segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Resumão do Oscar 2016



Quer saber o que rolou no Oscar? 

Vem cá que eu conto para você que ficou com preguiça de assistir. Mas já adianto: A noite foi do nosso querido Leonardo DiCaprio, YES!


Juro que fiz melhor do que a Gloria Pires e assisti vários dos filmes, haha.


Eu sou! Então vamos lá, hahaha

A Rooney Mara estava com um vestido lindo, mas no cabelo ela imitou o penteado da Rey de Star Wars. 
A Alicia Vikander ficou A FUÇA da Bela, da Bela e a Fera. 


Tenho certeza que a Jennifer Jason Leigh estava totalmente chapada. 
Lady Gaga maravilhosérrima, cada dia mais diva. 
A Cate Blanchet ficou parecendo um jardim. Não sei se gostei, mas ela é linda, então não importa. 
Sophie Turner estava tão linda que nem parecia a Sansa de Game of Thrones. 
Julianne Moore, você envelhece ou é imortal?
Heidi Klum, o que era essa roupa? Me explica a manga de palhaço, miga, sua loca.


Jacob Tremblay, a criança mais linda e simpática no prêmio. 
Leo DiCaprio, você é que nem vinho, cada ano melhor <3 E ainda levou a mãe na premiação. Coisa fofa!
Chris Evans, só tenho suspiros eternos por você!
Charlize Theron deixou Furiosa para trás toda linda e diva de vermelho (e falou que o melhor do Oscar são os hambúrgueres para os apresentadores).


Chris Rock fez milhares de piadas sobre não ter indicados negros desde o primeiro minuto. E sabe? Foi engraçado, mas às vezes forçou a barra.
Chris Rock sambou na cara do Patrick Neil Harris, apresentador do ano passado.
Finalmente entendi a diferença entre Roteiro Original e Adaptado (Original foi uma história feita direto para roteiro, Adaptado é inspirado num livro, filme ou o que seja).
Henry Cavill é sem dúvida o homem mais lindo do mundo. 


Alicia Vikander ganhou o Oscar de Melhor Atriz, por A Garota Dinamarquesa. Não sei se gostei. 
Não acredito que Mad Max ganhou de Cinderela em figurino! E a figurinista subiu no palco com uma jaqueta de couro bordada uma caveira, o que no fim das contas foi bem badass.
Eu seria muito feliz se tivesse nascido maravilhosa como a Margot Robbie. 


Mad Max ganhou 3 Oscars seguidos: Figurino, design de produção e maquiagem.
Alguém tinha dúvida que o Oscar de fotografia ia para O Regresso?
Mad Max foi um dos grandes vencedores da noite: Ganhou mais 3, edição, som e mixagem de som. 
O BB8 apareceu <3 E os outros robôs bem menos legais de Star Wars. 


Chris Rock fez todo mundo na plateia comprar cookies das suas filhas escoteiras. 
Os minions invadiram o palco com a sua língua inentendível para apresentar os curta animados. 


Buzz e Woody também apresentaram um prêmio no aniversário de 20 anos de Toy Story. 
Alguma dúvida que o Oscar de animação ia para Divertida Mente?
Uns vencedores levaram as esposas no palco. Oi?
A Kate Winslet derreteu uns discos de vinil e fez o vestido (E eu estou sendo legal, muita gente disse que ela estava de saco de lixo).
Tinha um cara muito bizarro sentado atrás do Leonardo DiCaprio e sempre que mostrava ele só conseguia ver isso. 

A cara bizarro no lado esquerdo do Leo, hahaha

Patricia Arquette está menos animada do que um defunto. 
Mark Rylance ganhou de Melhor Ator Coadjuvante? Eu imaginei isso? Ele ganhou do Tom Hardy! E do Stallone! (Nunca achei que falaria isso)
O menino de Quem Quer Ser Um Milionário? virou um homem, nem reconheci. 
Alguém entendeu a piada com os 3 chinesinhos?


Esperei ansiosamente pelo momento que a Whoopi ia colocar a roupa de freira e cantar "Oh Happy Day". Não rolou. 
Colocar Black Bird na voz do David Grohl no "in memoriam" é para partir nosso coração, né?
Alan Rickman, Christopher Lee, David Bowie e Leonard Nimoy :~
Posso pegar o Jacob Tremblay, colocar no bolso e levar para casa? <3


Existe mulher com mais sex appeal do que a Sofía Vergara? E cadê o marido dela tão sexy quanto?
O vice-presidente americano falou sobre se posicionar contra o abuso sexual contra mulheres e também homens. Lindo!
Quem diria que a mulher que se vestia com carne ia se tornar essa diva suprema da galáxia Lady Gaga? 
Não conhecia essa música da Gaga, Till It Happens To You, e agora estou querendo aplaudir de pé. Posso dar todos os Oscars da noite para ela (menos o do DiCaprio)?


Esse Oscar foi meio injusto esse ano. LADY GAGA NÃO GANHOU. Adoro a música do Sam Smith para 007, mas vamos falar sério, a da Gaga era melhor. 
Sam Smith falou que foi o primeiro artista gay abertamente assumido que ganhou um Oscar.
O diretor George Miller tem muito cara de louco. Combina com Mad Max. 
Você pode até não ter gostado de O Regresso, mas não dá para falar que Alejandro G. Iñarritu não mereceu o Oscar de Melhor Diretor.  
É impressionante como o Tom Hardy é lindo. 
Brie Larson, eu sabia, sua maravilhosa! Melhor Atriz por O Quarto de Jack. 
Poxa, a Jennifer Lawrence não deu bafão ou fez bagunça no Oscar esse ano. Sem graça. 
AAAAAAAHHHHHHHH!!!!! O LEONARDO DICAPRIO GANHOU! Seu lindo! Parabéns! Chega de injustiças contra você. Te amo! Você merece. E além de excelente ator é bonzinho, falou sobre mudar o mundo. <3

Olha que carinha feliz, gente!

Discurso maravilhoso do DiCaprio. E a produção nem cortou a fala dele com música. Foi aplaudido de pé.
Spotlight levou como Melhor Filme. Merecido! Uma história real e incrível. 
Estou de alma lavada e com um sorriso na cara. 
Chris Rock foi legal, mas ninguém ganha da Ellen DeGeneres como apresentadora.

Kate Winslet, a best do DiCaprio, nos representa durante o discurso dele

E assim foi resumão da Teca do Oscar 2016. 

Até ano que vem, amiguinhos! 

Veja a lista completa dos vencedores aqui.

E que venham mais memes do DiCaprio, agora como vencedor. 

Beijos,

Teca Machado

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Mad Max – Estrada da Fúria – Semana de Maratona Oscar 2016


A um dia do Oscar 2016, finalizamos aqui no blog a maratona de produções que estão concorrendo na categoria de Melhor Filme: Mad Max – Estrada da Fúria, do diretor George Miller.


Apesar de ter passado a infância e a adolescência assistindo com a minha família os filmes mais icônicos dos anos 1970, 1980 e 1990, Mad Max não foi uma das séries que meu pai me apresentou. Mas isso não me impediu de assistir ao quarto filme da franquia, lançado em 2015.

Confesso que dos oito concorrentes à estatueta, esse era o que menos me animava. E apesar de amar o Tom Very Hot Hardy, mantive minhas expectativas baixas e acabei me surpreendendo. Gostei bastante do filme. Não é preciso ver os anteriores para acompanhar a história, que é relativamente simples.


Num futuro pós-apocalíptico, onde o planeta virou um deserto sem fim, água é um recurso escasso, as pessoas vivem em sociedades violentas voltadas para guerra e todo mundo sempre está sujo e suado, Max Rockatansky (Tom Hardy) vive solitariamente depois da morte de pessoas que amava. Quando é capturado por uma espécie de tribo para ser usado com doador de sangue para os guerreiros, Max elabora uma fuga enquanto seus captores estão numa perseguição à Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), uma traidora que ajudou as esposas de Immortan Joe (Hugh Keays-Bryne) a fugirem do cativeiro que o líder impiedoso as mantinham apenas para procriação. Max se junta as garotas para encontrar um melhor lugar para viver.

Podemos resumir Mad Max – Estrada da Fúria em: areia, explosões e perseguições. As cenas de correria (quase o filme todo) são de tirar o fôlego, de agoniar a ponto de nos deixarem tendo certeza que os chamados mocinhos (que não são tão bonzinhos assim) vão se lascar bonito a qualquer momento. Vi em reportagens que algumas das cenas demoraram meses para serem gravadas, tanto trabalho, ensaio e preparação em meio ao deserto da Namíbia.




Apesar do seu nome no título e supostamente ser o protagonista, podemos dizer que o destaque de Mad Max vai para Furiosa. Charlize Theron está com o seu girl power em potência máxima e nos faz amar sua personagem. Pelo que li sobre os filmes anteriores, Max nunca é realmente o foco do enredo, mas ajuda outros personagens a se sobressaírem, que foi o que aconteceu.

Mesmo com poucas falas, apesar de bastante tempo em cena, Tom Hardy nos passa tudo o que quer dizer por meio de expressões faciais e corporais. No fim das contas ele nem precisava falar muito mesmo. Hardy está concorrendo ao Oscar, mas não por esse filme, por Ator Coadjuvante em O Regresso. E, olha, acho (e espero!) que ele leve o prêmio para casa, porque ele trabalha bem demais em tudo o que faz.




Outro destaque vai para um dos novos queridinhos de Hollywood: Nicholas Hoult, interpretando um dos guerreiros de Immortan Joe. A cada filme que passa o ator cresce como profissional e eu não ficaria surpresa se daqui alguns anos ele se torne um dos mais bem pagos do mercado.

A produção do filme está impecável, assim como os efeitos especiais (Essa turma teve trabalho! Há explosões a cada dois minutos). O cenário todo sempre desértico, os carros turbinados que são quase personagens com vida própria, Charlize Theron sem um pedaço do braço e muito mais. Não dá para colocar defeito.

Mad Max – Estrada da Fúria é um filme estranho que não vai agradar a todo mundo, mas me agradou bastante em todas suas loucuras.

Recomendo.


*** 

E assim termina minha saga de filmes e posts para o Oscar 2016! Pela primeira vez consegui assistir aos oito concorrentes e estou muito feliz por ter dado a oportunidade para essas obras incríveis. 

Gostei de todas, algumas mais, outras menos, mas de algum modo me surpreenderam e me fizeram sentir emoções variadas. Meus preferidos foram: Perdido em Marte, Ponte dos Espiões e Brooklyn.

Agora meu palpite dos premiados nas principais categorias:

Melhor Filme: A Grande Aposta
Melhor Diretor: Alejandro G. Iñarritu, por O Regresso (Ele ganhou ano passado e dificilmente repetem, mas ele fez um trabalho muito diferenciado para eu deixar o diretor de lado)
Melhor Ator: Leonardo DiCaprio, por O Regresso (Vai, Leozinho!)
Melhor Atriz: Brie Larson, por O Quarto de Jack
Melhor Ator Coadjuvante: Tom Hardy, por O Regresso
Melhor Atriz Coadjuvante: Kate Winslet, por Steve Jobs (Apesar de eu não ter assistido, dos nomes da lista ela é sempre diva)
Melhor Animação: Divertida Mente

Quais são as suas apostas?

Veja quem são os concorrentes aqui.

Teca Machado

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Quarto de Jack – Semana de Maratona Oscar 2016


Prepare-se para viver grandes emoções com o sétimo, e penúltimo, filme da maratona Oscar 2016: O Quarto de Jack.


A produção do diretor Lenny Abrahamson é uma das mais sensíveis que já assisti. O enredo e suas atuações maravilhosas me fizeram sorrir, chorar, ficar com o coração apertado e sentir muita empatia pelos personagens. É impossível manter-se indiferente a essa obra inspirada no livro O Quarto, de Emma Donoghue, que também é a roteirista (A não ser que você tenha um coração de gelo e mesmo assim acho que o ator mirim Jacob Tremblay vai dar um jeito de derreter essa pedra congelada no meio do seu peito).

Apesar de eu já saber um dos pontos principais do enredo por causa de críticas e resenhas com spoilers, é melhor você saber o menos possível para ser surpreendido, por isso vou ser bem rasa aqui sobre a sinopse.


Jack (Jacob Tremblay) é um garotinho de cinco anos que vive com a sua mãe (Brie Larson) num pequeno cômodo e pouco sabe sobre o mundo lá fora. A mãe, por meio de sonhos e brincadeiras de criança, é quem cria a sua mágica percepção do exterior com muita delicadeza, paciência e amor.

Mas não se preocupe achando que O Quarto de Jack é apenas isso, ele é muito mais e tão, tão lindo. Só que eu não posso falar para não acabar com a graça de quem ainda não assistiu.

Jacob Tremblay é apenas uma criança, mas ele é tão incrível, tão maravilhoso como ator, que com cinco minutos de filme o espectador já está apaixonado por ele, por seus olhos expressivos, seu cabelo comprido, sua voz e gestos. Muita gente está reclamando que ele não foi indicado ao Oscar. Merecia, viu? Merecia muito. Mas vamos ter em mente que esse ano é do DiCaprio.



Brie Larson é outra que é quase indiscutível que leve o prêmio para casa domingo. A mãe amorosa, arrasada, deprimida, feliz e protetora que ela interpreta é digna de palmas. Espero de coração que ela seja a escolhida pela Academia. Sua atuação é tocante demais.

O diretor soube criar um universo dentro do pequeno quarto e nos insere ali pelos olhos inocentes de Jack, que enxerga tudo, por pior que seja, com muito brilho e imaginação. A partir da metade do filme, que há grandes reviravoltas, Jack muda, mas não perde esse seu otimismo e fofura, ao contrário da mãe, que sente psicologicamente todos os efeitos dessa mudança de vida.


A química entre os dois, a relação de amor, carinho, afeto e cumplicidade de Brie e Jacob é de encher os olhos. Daria até para imaginar que são mãe e filho de verdade. Em vários trechos tudo o que eu queria era abraçar aos dois e dizer “Vai ficar tudo bem, tá?”. Não há protagonista e coadjuvante entre eles, ambos levam o filme nas costas, Brie na primeira metade e Jacob na segunda.

Mesmo com uma história sombria e cruel, o diretor soube dar a leveza, pois o narrador é Jack. Acredito que esse foi o grande acerto do longa, assim como dizem ser do livro, que infelizmente ainda não li.


O Quarto de Jack é também uma história de superação, assim como O Regresso, mas essa vontade incrível de sobrevivência é muito diferente do outro filme, mas não menos difícil. A luta aqui é muito mais pessoal e psicológica, por vezes até mais complicada. E é isso que tornou o filme um dos meus preferidos da temporada do Oscar. Vai levar o prêmio? Talvez.


Assista e não se arrependa. Recomento muito.

Filmes concorrentes ao Oscar 2016:

Mad Max
O Quarto de Jack

Teca Machado

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Cadê a temporada que estava aqui? - Projeto Drama Queen #67 ♥ - Por Carol Daixum


Pausa na maratona do Oscar 2016 para o post de quinta: Projeto Drama Queen!

Deixa eu contar o meu recente drama: final de janeiro fiquei assistindo todos os episódios da 1ª temporada de Drop Dead Diva. Todo dia rolava "só mais um episódio". Sério! Impossível parar de assistir. Só que eu tenho outras paixões, né? Tipo livros, Carnaval (nem gosto muito, mas esse ano me joguei), shopping, blog e por aí vai. Daí, quando terminei a 1ª temporada, relaxei. Afinal, que mal poderia acontecer, né? As temporadas estão à minha disposição lá na Netflix, então de boa assistir depois, né? SABE DE NADA, CAROL!  



Na 4ª feira de cinzas, comecei a 2ª temporada. Uhuuulll \o/!! Várias novidades e eu me divertindo horrores. Como o sono tomou conta, deixei para ver depois a continuação dos outros episódios. Quando chegou "a noite seguinte", uma surpresa nada boa me aguardava. Meu plano era deitar e assistir, pelo menos, mais três episódios. Preparei tudo: fandangos, fanta uva, chocolate e controle da Apple TV. Ai veio o primeiro sinal de que ia dar drama: apertei em continuar de onde parei e não carregava. Ah! De madrugada às vezes pode dar erro, sei lá. Ai voltei para o menu principal da Netflix, busquei por Drop Dead Diva e o que deu: 3ª, 4ª e 6ª temporada DISPONÍVEIS. Mas pera: CADÊ A 1ª, 2ª e 5ª que tinha nessa lista aqui ONTEM???? Ok, as outras não importam (por enquanto), mas a 2ª temporada estava no catálogo ontem mesmo. JURO JURADINHO QUE EU VI ESCRITO: S-E-G-U-N-D-A T-E-M-P-O-R-A-D-A!!! Mas de novo me acalmei (sério, que orgulho!!!!) e comecei tudo de novo, ai de novo, ai de novo e... NADA DA TEMPORADA MESMO! 

Tentei me acalmar (mas sem muito sucesso dessa vez) e fiz o que todo mundo faz quando está desesperada e não sabe o que está acontecendo: dá um Google. E dei de cara com a seguinte bomba: veja os títulos que vão sair do catálogo da NETFLIX no mês de FEVEREIRO. E lá estava ela! :'( A minha temporada, que tanto queria terminar. Por quê? Que mal eu fiz, hein DONOS da Netflix?. Tantas séries para tirar, tinha que tirar justo a MINHA TEMPORADA da MINHA SÉRIE DROP DEAD DIVA? E por qual motivo da 4ª temporada vai para a 6ª? O que vocês têm contra a 5ª? Tadinha, poxa!! 

Para alguns pode ser uma bobeirinha, mas regrinha básica de qualquer viciada em série: TERMINAR A TEMPORADA, SEM CORTES!!! Até tentei assistir à 3ª temporada, mas ai boiei tanto, que desisti. No dia seguinte, liguei para a Central de Atendimento deles e só não fiquei mais REVOLTS porque realmente o atendimento é bem fofinho. Parece que eles sentem a sua dor, sabe? A moça até me explicou que eles avisam quando a série está "nos últimos dias". Parece que tem que acrescentar o seriado na sua lista, algo do tipo. Só que esse serviço não funcionou comigo (ou eu não fiz direito, sei lá). Enfim, a funcionária deles anotou o meu pedido, tudo direito, mas tudo indica que eu vou ter que me virar se quiser assistir mesmo a 2ª temporada todinha. Uma amiga até disse que me emprestava o DVD com os episódios! Acho que por enquanto, vai ser a única solução, se a galerinha de lá não atender meu ÚNICO PEDIDO! A sorte deles é que vão passar Gilmore Girls novamente e, de quebra, novos episódios com o elenco original. Mas juro que seria muitoooo grata se colocassem novamente todas as temporadas de Drop Dead Diva. Poxa, troca por um filme ruim!  Tipo filme de terror. Pra quê filme de terror? Ok, quase todo mundo gosta, mas colaborem aí, né? ;p

Desde então, estou de luto e nunca mais assisti outro seriado. Acho que só volto para ver Gilmore Girls mesmo ou se alguém comentar nesse post e falar: CORRE CAROL, QUE A NETFLIX ATENDEU SEU PEDIDO. Juro que largo tudo que estou fazendo e fico até o último segundinho do último episódio!!! Juro que paro de drama se alguém escrever isso (e for verdade, claro hahaha)... Er.... Quer dizer, durante algumas horinhas eu jogo a minha coroa. ;p Grata! 



***

Isso aconteceu mesmo, gente. Fiquei tristinha, mas está passando. Ah! Não sei se alguém vai pensar, mas não é PUBLI esse post, a gente até queria, mas só rola com Drop Dead Diva hahaha. ;-) E se alguém já passou por isso, compartilha aí nos comentários.   

Vale lembrar que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Pequena Jornalista e Casos, Acasos e Livros. Toda 5ª feira um draminha novo, mas claro com muito bom humor e dose extra de exagero. Quer enviar um texto contando algum episódio dramático da sua vida? Fale com a gente! ♥

Beijos, Carol.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Brooklyn – Semana de maratona Oscar 2016


O filme 6 da maratona do Oscar 2016 é o lindo e delicado Brooklyn, do diretor John Crowley.


A produção é uma espécie de romance à moda antiga, extremamente sensível e muito doce (Mas calma, não é no estilo Nicholas Sparks, com mel escorrendo pela tela do cinema). Mesmo que se passe em outra década e em outra realidade que não a nossa, é impossível não se identificar com o drama central da personagem: Ficar com o antigo, a zona de conforto boa, mas sem grandes expectativas e emoções ou experimentar um mundo novo, por vezes difícil, mas surpreendente e colorido?

Na produção concorrendo à estatueta no próximo domingo, a jovem Eilis (Saoirse Ronan) se vê sem chances de crescimento na Irlanda e decide deixar a mãe e a irmã para viver na terra das oportunidades: América. Na década de 1950, quando vários irlandeses trocaram a sua terra natal pelo bairro do Brooklyn, em Nova York, Eilis vai para uma pensão de meninas e começa a trabalhar e estudar, possibilidades impensáveis na sua pequena cidade europeia. Apesar da vida nova, Eilis sente saudades enormes de casa, que só é aplacada quando encontra o amor em Tony (Emory Cohen), um rapaz italiano.



Ao saber de más notícias da Irlanda, Eilis precisa voltar para casa e lá encontra tudo o que não tinha achado antes, inclusive um ótimo pretendente (Domhnall Gleeson). É aí que seu coração fica dividido entre os dois países, os dois amores, as duas realidades totalmente distintas.

Saoirse Ronan merece a indicação de Oscar para Melhor Atriz. Sua atuação não é estrondosa ou em destaque, como tem sido falado sobre Leonardo DiCaprio, mas ela trabalha bem nas sutilezas, nos olhares, em todos os sentimentos à mostra em seu rosto tão expressivo e na sua voz baixa e quase em sussurro. A garota (Ela tem só 21 anos) é tão transparente em suas emoções que é possível não sentir tudo junto com ela ao longo do filme. Não acho que Saoirse vai levar o prêmio domingo, porque todo mundo diz que Brie Larson, de O Quarto de Jack, é a concorrente mais forte. Não posso concordar nem discordar, ainda é o próximo filme da minha lista.



O elenco de apoio também foi muito bem escolhido, com pessoas que combinam muito com Saoirse e sua delicadeza. Emory Cohen, seu par romântico, fala baixo e, assim como ela, tem suas emoções estampadas no rosto. É sempre um prazer ver Domhnall Gleeson em cena (Ele está em quatro filmes que de algum modo concorrem ao Oscar), assim como Jim Broadbent e Julie Waters, que interpretou a mãe Weasley de Harry Potter e Rosie em Mamma Mia.

O visual e o figurino de Brooklyn é lindíssimo. As roupas sérias e nenhum pouco caricatas, mas ainda assim com toques coloridos, os penteados, a pouca maquiagem que realça os olhos lindos de Saoirse, tudo isso compõe um filme muito bonito. Além disso, a fotografia e a iluminação maravilhosa fazem com que seja um deleite assistir a essa produção, principalmente na cena final, em que o sol dourado deixa tudo com uma aura quase angelical.



Por mais que o cenário da produção seja o Brooklyn, ela foi filmada em Montreal, quem diria. A atividade incessante e as mudanças arquitetônicas das últimas décadas fizeram com que se tornasse impossível as filmagens no Brooklyn original. E uma coisa é engraçada: Esse é o primeiro filme que passa em Nova York que assisto que não mostra Manhattan.

Brooklyn é lindo, uma delícia de assistir e de uma delicadeza incrível. Mas, apesar de todos esses atributos e elogios, não acho que leve o Oscar de Melhor Filme em comparação com outros como O Regresso e A Grande Aposta. Mesmo assim, a indicação foi muito justa.

Recomendo bastante.



Filmes concorrentes ao Oscar 2016:

Brooklyn - Ok
Mad Max
O Quarto de Jack

Teca Machado

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Spotlight – Segredos Revelados: Semana de maratona Oscar 2016


Continuando a semana com a maratona do Oscar 2016, o filme do dia, o quinto dos oitos concorrentes a Melhor Filme, é o drama jornalístico Spotlight – Segredos Revelados, do diretor Tom McCarthy.


Focado no hiper-realismo do cinema, tanto que quase parece um documentário, Spotlight é total e completamente diferente da última produção do diretor, uma comédia dramática do Adam Sandler chamada Trocando os Pés. A partir de agora deveria ser obrigatório que estudantes de jornalismo assistissem esse filme, assim como fazem com Todos Os Homens do Presidente, A Montanha dos Sete Abutres, Boa Noite, Boa Sorte e Bom Dia, Vietnã (Eu mesma assisti todos esses durante a faculdade e mais alguns outros).

Assim como muitos dos longas que estão concorrendo à estatueta esse ano, Spotlight é baseado em fatos reais e conta como foi feita a reportagem de 2002 do jornal Boston Globe que ganhou o Prêmio Pulitzer, o maior do jornalismo. A publicação possuía uma editoria especial chamada Spotlight (Holofote) focada em reportagens densas, profundas e que demoravam meses para serem apuradas. Quando passam a pesquisar sobre os abusos sexuais em crianças que padres fizeram nas últimas décadas acobertados pelo alto escalão do clero, o caso foi se desenrolando a ponto de chegar a quase uma centena de pedófilos e milhares de abusados nessa cidade que é tida como uma das mais fervorosas do catolicismo nos EUA.



De acordo com o que pesquisei, o diretor realmente se preocupou com a veracidade do que aconteceu e o roteiro passou isso para a tela. Tal fato foi bom e foi ruim: Bom porque é um filme real, verdadeiro, sem firulas, sem efeitos especiais. É a história nua e crua, os personagens são meros coadjuvantes. Ruim porque pode acabar sendo um filme lento e um pouco sem carisma para a maioria das pessoas, sem grandes reviravoltas. Até as cores sóbrias demais remetem à vida real, assim como o clima chuvoso e frio de Boston.

Ao contrário da maioria dos filmes, não são os personagens que levam a história. Em Spotlight a história é o ponto central. Os personagens estão ali apenas para ajudar a desenrola-la, o que faz com que o público não se conecte tanto com eles ou saiba mais sobre suas vidas pessoais e personalidades. O elenco é maravilhoso, com Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Brian d’Arcy James, Liev Schreiber e Stanley Tucci, sendo que o destaque vai para Ruffalo, que até está concorrendo ao Oscar pelo seu repórter meio insano meio surtado. McAdams também foi indicada, o que achei um pouco exagero. Nossa eterna Regina George trabalha bem, mas nada que sobressaia aos olhos do espectador.



Muito focado em mostrar o trabalho incansável dos jornalistas em busca da verdade, Spotlight às vezes se resume à pesquisa, anotações, telefonemas, portas batidas na cara e discussões de pauta entre os repórteres. Mas isso não é ruim, essa é a realidade do jornalismo. Como uma posso dizer que o trabalho não é glamoroso e idealizado, é só corrido e insano, às vezes ingrato, como bem mostra.

Spotlight é um filme cuja história hoje já não aconteceria dessa maneira, pois ela passa em 2001 e 2002, período em que a internet começava a bombar. Em vários momentos falam que ela está matando os jornais e as matérias no estilo que a equipe faz. Nessa era de informação rápida, de fácil acesso e quase descartável, reportagens assim são segundo plano, quase não feitas mais. O que é uma pena, já que muitos escândalos vieram a luz com esse tipo de trabalho.


Spotlight é um filme muito bom, inteligente e merece a indicação ao Oscar. Ao todo ele concorre em seis categorias: Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro Original e Montagem.

Recomendo.

Filmes concorrentes ao Oscar 2016:

Brooklyn
Mad Max
O Quarto de Jack
Spotlight - Ok

Teca Machado

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ponte dos Espiões – Semana de maratona Oscar 2016


Como o Oscar é no próximo domingo, estou assistindo aos filmes concorrentes. Dos oito já foram cinco e esse é o quarto resenhado (Link para todas as resenhas ao final). Então, nos próximos dias vão ter muuuuuuitos posts de filmes para vocês. A começar hoje com Ponte dos Espiões.


No Brasil essa produção do diretor Steven Spielberg em parceria com o ator Tom Hanks e os roteiristas irmãos Cohen passou por pouco tempo no cinema e teve pouca divulgação. É uma pena, pena mesmo, porque dos filmes concorrendo à estatueta que já assisti, foi sem dúvida o meu preferido.

Ponte dos Espiões é uma ótima aula de História. Baseado em fatos reais, ele conta como um advogado de seguros participou de uma troca de reféns improvável na época da Guerra Fria. Jim Donovan (Tom Hanks) recebeu a ingrata tarefa da Ordem dos Advogados de ser o defensor de Rudolph Abel (Mark Rylance), acusado de ser espião dos soviéticos nos EUA. Para mostrar ao mundo que os Estados Unidos são justos e levam a sério o seu sistema judiciário, Jim precisou realmente se aprofundar no caso e acabou gostando muito de Abel, o que o levou a realmente lutar pelos seus direitos mesmo contra todas as chances.



Quando um tenente da Força Aérea é capturado pelos soviéticos e um estudante de intercâmbio é preso acusado de espionagem na Alemanha em plena construção do Muro de Berlin, a CIA pede a ajuda de Donovan para intermediar uma troca com essas duas potências, mesmo que sua vida fique em risco. Ambos querem Abel, mas qual dos dois americanos salvar?

Jim ganha nossos corações. Mesmo meio trambiqueiro, já que é um advogado que não gosta de perder e usa de raciocínio lógico e legal, mas não totalmente moral, para conseguir o que quer, ele tem uma simplicidade, um carisma e senso de dever que nos conquista. E grande parte desse feito vem de Tom Hanks, é claro. Se fosse outro ator, Jim poderia ser meio caricaturado ou simplesmente maçante. O mesmo acontece com Abel, interpretado brilhantemente por Mark Rylance, tanto que está concorrendo ao Oscar pelo papel. Sereno, calmo, tranquilo, ele opõe tudo o que pensamos sobre os espiões soviéticos.



Esse é outro acerto do filme. Spielberg mostra que nenhum dos três lados - EUA, URSS e Alemanha Oriental - é bom ou ruim. Mesmo que de relance, ele afirma que há maldade nos três, assim como bondade. Ele fugiu do normal de Hollywood de dizer que os americanos são super mocinhos e os soviéticos e comunistas uns monstros.

Com diálogos inteligentes, perspicazes e com ótimo equilíbrio entre o humor e o drama, Ponte dos Espiões ensina, diverte, entretém, faz pensar e por vezes se emocionar. Ele não é uma comédia, não é um filme engraçado, mas de certa forma é leve e forte.

A estética da produção é muito bonita. Claro, esse ano nesse quesito ninguém chega aos pés do lindíssimo O Regresso (Comentei aqui). Mas de uma forma bem diferente e bem Spielberguiana, Ponte dos Espiões é bonito de se ver, tanto na fotografia quanto no figurino, nos closes de câmera, na movimentação delas e dos atores. O apuro artístico está impecável, por isso está concorrendo ao Oscar de Melhor Design de Produção.



No início focamos apenas em Abel e Jim, mas do meio em diante três histórias se entrelaçam e é aí que o filme, que já era interessante, mostra porque é um dos fortes concorrentes em seis categorias, inclusive Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante.

Recomendo bastante.

Filmes concorrentes ao Oscar 2016:

Ponte dos Espiões - Ok
Brooklyn
Mad Max
O Quarto de Jack
Spotlight

Teca Machado