quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um caso de amor: A gravidade e eu – Projeto Drama Queen #40


Vivo um drama amoroso eterno: Tenho um caso de amor muito forte desde que nasci. Eu e a lei da gravidade somos inseparáveis. Eu sei, todos nós somos inseparáveis dela, só que ela me ama mais do que eu a amo, por isso ela força a barra e sempre usa os seus poderes (do mal) contra mim. Ela faz com que eu beije o chão ou que objetos (bolas, livros, mangas...) caiam em cima de mim, só para mostrar quem manda. 


Quem me conhece ao vivo provavelmente já me viu cair uma, duas, cinco, quinze vezes. É normal ou estar de boca ou bumbum no chão. Roxos? São recorrentes. Cicatrizes? Tenho várias (Algumas incomuns, feitas por massinha de modelar queimada. Falei sobre essa bizarrice aqui). A minha sorte é que eu não fico marcada por muito tempo, senão seria um retalho ambulante, não apenas um desastre ambulante.

Tenho tantas histórias sobre isso que eu nem sei por qual começar... 

Há exatamente um ano me estribuchei de quatro no asfalto pelando de meio-dia. Nunca me esfolei tanto de uma vez só. Meus dois joelhos ficaram arrasados, parecia que eu tinha passado um ralador de queijo nos pobres coitados. Ainda estou com as marcas para mostrar para vocês (Comentei mais sobre esse desastre aqui).

Há também o problema de que eu moro numa casa com escadas há 23 anos e despenco pelos seus degraus pelo menos uma vez por semana, só para não perder o costume. A minha mãe nem se preocupa mais. Se eu estou viva e não quebrei nada, para ela está tudo bem.

Quando tinha 10 anos, estava num aniversário brincando numa escadaria (É claro que isso não ia dar certo). Rolei 36465382 degraus, machuquei e destronquei o braço, mas a única coisa que eu consegui falar para a minha irmã quando ela me acudiu foi: 

- Nana, a minha calcinha apareceu?
- Sim...
- BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ (Durante três horas, mais ou menos).

Uma vez eu estava na frente do computador gravando um arquivo de som com uma piada. Como sempre, estava me equilibrando apenas nas duas pernas traseiras da cadeira. No meio da fala, despenquei com tudo para trás, me estabaquei no chão e a piada ficou sem fim. Num segundo estou lá, toda empolgada me achando a engraçada, e, de repente você escuta “AAAAAh! POF...” e um silêncio mortal. Depois de uns 20 segundos um “Ai” choroso e o arquivo para (Algum dos meus amigos ainda tem isso no computador para me mandar?).

E, como eu nunca aprendo a lição, há um tempo estava no trabalho fazendo isso com a minha cadeira e o mesmo aconteceu, fui com tudo para trás. Puxei a gavetinha do teclado, que voou e espalhou letrinhas por toda sala. O copo de água que estava na mesa caiu na minha cara. O meu sapato, que estava desencaixado do pé, foi parar perto da porta. Foi aquele silêncio geral de “Morreu?” até que eu comecei a rir igual uma louca, tanto que nem conseguia levantar.

Tenho tombos históricos! E o pior é que na maioria das vezes que isso acontece estou de vestido. Já cai de boca na escada da igreja, com um monte de gente descendo atrás de mim e todo mundo viu a minha calcinha. Também tropecei na escada principal do shopping e saí rolando até ela acabar. Numa viagem com um grupo de amigos para um congresso, eu e uma amiga saímos correndo para pegar o ônibus da excursão e derrapamos juntas no chão de poeira vermelha.

Se fosse contar todas as minhas tragédias e casos de amor com o chão, ia escrever umas dez páginas. Outro dia eu conto das vezes que meti a cara em placas e estátuas e de objetos que vêm em alta velocidade na minha direção (Principalmente na cabeça).

E sabe o que é o mais engraçado de tudo? Apesar de viver caindo, eu NUNCA quebrei nenhum osso. Sou o Wolverine! Haha.

***

Gostou do post? Tem vários outros no tema do Projeto Drama Queen. É só procurar na caixa de busca aqui do lado. Esses textos dramáticos fazem parte de uma parceria entre Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Toda quinta-feira tem um relato novo. Quer participar? Mande uma contribuição para projetodramaqueen@gmail.com.

Teca “Desastre” Machado

5 comentários:

  1. hahahaha, tadinha, sorte que nunca aconteceu nada grave, mas é melhor ficar um pouco mais atenta. Amei o post hein! Bem cômico kkkkkkkkkk. beijos

    http://perfeitassintonia.wix.com/harm

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    1. Oi, Heloisa!
      Que bom que gostou, hahaha.
      Eu até fico atenta, mas eu sou um desastre ambulante mesmo.
      :(

      Beijooos

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  2. hahahaha, tadinha, sorte que nunca aconteceu nada grave, mas é melhor ficar um pouco mais atenta. Amei o post hein! Bem cômico kkkkkkkkkk. beijos

    http://perfeitassintonia.wix.com/harm

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  3. hsuahsuahsaushau...
    me identifiquei tanto com esses dramas que fiquei sem saber se era você mesma ou eu a ilustre personagem dessas histórias... hahaha
    Eu também tenho um caso longo e forte de amor com o chão...
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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    1. Hahahaha.
      Tamo junto, Mone!
      Dividimos o mesmo caso de amor, então.
      :P

      Beijooos

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