quinta-feira, 3 de abril de 2014

Minha nova distopia amor: Divergente


Resenha de livro em parceria com a Livraria Janina.

Há um bom tempo escuto minhas gêmeas literárias Dudi, do Títulos de Livros, e Larissa falarem da série de livros Divergente, da autora Veronica Roth. Sabe-se lá porque eu ainda não tinha lido. Tinha uma fila de livros na frente tão grande que acabei deixando de lado. Até que comecei a ouvir falar sobre a estreia do filme baseado na obra e resolvi que era hora. E ainda estou me perguntando porque eu não li isso antes! A.D.O.R.E.I.



Para quem gosta de histórias de distopias, esse livro é ideal. No melhor estilo Jogos Vorazes, com muita ação e violência e só um pouquinho de amor, Divergente nos apresenta mais uma heroína que deixa muito homem no chão: Tris.

Num futuro não especificado na cidade de Chicago, quando o mundo aparentemente ruiu por causa das guerras, na busca pela paz a sociedade foi dividida em facções: Audácia, Abnegação, Amizade, Franqueza e Erudição. Cada uma tem preceitos e condutas a seguir e ocupa cargos e empregos referentes a isso. As pessoas que não conseguiram se encaixar em nenhuma das cinco viram sem-facção, algo como os mendigos de hoje em dia. Apesar de nascer em uma facção, ao chegarem aos 16 anos os adolescentes fazem um teste de aptidão que indica qual é a sua índole e depois eles precisam escolher a qual grupo desejam pertencer.

Tris, apelido de Beatrice, era uma garota da Abnegação que nunca se encaixou muito bem nas normas de total altruísmo e submissão que sua classe exigia. Quando chega a hora do seu teste de aptidão, o resultado é inconclusivo. Ela não se encaixa totalmente em nenhuma, mas é um pouco de várias facções. Ela é uma Divergente. Isso é algo raro. Raro e perigoso. Tris não pode contar para ninguém e deseja mais do que tudo se adaptar e fingir ser normal. Quando chega o momento da escolha, Tris surpreende a todos, até a si própria, e entra num mundo novo.

Veronica Roth

Divergente mostra que por mais que o ser humano tente se regenerar, a sua veia do mau está sempre presente. Mas o bom também constantemente está ali para fazer o contraponto. Um aspecto importante da obra é a velha história de que os diferentes não são aceitos, ainda mais se eles forem difíceis de controlar e moldar à vontade dos líderes e governantes.

Depois de ler uma chatice infinita como Um Conto do Destino (Comentei – quer dizer, esculhambei – aqui), que demorei três semanas para terminar, a leitura de Divergente foi extremamente bem vinda. E rápida. São 500 páginas que eu devorei em três dias. Veronica Roth nos envolve a ponto de nos fazer entrar na cabeça de Tris, já que o livro é narrado é primeira pessoa, algo que eu adoro. Nos momentos em que ela corre, treina e apanha, o leitor fica até ofegante junto, assim como quando precisa enfrentar seus medos mais íntimos, fica agoniado. Eu definitivamente mergulhei no universo do livro. E me apaixonei por um dos personagens masculinos mais gatos e temperamentais do universo: Quatro. Quatro, me joga do abismo junto com você e atira uma faca na minha orelha! #PirigueteLiteráriaFeelings

Gostei muito da dualidade de todos os personagens (Quatro é mestre nisso). Há bondade neles, mas há egoísmo, há medo, há um quê de maldade e de inveja. Até mesmo em Tris. Há segredos escondidos por todos os lados.

Algo interessante de Veronica Roth, assim como de vários autores e roteiristas atuais, é que eles não têm medo de matar os seus personagens, sejam eles principais ou sem muito destaque. Para horror dos leitores mais apegados (Eu!), de vez em quando em Divergente é preciso se despedir.

Agora quero urgentemente ler os outros livros da série: Insurgente e Convergente, recém-lançado.

Agora preciso urgentemente ver o filme, que estreia esse mês. Tris é interpretada por Shailene Woodley, a nova queridinha de Hollywood que está fazendo um filme atrás do outro (Inclusive é a Hazel de A Culpa é das Estrelas) e Quatro é o gatíssimo Theo James, da série Golden Boy.



Recomento muitão.

Se interessou? Tem na Livraria Janina aqui.

Teca Machado

Um comentário:

  1. Nossa, também AMEI Teca! Recomendo mto tbm! kkkkk to simplesmente viciada! ^^ Terminei insurgente ontem... delicinha tbm! mta boa indicação! :D

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