sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Questão de Tempo: Entrou na lista de filmes preferidos


Algumas pessoas sabem falar de amor. Simples assim. Há roteiristas e escritores que nasceram para isso e independente do tipo da história – romance meloso, ficção, drama de afogar em lágrimas, comédia romântica – eles vão saber contar a história de um modo que vai te emocionar. Richard Curtis é um desses seres humanos excepcionais. Ele é o diretor e escritor de Questão de Tempo, que está nos cinemas, e também de Simplesmente Amor (Comentei aqui), um dos meus filmes mais amados da vida, de Bridget Jones, de Um Lugar Chamado Notting Hill e outros. Ou seja, o cara é excelente quando o assunto é amor.


Questão de Tempo me deixou com as pupilas em formato de coração. É um filme tão bonito, tão diferente, que no final todos do cinema estavam com cara de “ohn”. Fora que passa na Inglaterra, então os atores têm aquele sotaque ma.ra.vi.lho.so.

O enredo conta a história de Tim (Domhnall Gleeson, que foi Gui Weasley em Harry Potter). Um jovem desajeitado que vive uma vida comum numa família quase normal, tem sua vida transformada quando aos 21 anos seu pai (Bill Nighy) conta um segredo dos homens da sua família: São viajantes do tempo. Mas só podem voltar para o passado e para lugares onde estiveram. Ou seja: Ele não pode voltar no tempo para matar Hitler e nem pegar a Helena de Troia, como seu pai tristemente explica. #chateado

Preparados para viajarem no tempo

Alguns parentes antigos de Tim usaram o poder para ganhar dinheiro, outros fama. O pai utilizou para o conhecimento, pois com o passar dos anos leu todos os livros que desejava e mais um pouco. Já Tim, um romântico incorrigível, usa seus talentos para o amor (Eu usaria para descobrir os número da Mega da Virada). Falou alguma coisa errada? É só voltar um minuto no tempo. Caiu na frente da moça bonita? Ao voltar no tempo se afasta do que o fez tropeçar. Quando conhece Mary (Rachel McAdams), faz de tudo para que os seus caminhos se cruzem, independente das voltas no tempo que dá.

Mary e Tim

A vida fica muito mais simples. Ou não. Porque cada mudança que faz na linha do tempo pode acarretar consequências, às vezes leves, às vezes árduas. Tim precisa aprender a fazer escolhas sobre o passado, o presente e o futuro. Em alguns momentos é uma boa lição sobre desapego e deixar a vida correr em seu rumo natural.

Tim em uma das suas viagens no tempo

Apesar do trailer e do cartaz de Questão de Tempo, o filme é protagonizado por Domhnall Gleeson, não por Rachel McAdams, e o foco não é a história de amor dos dois, e sim a relação entre Tim e a sua família, principalmente o seu pai. E eu acredito que esse foi um dos maiores acertos de Richard Curtis ao fazer essa obra. O relacionamento entre os dois é tão bonito, tão tocante, que emociona. A viagem no tempo, que poderia acabar sendo o clímax principal da produção, é uma coadjuvante que simplesmente ajuda a contar a história.

Elenco ótimo

A escolha do elenco foi um dos pontos que dão charme a Questão de Tempo. Domhall Gleeson é extremamente carismático. No início do filme, achei ele muito feio. Com o passar das cenas e com o crescimento e a maturidade do personagem, fui achando ele até bonitinho e simpático. A simplicidade com que fez Tim é ótima. O personagem começa como um adolescente inseguro e bobão e chega a um adulto, pai de família, que tem a cabeça no lugar. A transição foi muito realista e o espectador acredita na passagem do tempo.

As cenas do metrô são as mais lindas

Bill Nighy é estupendo em todos os filmes que faz. E em Questão de Tempo não é diferente. Seu personagem é o pai que todo mundo queria ter. Rachel McAdams, apesar do cabelo horrível, está doce e singela na pele de Mary. Sua química com Domhall Gleeson é ótima e os dois realmente parecem se gostar. Os coadjuvantes Lydia Wilson, na pele de Kit Kat, irmã de Tim, e Tom Hollander, como Harry, amigo de Tim e seu pai, também brilham em cena.

Bill Nighy e Lydia Wilson

Questão de Tempo, mais do que um filme sobre viagem no tempo e sobre amor entre homem e mulher, é sobre crescer e fazer escolhas. É diferente, engraçadinho, tocante e singelo. Um longa que esquenta corações. Com certeza entrou na minha lista de preferidos.

Recomendo muito.

Teca Machado

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