terça-feira, 22 de julho de 2014

Quanto mais Marilyn melhor!


Muitas podem até tentar, mas nenhuma mulher do cinema (Ou do planeta) jamais poderá ser comparada com a maravilhosa Marilyn Monroe. Cheinha para os padrões de beleza de hoje, ela é considerada uma das mulheres mais sensuais da Terra. Ela foi problemática, terrível, com vício em drogas e bebidas que a “quebraram” no fim das contas, mas ninguém pode negar que ela foi extraordinária e que merece ser imortal. E nada melhor do que relembrá-la com um dos seus papeis mais icônicos: o de Sugar Kane no filme Quanto Mais Quente Melhor.


Considerada pela American Film Institute como a Melhor Comédia do Século, a obra me foi apresentada pelo meu pai quando eu ainda era criança. Dirigido por Billy Wilder em 1959, o filme mostra os EUA em 1929, no auge da Lei Seca, quando as bebidas alcoólicas eram terminantemente proibidas. Em Chicago, um carro de uma funerária é almejado por tiros da polícia, porque no lugar do defunto estavam dezenas de garrafas de Bourbon que iam ser entregues em um pretenso “velório”

Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos. Eram eles que estavam trabalhando na animação do “velório”. Mas, com a chegada da polícia, eles acabam presenciando uma chacina gangster e são perseguidos pela Máfia por serem as únicas testemunhas. Para conseguirem fugir, os amigos se vestem de mulher. Joe vira Josephine e Jerry, Daphne. Eles saem da cidade para a Flórida com uma banda só de mulheres, na qual a vocalista e tocadora de ukulele é Sugar (Marilyn). Mas nem na Flórida eles estão salvos, já que no hotel que a banda está hospedada os mafiosos também estão numa espécie de reunião de negócios.

Josephine e Daphne

Jerry parece ficar bem à vontade com sua persona feminina, mas Joe, além de não gostar do disfarce, tem outro problema: ele se apaixona loucamente por Sugar. O problema de Jerry é um pouco mais complicado, já que ele, como Daphne, flecha o coração do milionário Osgood Fielding III (Joe E. Brown).

Marilyn Monroe não é lá uma senhora atriz, mas é muito engraçada, com sua voz doce e olhar inocente que em nada combinam com suas curvas. Já Tony Curtis e Jack Lemmon estão engraçadíssimos, tanto que Lemon levou uma indicação ao Oscar de Melhor Ator naquele ano. As cenas em que precisa fugir de Osgood ou ficar enrolando Sugar enquanto Joe vira Josephine ou vice-versa são as melhores do filme e garantia de risadas

Marilyn

É particularmente engraçado para as mulheres quando eles reclamam das dificuldades femininas, como andar de saltos ("Como elas conseguem se equilibrar nesta coisa?”) ou ser apalpada num elevador cheio (“Bem, agora você sabe como a outra metade vive”). O roteiro é afiado, coeso e com ótimo timing cômico. Há muitas tiradas ótimas.

Apesar de aparentar estar bem na tela, quando filmou Quanto Mais Quente Melhor Marilyn estava praticamente no fundo do poço. O estúdio estava ameaçando demiti-la por causa dos seus problemas com atrasos e rebeldia com o diretor, estava profundamente envolvida com bebida e pílulas, tinha dificuldade em decorar o texto e atuar, além de estar em um período conturbado na vida conjugal. Menos de três anos depois, a atriz morreu.

Tony Curtis e Jack Lemmon

Lemmon nos bastidores

Já se passaram 55 anos desde que o filme estreou nos cinemas, mas ele ainda é atual, engraçado, clássico, divertido e genial. 

Quer assistir pela primeira vez ou pela 10ª vez? O Cinemark, na segunda temporada da sessão Cine Cult, vai apresentar em suas telas Quanto Mais Quente Melhor. Além dele, estão sendo transmitidos O Poderoso Chefão (Está passando hoje. Corre gente!), Forrest Gump – O Contador de Histórias, História Sem Fim, Império do Sol e Lawrence da Arábia. Estão em 51 salas do Brasil, nas cidades de Aracaju, Barueri, Belo Horizonte, Betim, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cotia, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Londrina, Manaus, Natal, Niterói, Palmas, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, Uberlândia e Vitória.

Banda

Recomendo muito.

Teca Machado

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