segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Em homenagem ao Doobie

No dia das mães de 1998, a minha família foi almoçar na casa da minha tia. Ela, que tinha uma basset cofap fêmea, estava com a casa cheia de filhotinhos. Eu e a minha irmã convencemos o meu pai a pegar um e dar de presente para a minha mãe. Então, um lindo cofap pretinho e miudinho entrou nas nossas vidas. Demos a ele o nome de Doobie, em homenagem à banda preferida do meu pai, Doobie Brothers. Falei tudo isso porque ontem na hora do almoço o Doobie morreu. Ele estava com 13 anos, bem velho e doente, mas, por mais que tenhamos tratado ele com muito amor e dedicação, ele não aguentou o peso da idade e se foi. 

Fiquei muito triste. Aliás, estou muito triste. Mas a vida é assim. E o pobrezinho estava sofrendo já. Foi melhor assim. 

Enfim, em homenagem ao Doobienho, hoje vou falar sobre o filme Sempre ao seu Lado. Mas, já aviso: assista com um pacotinho de lenços. Você provavelmente vai precisar de toda a caixa. Enquanto eu via, lágrimas rolavam pelo meu rosto e fiquei com o coração apertado. Eu e o meu namorado assistimos juntos. Quando o filme acabou, um amigo dele chegou, olhou nossos rostos e perguntou “Cara, o que aconteceu com vocês dois?”.


Sempre ao seu Lado conta a vida de Hachiko, um cachorro que mostrou para o mundo o verdadeiro sentido da amizade canina e da lealdade. É uma história real que aconteceu no Japão no início do século passado. Em 1987, o filme ganhou sua primeira versão, a japonesa, chamada Hachiko Monogatari. Sempre ao seu Lado é de 2009 e é americano.

O professor universitário Parker Wilson (o sempre sussurrante Richard Gere) encontra um filhote da raça akita na estação ferroviária da sua cidade e o leva para a casa. Por mais que a sua esposa proteste e se recuse a acolher o novo morador, ela acaba aceitando-o depois de ver as mudanças que o cachorro despertou no comportamento do marido.

Os dois protagonistas de Sempre ao seu Lado

O ponto interessante da história é que todos os dias Parker pegava um trem para Nova York, onde trabalhava e, por mais que prendesse Hachiko em casa, ele sempre escapava. O cachorro o acompanhava até a estação e esperava no mesmo local na hora que ele voltava para casa. Estivesse nevando, estivesse um calor insuportável, estivesse chovendo, lá estava Hachiko esperando o seu dono, seu melhor amigo.

Pareceu meio chato, né? Mas não é. Só que eu não posso falar mais do que isso sem contar o clímax do filme (Que provavelmente meio mundo já sabe, mas eu é que não vou estragar a surpresa para quem ainda não faz ideia do que eu estou falando. E não, o cachorro não morre).

Olha que coisinha mais amor o Hachiko do filme quando era filhote!

Recomendo em homenagem ao Doobie, meu cachorrinho estressado, que morria de medo de se perder dos donos, que todos os dias latia enquanto eu tomava café da manhã até que eu lhe desse um pouco de comida e que sempre que nos via virava a barriga para cima pedindo carinho.

Teca Machado

P.S.: Eu ainda tenho o Indiana Jones, o Indy, um labrador quase tão terrível quanto o Marley, do Marley & Eu. Que ele viva bastante.

6 comentários:

  1. Adoro essa história. Chorei litros também kkk.
    Fica triste não, o Doobie deve ter se sentido o cachorro mais feliz do mundo com a família que ele tinha, e é isso o que importa :)

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    1. Acho que ninguém do mundo viu esse filme sem chorar, hehe.
      Ah, difícil não ficar triste, mas ficamos feliz de saber que ele não está mais sofrendo e que cuidamos muito bem dele.
      Obrigada, Karla! ;**

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  2. que lindo o seu blog, prima!! fico triste pelo doobie tb... mas a vida é assim né? fique bem, tá? beijos

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  3. Não era o Dobbie que chorava quando Marina tocava uma música no piano!? Eu não lembro a música, mas lembro dele suuuper emocionado, uivando pro piano! poaksapkspokposakopsakaa... que pena Teca!!! só nós que temos animais de estimação sabemos quanto eles são importantes nas nossas vidas, como se tornam parte da nossa família mesmo! Mas que bom que ele viveu muito e descansou quando precisava!! Ahh... to adorando seu blog... gostei muito de rock of ages! Boa dica! :))

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    1. Bia, era ele msm que chorava, haha, só não lembro o nome da música. Que bom que vc gostou de Rock of Ages e que está gostando do blog. Volte sempre! ;**

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  4. É muito ruim ver um bichinho indefeso que nos trouxe tanta alegria, ir embora sem dar tchau né? Por mais que eles estejam velhos, é difícil aceitar. Passei por isso ano passado e só agora meu coração está sendo confortado com a chegada da Zoe (vida em grego). Tomara que seu coelhinho viva uns 20 anos, que tal? ;*** Bruna Peron

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