segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não brilham como o Edward e são maus – Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros


Desde que vi o trailer de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, fiquei com vontade de assistir. Me pareceu estranho, um pouco trash, mas ainda assim me chamou a atenção e me pareceu divertido (Não no sentido cômico ou engraçado, mas como um passatempo). Me falaram que era ruim, do tipo que dá vergonha alheia, mas isso não tirou a minha vontade. Enrolei, enrolei, enrolei (Porque estou trabalhando muito, então fazia muito tempo que não ia ao cinema, infelizmente), mas ontem assisti. E, quer saber? Eu gostei.


Claro, não é o melhor filme do ano, mas eu achei tão interessante que vale a pena. É diferente de tudo o que eu já assisti. Mas é preciso ir ao cinema sem preconceitos e com a mente bem aberta às loucuras de Seth Grahame-Smith, que escreveu o livro no qual o filme foi inspirado. Ele também fez Orgulho e Preconceito e Zumbis, inspirado no livro da inglesa Jane Austen e misturado com história de zumbis.

O enredo é muito louco e completamente mentiroso. Mas é legal. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros tem um título autoexplicativo, né? Um dos presidentes americanos mais amados e mais lembrados de toda história era, na verdade, um matador sanguinário dessas criaturas das trevas que desejavam tomar conta da nação e transformar os EUA num país de vampiros. Eu já ouvi dizer em algum lugar que essa é uma lenda urbana, mas não consegui encontrar no Google nada que dissesse isso. E, se não tem no Google, não deve existir. 

Benjamin Walker como Abraham Lincoln jovem no início da "carreira" de caçador.

Quando era criança, o pequeno Abraham viu sua mãe ser morta por um homem. Ao se tornar um jovem, foi atrás do assassino e descobriu que ele, na verdade, era um vampiro. Com a ajuda do enigmático Henry Sturgess, um mentor na arte de matar esses seres, ele passa a ser um vendedor durante o dia e um caçador de vampiros durante a noite, sempre sedento de vingança. E, ainda assim, encontrou um tempo para se tornar político, se casar e ainda comandar a Guerra Civil americana em 1861 e abolir a escravidão.


O machado é sua marca registrada como perseguidor de vampiros.

Quem conhece bem a história dos Estados Unidos e do presidente, acho que entende melhor o filme. Algumas coisas não são bem explicadas, mas, enfim, dá para seguir o fluxo. Em alguns momentos, eu fiquei meio confusa, pois a Guerra Civil, para mim, é meio desconhecida. Só sei que o norte libertário e o sul escravocrata lutaram entre si e teve muita morte. Mas, pelo que eu entendi, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros realmente misturou a história verdadeira com toda essa loucura. Transformou os sulistas em vampiros maléficos que sugavam o sangue dos escravos. Um verdadeiro mash up que, na minha humilde opinião, deu certo. 

Treino com Henry Sturgess para se tornar caçador

Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov (Que também fez O Procurado) e produzido por Tim Burton (Tinha que ter o dedo dele nesse tipo de enredo!), o filme é rápido e tem muitas cenas de ação. Achei que forçou um pouco a barra quando Abraham Lincoln persegue o algoz da sua mãe em cima de vários cavalos, mas o que não é mentiroso nesse filme, certo? 

Visualmente falando, achei bem feito. Pena que não vi em 3D. Cenas de ação em câmera lenta, sangue espirrando por todos os lados e efeitos especiais bem produzidos. Dá um certo medinho dos vampiros quando eles mostram sua verdadeira face.

Igualzinho ao presidente real, né?

O elenco é muito bom também. Benjamin Walker faz um ótimo trabalho como Abraham Lincoln. Quando jovem, não parece o presidente real, mas, quando adulto, é a CARA do Liam Neeson e também do Abraham Lincoln. Ouvi muita gente dizendo que a maquiagem do filme era muito ruim, mas achei boa. Tudo bem que com 50 anos ele parecia ter 65, mas achei bem feita. Dominic Cooper (De Mamma Mia!) é Henry Sturgess e Mary Elizabeth Winstead é a senhora Lincoln.

Sei que muita gente não gostou ou não vai gostar, mas eu gostei bastante, por isso, recomendo Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros.

Teca Machado

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