sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os Croods: Neanderthais feios, filme engraçado


De vez em quando eu paro para pensar que é bem legal viver no século XXI. Internet, carro, avião, ar condicionado (Uma viva para o ar condicionado!), smartphone e todas as mordomias sem as quais não vivemos mais. Quando eu era pequena, perguntei certa vez para o meu pai como que ele conseguia sobreviver sem desenhos coloridos e sem computador. Talvez meus filhos ou netos me perguntem como que eu conseguia viver sem teletransporte (Uaaaau! Já pensou que legal?). Sempre tive essa sensação de que talvez fosse um saco viver em determinadas épocas passadas. Já imaginei muito sobre isso do período dos homens das cavernas. E depois que assisti Os Croods, desenho da Dreamworks, vejo que não devia mesmo ser dos mais agradáveis. Tanto que a neanderthal adolescente Eep (No original voz da Emma Stone – Amo!) vivia reclamando de estar sempre enfurnada numa caverna com medo de tudo.


Depois de ver as famílias vizinhas serem mortas por perigos da natureza, Grug (Nicholas Cage) decide que a melhor maneira de sobreviver é não “viver”. Seu lema de vida é “Nunca perca o medo” e só saí do seu cantinho escuro e seguro quando precisa comer (As cenas de caçadas são ótimas, quase uma jogada de futebol americano. O jogo de “câmeras” é genial). Sua família formada por esposa, sogra, filha adolescente, filho criança e um bebê que mais parece um cachorro só faz isso: se esconde e caça.

Eep

Eep de vez em quando desobedece o seu pai e foge. E numa dessas escapadinhas conhece Guy (Ryan Reynolds), um rapaz um pouco mais evoluído do que os neanderthais, cheio de truques na manga e com o primeiro bicho de estimação da história, uma preguiça fofinha chamada Braço. Ele mostra para a garota o que é o fogo. Então, é claro que ela se apaixona pelos dois, fogo e garoto.

Guy e Braço

Quando o “início do fim do mundo” (Também conhecido com Pangeia) começa, a caverna dos Croods é destruída. Grug é forçado a viver ao ar livre para procurar outro abrigo e obriga Guy a ficar com eles para fazer fogo. A peregrinação vai ensinar algumas coisas para todos os integrantes da família: amor, parceria, companheirismo e outros valores morais (Além de que o fogo queima, numa cena muito engraçada de destruição quase total, e que as mulheres amam sapatos desde a época das cavernas).

Os Croods peregrinando

Os Croods são feios. Desculpa, gente, mas a concepção dos humanos nesse desenho é bem feia, menos o Guy, que por já ser mais evoluído tem testa, corpo normal e dentes de gente. Tudo bem que eles são homens neanderthais, mas não precisava serem horrorosos assim. Confesso que no início fiquei meio incomodada (Nossa, que superficial que eu sou!), mas eles são tão queridos, simpáticos e engraçados que a feiura foi passando e melhorando. No final eu já estava acostumada. 

Em busca de um novo lar

Apesar disso, o resto do visual do filme é maravilhoso. Tem uma pegada meio Avatar quando eles estão nesse mundo novo, colorido, diferente e perigoso de fora da caverna. Não vi em 3D, mas deve ter sido fantástico assistir no cinema. A impressão que passou é que não fica jogando nada na cara do espectador, mas dá profundidade e movimento.

"Eu chamo isso de sapatos" "AAAAAAAAAH! EU ADOREEEEEEEEEI". Mulheres...

Dirigido por Kirk De Micco e Chris Sanders, Os Croods é engraçado, espirituoso e com uma mensagem familiar bem bonita. Alguns momentos me arrancaram gargalhadas altas, outros quase me fizeram chorar. Normal de desenho animado, né? E o melhor é que ele se encaixa na leva de gênero que agrada crianças e agrada adultos.

O filme está concorrendo ao Oscar desse ano por Melhor Animação. Mesmo tendo gostado muito, não acho que ele leve, já que os seus concorrentes são muito fortes: Frozen (Comentei aqui) e Meu Malvado Favorito 2 (Aqui).

Recomendo.

Teca Machado

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