seu desejo é tomar Hebe como esposa, depor o rei e salvar o povo desse governo. “Só” isso.

Princesa Hebe (A cara da atriz brasileira Leona Cavalli)

O engraçado de Hércules, do diretor Renny Harlin, é que é e não é bem feito. Algumas cenas são maravilhosas, como a de abertura do filme, que o espectador é inserido no campo de batalha de uma maneira incrível. As lutas são muito bem coreografadas. Kellan Lutz é muito bom nisso. Mas outras sequências pecam muito nos efeitos especiais (Destaque para uma luta de Hércules com um leão). Mas as boas sobrepõem as ruins e isso não chega a incomodar. A fotografia do filme é muito bonita, com aquelas paisagens gregas que são de cair o queixo.

Bravinho ele...

O elenco não é a la Oscar, sabe? Kellan Lutz é razoável e faz muito bem o seu papel: Ser grande, musculoso, guerreiro e que dá uns amassos na princesa. Fala pouco, luta muito e faz o que lhe foi pedido. Já a princesa Hebe... Primeiro, Gaia Weiss não é das mais bonitas para ser uma princesa grega disputada. É a cara da brasileira Leona Cavalli. Segundo, ela é uma modelo sem experiência em atuar, o que é visto em tela. Não chega a ser tão ruim quanto a Kristen Stewart (Já disse o quanto eu detesto ela?), mas não é grandes coisas. Os coadjuvantes, principalmente Scott Adkins e Liam McIntyre, são muito bons e chegam a roubar a cena.

Rei Anfitrião

Um problema de Hércules é o mesmo da novela Em Família: A produção não sabe envelhecer ou rejuvenescer os atores. Tem velho com cara de novo e novo com cara de velho. Por exemplo, Kellan Lutz tem 28 anos e o seu personagem é filho de Scott Adkins, que tem 37, e de Roxanne McKee, que tem 33. E essa pouca diferença de idade é muito evidente. Cabe ao público ignorar isso e ir no embalo do filme.

Hércules é divertido e corrido. Não vai te fazer descobrir o sentido da vida, mas é um ótimo entretenimento. E apesar de muitas batalhas, crianças podem assistir. São inúmeras mortes, mas não há violência gratuita ou gotas de sangue voando.

Quase gritei "This is Sparta!"

Em agosto estreia outro filme sobre Hércules, dessa vez interpretado por Dwayne Johnson (O The Rock). Será inspirado na HQ Hercules: The Thracian Wars e não será mitológico. O herói não é um semideus e sim um mortal comum muito muito forte.

Fato interessante, porém irrelevante: Praticamente toda produção do filme é russa. Vendo os créditos descobrimos que 95% dos que trabalharam em Hércules, principalmente os dublês, são de origem russa. A única explicação encontrada foi que ele foi filmado na Ucrânia.

Recomendo.

Teca Machado

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