quinta-feira, 24 de julho de 2014

Da Vinci jovem, genial e a procura da mãe: Da Vinci’s Demons


Depois que ficou órfão de Os Borgias (Comentei aqui), meu pai queria outra série para assistir. Vi uma propaganda de Da Vinci’s Demons e achei interessante. Vi que tinha no Netflix e falei que parecia ser boa. Comecei a assistir com ele e agora estamos viciados.


Da Vinci’s Demons é uma ficção histórica que mostra Leonardo Da Vinci (Tom Riley), pintor, artista, escultor, engenheiro, matemático, etc etc, nos seus 25 anos, em 1476, vivendo em Florença. Apesar de já ser um gênio e ter uma mente privilegiada como a humanidade nunca viu, ele ainda não tinha alcançado todo o seu potencial e nem criado as suas obras mais famosas. A série mostra o desenvolvimento de Da Vinci e a sua formação como artista e homem. É nesse momento da vida que ele deixa de ser apenas um sonhador e percebe que precisa puxar os limites se deseja o desenvolvimento e ideias novas.

Gênio ambidestro

Da Vinci’s Demons mostra, principalmente, a busca de Leonardo por sua mãe. Segundo ele, consegue desenhar toda e qualquer coisa que já viu na vida, menos o rosto dela, por isso deseja desesperadamente saber o que lhe aconteceu. Toda a jornada que isso envolve tem como centro um mistério um tanto filosófico que o faz até mesmo ser caçado pelo sobrinho do Papa, o Conde Riario (Blake Ritson). Enquanto isso, Da Vinci precisa trabalhar em outros projetos, pois sua mente é inquieta, e presta serviços numa oficina de artes e para o Duque de Florença Lorenzo Medici (Elliot Cowan).

Da Vinci e Zoroastro, seu melhor amigo

A série é criação de David S. Goyer, mais conhecido no ramo por ser um dos roteiristas da trilogia de Batman do diretor Christopher Nolan. A história prende o espectador e a fotografia e figurinos são muito bonitos e bem feitos. Em alguns momentos percebe-se a computação gráfica, é verdade, mas dá de ignorar porque não é tão ruim. 

Algo que chama muito a atenção são os recursos visuais usados quando Da Vinci está pensando. Por meio de imagens, geralmente na forma de rabiscos e rascunhos, conseguimos seguir a sua linha de pensamento e perceber porque ele foi realmente um gênio. Nesse ponto lembra bastante como é feito com o seriado Sherlock (Comentei aqui). A entrada do programa é sensacional, extremamente bem produzida e um tanto sombria. O diretor queria apenas 30 segundos de abertura, mas gostou tanto do trabalho feito pela sua equipe que usou a versão estendida. Ainda bem.

Imagens da abertura

O interessante é que Da Vinci’s Demons não tem nenhum ator muito conhecido. Tom Riley é um ótimo Da Vinci. Ele é extremamente gostável, mesmo com os seus rompantes de gênio. O ator soube criar o personagem engraçado sem ser exagerado, dramático sem ser teatral. Podemos ver um homem que, apesar de se divertir com seu intelecto e criações, é atormentado pelos próprios “demônios”, como diz o nome da série.

O elenco de apoio também é ótimo. A linda Laura Haddock, como Lucrezia Donati, seduz qualquer um. Greg Chillin, que faz Zoroastro, melhor amigo de Da Vinci, é engraçado na medida certa. Eros Vlahos, como Nico, tipo um estagiário do artista, encaixou perfeito no papel, assim como Elliot Cowan e Blake Ritson, como Medici e Riario.

Lucrezia Donati

A primeira temporada tem oito episódios, a segunda 10 e a série já foi renovada para a terceira temporada ano que vem, para nossa alegria e prazer! A segunda temporada está sendo exibida pela Fox.

Recomendo.

Teca Machado

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