quinta-feira, 10 de julho de 2014

Política britânica e romance de época: A Jovem Rainha Vitória


Toda menina já sonhou (Ou sonha, né, dona Teca Machado?) em ser princesa. Mas o que a gente esquece é que antigamente, e às vezes até hoje em dia ainda, essas integrantes da realeza não casavam por amor. Os matrimônios eram arranjados e todo mundo vivia infeliz e cheio de amantes para compensar os relacionamentos frios e solitários. Ok, às vezes dava certo e o casal passava a se amar com o tempo, mas era meio raro. E é por isso que Alexandrina Vitória Regina, mais conhecida como Rainha Vitória, da Inglaterra, foi uma mulher de sorte, pois acredita-se ter sido a primeira majestade mulher a escolher o marido por amor. E esse é o foco do filme A Jovem Rainha Vitória, de 2009 e do diretor Jean-Marc Vallée.


Em 1837, ao fazer 18 anos e após a morte prematura do tio Guilherme IV (Jim Broadbent) Vitória (Emily Blunt) assume o trono da Inglaterra. Seu pai e seus dois tios eram príncipes e tiveram alguns filhos, mas apenas ela era legítima e tinha direito ao trono. Mesmo tendo sido criada por uma mãe controladora (Miranda Richardson) que queria o poder, a garota não se deixou intimidar e pegou o cargo para si com unhas e dentes, apesar das críticas à sua inexperiência e juventude.

Vitória, a mãe e os assessores um pouco antes de ser coroada

Claro que com o cargo, pretendentes apareceram. Um deles Lorde Melbourne (Paul Bettany) e outro Albert de Saxe-Coburg (Rupert Friend), príncipe e seu primo, com quem veio a se casar. Os dois foram importantes para a construção da identidade do reinado de Vitória, que nos seus primeiros anos, que é o foco do filme, passou por crises um tanto bizarras, como problemas constitucionais devido a escolha de camareiras da governante.

Albert e seu irmão

Apesar de mostrar a importância do governo de Vitória para a Europa, que ficou conhecido como Era Vitoriana e teve a Revolução Industrial e a política expansionista britânica, o filme é focado principalmente no amor da Rainha e do seu príncipe consorte. Eles vão criando uma relação desde o início do filme e o público consegue perceber a protagonista caindo de amores com o passar do tempo (Eu sei que eu mesma também caí, haha).

A Rainha e o príncipe consorte

Emily Blunt, apesar de não aparentar nem de longe ter 18 anos, entrega com graça Vitória, assim como Rupert Friend, que dá um equilíbrio de serenidade à Rainha às vezes estressada. Paul Bettany sempre perfeito em sua atuação.

O figurino é lindíssimo, tanto que A Jovem Rainha Vitória ganhou o Oscar nesse quesito. Fora que a fotografia e o cenário são maravilhosos, o que pode-se esperar de filmes que envolvam palácios, realeza e coroas.

Figurino excepcional

Não espere ação, correria, explosões e efeitos especiais. A Jovem Rainha Vitória é perfeito em seu gênero, um romance de época sem ser açucarado demais e que mostra que mesmo há quase 200 anos já existiam mulheres fortes e protagonistas da própria história.

Recomendo.

Teca Machado

Um comentário:

  1. Recomendo assistir o filme antes talvez melhore a sua experiência, mas caso contrário não crie suas expectativas em relação ao livro com base na versão cinematográfica, da para amar um e odiar o outro sem problemas.. O filme é incrível!Michiel Huisman é um ator que as garotas amam por que é lindo, carismático e talentoso. Na série Game of Thrones 7 visualmente nos limpa os olhos. Vi que vai estrelar a nova temporada e na verdade não a perderei, para uma tarde de lazer é uma boa opção.

    ResponderExcluir