sábado, 19 de julho de 2014

Artigo sobre dois joelhos esfolados



Então eu cai. Igual uma jaca madura que não aguentava mais ficar no pé. Ontem eu fiz isso. Me estabaquei no chão como não fazia há muito tempo. Eu vivo caindo, mas é sempre de levinho, tipo cair dois ou três degraus da escada, normal. Falei sobre isso nesse post, sobre o meu caso de amor com a gravidade. Mas como eu não andava dando atenção para ela há muito tempo, acho que ela se vingou. E se vingou com toda a sua força, mais do que os seus normais 10m/s² (Única coisa que eu lembro das aulas de física).

Se estico os joelhos, dói horrores. Se dobro os joelhos, dói horrivelmente. A verdade é que eu esfolei os pobres coitados sem dó e nem piedade. Estou andando igual uma pata. Bonito de se ver.

Eu estava atravessando uma faixa de pedestres com a minha sobrinha de três anos no colo. Atravessei, subi na calçada estilo canteiro de novo e não percebi quando ela acabou abruptamente na rua outra vez. Me vi caindo no asfalto. Para não machucar minha sobrinha, coloquei todo impacto só para mim. Minha sobrinha nem encostou no chão, já eu fiquei de joelhos no asfalto, sem um pé de sapato que voou para o outro lado da rua, com uma mão segurando ela perto do ombro e barriga e a outra no chão. A minha sorte foi que na hora nenhum carro vinha.

Foi tão feio que as pessoas nem riram. E, olha, para ninguém rir é porque foi meio tenso. Eu mesma sou sempre a primeira a morrer de gargalhar, mas não dessa vez. Um motoqueiro parou e me perguntou se eu estava viva. Sério.

Na hora doeu, mas o problema foi limpar e fazer curativo depois. Acho que os meus vizinhos devem ter achado que tinha alguém sendo torturado aqui em casa quando minha mãe passou álcool para mim (Nunca que eu ia conseguir fazer isso sozinha). Caramba.

Agora aqui estou eu, meio jogada no sofá sem conseguir ficar confortável. O pior de tudo é que hoje eu tenho um casamento e o meu vestido é bem acima dos joelhos. Quero só ver o que eu vou fazer...

Até comecei a escrever uns posts sobre outra coisa, mas está ardendo e doendo tanto que só consigo pensar nisso. E como escrever é uma válvula de escape, um jeito de me expressar, um modo de me distrair, hoje vocês vão ter esse texto sobre um tombo horroroso.

Até colocaria uma foto do estrago para vocês verem que eu não estou fazendo drama (Meu namorado mesmo quando viu disse que antes achava que eu estava exagerando e depois mudou de ideia), mas aquelas pessoas mais sensíveis não vão gostar muito.

Teca Machado

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