quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma guerra na cozinha – Projeto Drama Queen #55


Eu já sabia que não seria uma dona de casa das melhores, mas tenho me saído até bem. Mas se tem uma coisa que eu não dominei ainda (e pelo jeito nem vou dominar) é a arte de cozinhar.


Primeiro me dá uma preguiça absurda saber que eu vou errar muito antes de acertar no prato, então todas as (poucas) vezes que eu penso em cozinhar, uma vozinha na minha mente diz “Para que tentar se vai ficar ruim? Você vai gastar tempo, dinheiro e paciência e no fim das contas vai precisar pedir uma pizza”. E olha que eu sou uma pessoa altamente otimista.

Só que de vez em quando eu acordo animada, preparada para enfrentar o mundo e me dirijo à cozinha. Foi o que aconteceu no sábado passado. Acordei antes do meu marido, coloquei um avental e fui toda corajosa para o fogão. O prato? Gromelão.

Tá, eu sei, gromelão é um nome horroroso e você provavelmente nem tem ideia do que seja isso, mas é uma tortinha de batata com carne moída. Na minha cidade natal, Cuiabá, esse é o nome, só que a minha mãe odeia, então eu e a minha irmã adoramos falar “oba, hoje tem gromelão” só para irritar a minha mãe.

Continuando. Pedi a receita para a secretária da casa dos meus pais que faz o melhor gromelão do mundo. Eu estava com desejo de comer essa maravilha (Não, eu não estou grávida). Comprei os ingredientes e comecei a me aventurar.


Erro nº1: Eu não me preparei. 

Ia cortando e fazendo de acordo com o que me dava na telha. Não deixei tudo separadinho antes de realmente começar. Isso foi um problema, porque, por exemplo, cortei cebola e coloquei para dourar, mas não tinha fatiado o alho ainda, então quando acrescentei ele, a cebola estava queimando.

Erro nº2: Esqueci de tirar a carne para descongelar. 

Achei que se tirasse do freezer 15 minutos antes de ir para a panela estava de boa. Não, Teca, meio quilo de carne moída não descongela tão rápido assim. Nem se você jogar na panela quente já com os outros ingredientes porque lá está quente e vai ajudar a derreter.

Erro nº3: A batata é quente. 

Aquela brincadeira de Batata Quente nunca fez tanto sentido na vida. Depois de cozinharem por meia hora, era de ser esperar que elas estivessem pelando, mas não esperava que continuassem pelando mesmo vinte minutos mais tarde. E nem quarenta. Meus pobres dedos que foram ingênuos o suficiente para agarrar a batata para cortar ela ao meio que o digam.

Erro nº4: Não olhar se você tem todos os utensílios que precisa.

Ganhei de casamento várias coisas de cozinha, mas não um espremedor de batatas. Só que eu só fui perceber isso quando a batata já estava cozida na minha frente esperando para virar purê. A solução? Usar o ralador. Sim, amiguinhos, ralei quatro batatões quentes no ralador de queijo por falta de opção.

Erro nº5: Deixei o marido sozinho na cozinha por alguns minutos.

O Caio ama queijo. Ama. E na receita só vai queijo por cima, para gratinar. Mas enquanto eu não olhava, ele enfiou queijo na massa. Ok, tudo bem. Aí eu saí da cozinha quando a comida foi para o forno e ele espalhou mozzarella por cima de tudo. No fim das contas, mais senti o gosto de queijo do que de outra coisa.

A comida só ficou pronta às 14h30 (Eu comecei a fazer 12h), estava com gosto de farinha e queijo, não de batata, não pareceu nem remotamente com o gromelão da casa da minha mãe, mas ficou gostosinho. Ficou comível.

A cozinha ficou um caos, quase como se a Guerra do Golfo tivesse acontecido lá (Para vocês terem uma ideia, tinha pedaços de carne grudados na parede), mas a limpeza ficou a cargo do marido no melhor estilo de “Um cozinha, o outro lava louça”, haha. Ufa!


*** 

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e o Pequena Jornalista. Toda quinta-feira tem um texto bem dramático de fatos do dia a dia que nos levam a fazer drama. Mas, não se esqueça, tudo tem sempre bom humor e uma dose de exagero (Mas juro que hoje não teve). Quer participar? Mande um post para projetodramaqueen@gmail.com ou pela nossa FanPage.

Teca Machado

4 comentários:

  1. Oi Teca!
    "Ficou comível" é ótimo..hahaha. Eu também não sou das melhores na cozinha. Sei fazer doces e tal, mas comida mesmo não rola.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  2. Rapaz, isso foi exatamente o meu drama do alfajor de hoje! Depois da fase da empolgação, veio logo o abismo do fracasso: ficou uma bosta! hahaha Pra piorar, tenho dentes sensíveis e não consegui morder o troço porque ficou mega duro! Essa vida de cozinheira machuca os corações hahaha

    Beijo!

    A tal da Vivian

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  3. HAHAHAHAHA! Pára tuuuuudo!!! Como a carne foi parar na parede?! Hahahahaha

    Mas eu super entendo você. Sou péssima na cozinha e, para ser bem sincera, nunca quis cozinhar de verdade. Quando minha irmã era mais nova eu fazia os brigadeiros e os beijinhos das festinhas de aniversário e sem modéstia alguma eles eram deliciosos - tão bons que eu tinha que guardar alguns e esconder para conseguir comer no dia seguinte já que na festa eu falava com tanta gente que nunca comia nada. Mas tirando os doces, não consigo nem fritar um ovo sem que a gema não perca a forma e se torne quase um ovo mexido frito... HAHAHAHA

    E pelo menos ficou comível, né? Na próxima você já se prepara antes. Isso acontece com todo mundo eu acho. Até o ano passado minha mãe tinha uma coleção de livros de receitas que tinha comprado quando casou e nunca usou até hoje. Fiz ela doar tudo porque ela também não gosta de cozinhar - acho que é a genética. Hahahaha

    Bjs!!

    livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  4. Vish Teca.. que triste que a receita não deu tão certo assim... rs
    Eu não gosto muito de cozinhar comida pro dia a dia não, mas de vez em quando adoro ir tentar umas coisas diferentes na cozinha.. nem sempre dá certo também não, mas sempre fica comível pelo menos... rs
    Mas sem estresse, da próxima você acerta! rs
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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