terça-feira, 24 de setembro de 2013

Wagner Moura, a estrela de Elysium

Em 2009, eu e a minha irmã fomos ao cinema. Queríamos assistir Te Amarei Para Sempre. Muitos corações voando e amor por todos os lados. Chegando lá, estava lotado e só tinha sessão para um tal de Distrito 9, do diretor estreante Neill Blomkamp. Sem mais o que fazer, resolvemos comprar ingresso para esse. Achamos muito bom, mas meio diferente do que estávamos esperando da nossa tarde água com açúcar. Agora o mesmo diretor lançou o aclamado Elysium, que está passando no país desde sexta-feira.


Antes de falar qualquer outra coisa, preciso dizer que WAGNER MOURA ROCKS! Apesar da produção ser hollywoodiana, o ator brasileiro (E também Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga – “Gabrieeeeeeeela... Sempre Gabrieeeeeeela....”), foi escalado para um papel de destaque. Ele tem colecionado elogios do mundo todo, inclusive de veículos importantes, como o jornal New York Times, que o chamou de “fantástico”, com toda a razão. Ele está horroroso, suado, parecendo ter tomado 45 xícaras de café de tão pilhado e manco. Ele definitivamente se entregou ao papel um tanto excêntrico.

Wagner Moura e Matt Damon

Então, Elysium mostra a Terra no século XXII um tanto destruída. Para fugir da escassez de recursos, parte dos habitantes mudou para Elysium (Em referência aos Campos Elísios, o paraíso da cultura grega), um satélite artificial onde tudo é limpo, lindo, sem doenças e sem superpopulação. Lembra o cenário de Wall.E da Disney, com a diferença de que ao invés de um único robozinho fofo, foi deixada para trás a maior parte da humanidade, as pessoas que não eram bilionárias (Ou seja, eu e vocês provavelmente ficaríamos por aqui).

Elysium

Max Da Costa (Matt Damon, em uma mistura de Jason Bourne e Robocop) ex-ladrão, que quer simplesmente seguir o curso da vida trabalhando como operário na fábrica de um bilionário. Enquanto isso, reencontra seu amor de infância, Frey (Alice Braga), e tenta se reaproximar. Até que uma tragédia acontece e ele é forçado a procurar Spider (Wagner Moura), uma espécie de hacker e “coiote”, que tenta levar as pessoas para Elysium na forma de imigrantes ilegais.

Correria

Ao mesmo tempo, uma história paralela acontece em Elysium, onde Delacourt (Jodie Foster, canastrona como uma nunca vi. Um contraste com os colegas de elenco), Secretária de Defesa do satélite, tenta dar um golpe de Estado utilizando forças obscuras como o agente infiltrado mercenário Kruger (Sharlto Copley, de Distrito 9, excelente e irreconhecível).

Kruger

O cenário de favela e desolação do filme Elysium, infelizmente, não é novidade para grande parte do mundo. Aqui mesmo no Brasil tem muito disso. Na produção, Los Angeles vira uma zona de poeira, sujeira, esgoto a céu aberto e pobreza. E as pessoas que moram nessa região são predominantemente latinas e negras (Tirando Matt Damon, o único loiro de olhos claros), pois, segundo o diretor, ele quis mostrar a desigualdade do planeta como ela é hoje. 

Alice Braga

Tem um quê de política e crítica social em Elysium. Não tanto quanto em Distrito 9, que era sobre o apartheid, mas tem. Alguns críticos disseram que Neill Blomkamp deixou esse filme muito mais blockbuster e comercial do que o seu de estreia, mas isso, para mim, não significa algo ruim.

Elysium e a Terra

Com efeitos especiais impressionantes, principalmente os do satélite Elysium e do exoesqueleto de Max, o filme impressiona visualmente e também pelas atuações.

Recomendo.

Teca Machado

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