quarta-feira, 9 de abril de 2014

Noé? Não.


Os leitores fãs apaixonados ficam tristes/frustrados/revoltados quando uma adaptação cinematográfica muda muito da história original. Isso com livros “normais”. Agora imagina como os cristãos se sentiram assistindo ao filme Noé, que se diz “inspirado” na Bíblia.


Para quem tem fé e acredita fielmente na Palavra (Meu caso), foi um incômodo tremendo. Principalmente a partir do meio do filme, o negócio desandou de um tanto que eu nem me senti assistindo a história que eu escuto desde bem pequena. O diretor Darren Aronofsky, de Cisne Negro, viajou legal.

Noé quando a chuva começa

Para quem não conhece, a história de Noé é a seguinte: Algum tempo depois da criação do mundo, Deus viu que o ser humano tinha destruído tudo e era mau, muito muito muito mau. Querendo limpar e recomeçar, Ele mandou uma visão para Noé, um dos únicos homens bons e justos que haviam sobrado. O Criador mostrou que mandaria um dilúvio, águas vindas dos céus e de debaixo da terra, e que todos iriam perecer, menos Noé, sua família e os animais. Para isso, Noé teria que construir uma arca e colocar nela um casal de cada espécie de animal. Noé fez isso, a chuva veio, cobriu a terra, durou 40 dias. Depois que a água abaixou e a terra reapareceu, eles saíram, apareceu pela primeira vez um arco-íris, como símbolo da aliança de Deus, e a vida recomeçou. Essa é a história da Bíblia bem resumida. A do filme não é bem assim. 

A arca durante a construção

Nele Noé vê que deve construir a arca quando toma um chá meio alucinógeno que o vovô Matusalém (Anthony Hopkins) deu para ele, tem mais gente na arca, Guardiões (anjos caídos) ajudam a construir o barco e um “feijão mágico” do Jardim do Éden cria a única floresta do planeta. Fora que mostra Deus como um criador vingativo, injusto e sem se importar com os seres humanos que vai matar sem compaixão nenhuma. No filme, os anjos caídos (Que, na verdade, sabemos que são os demônios) recebem muito mais empatia do que Deus, que sempre se mantém distante e intangível.

Parte da família de Noé

Os roteiristas se sentiram no direito de muita liberdade poética. E falo como cristã que não se deve colocar uma vírgula a mais que seja na Palavra de Deus, pois como o próprio nome já diz, são as Escrituras Sagradas. No Sagrado não se mexe. 

Não podemos negar que os efeitos especiais são muito bem feitos. Os momentos em que a água começa a subir e da criação do mundo são sensacionais. As atuações também. Russel Crowe, como Noé (Um Noé um tanto bipolar e psicopata, diga-se de passagem), e Jennifer Connelly, como sua esposa, dão um show de interpretação. Em uma cena que ambos brigam, Jennifer Connelly mostra que ela realmente não poderia ter escolhido outra profissão que não atriz. 

Lorgan Lerman é Cam, o filho rebelde

Emma Watson, como Ila, e Logan Lerman, como Cam, também não ficam longe. Os dois jovens, assim como em As Vantagens de Ser Invisível (Comentei aqui), mostram que são muito mais do que apenas atores mais ou menos de sagas adolescentes (Ela Harry Potter e ele Percy Jackson). Douglas Booth, como Sem, fala pouco. Mas não tem problema. Ele é tão lindo que eu me contentei em só olhar e me apaixonar, haha.

É uma pena que Noé seja tão contrário e tão diferente da Bíblia. Tendo assistido o trailer, cujas cenas que aparecem são as poucas fieis ao original, eu tinha grandes esperanças. Assim como tenho esperança para o filme Êxodo, com o Christian Bale, que estreia daqui uns tempos. Mas também já há críticas de que a liberdade poética correu solta ali. É, acho que das produções Hollywoodianas realmente parecidas com a Bíblia só mesmo A Paixão de Cristo e a série A Bíblia (Comentei aqui).

Não recomendo.

Teca Machado

4 comentários:

  1. Adoreiii Tequinha!!! Realmente o filme não tem nada de bíblia, mas foi muito legal ver os efeitos especiais. Infelizmente a história original se perdeu no meio do filme, mas acho que como foi um filme "inspiração" na verdade não precisava seguir o roteiro original,só a idéia dos personagens mesmo. Mas de uma forma geral eu gostei apesar de ter ficado chateada por não atingir as minhas expectativas como cristã. Adorei o post!!! Beijos!!! Bebel

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    1. Ooi, Bebel.
      Realmente, os efeitos especiais são impressionantes!
      Volte sempre para comentar, primaaaa bailarina!
      Beijoooo ;**

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  2. Creio que não foi só você Teca que se decepcionou, ouvi na igreja que congrego uma Senhora de quase 70 anos que foi ver o filme toda empolgada e que se disse muito decepcionada. Os cristãos estão indo assistir o filme pois pensam que será um épico do cinema e saem decepcionados com a versão apresentada. Bjs

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  3. Este é o tipo de filme em que eu posso dizer com certeza: gostei mais do trailer...

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