sábado, 10 de agosto de 2013

Trailer melhor do que o filme: O Concurso

Eu amo trailers. Acho que curto tanto o momento dos trailers quanto do filme quando vou ao cinema. O trailer é quem geralmente te convence a assistir um longa, quem te empolga, quem te faz ficar quicando de ansiedade para a estreia. Pelo menos é assim comigo. Às vezes o trailer é tão bom, mas tão bom, que é melhor do que o filme. Para mim esse foi o caso de Truque de Mestre (Aqui) e de O Concurso, filme brasileiro que está nos cinemas.


O trailer de O Concurso é muito engraçado. Afinal, tem no elenco nomes como Fábio Porchat, Danton Mello, Rodrigo Paldolfo e Anderson Di Rizzi, todos muito bons e em alta. Mas acontece que praticamente todas as partes engraçadas do filme são mostradas ali. As outras são meio “blé”, na falta de expressão melhor.

Bernardo, Freitas, Caio e Rogério Carlos, os finalistas

A ideia do filme é boa. Quatro finalistas do tão disputado concurso de juiz federal se encontram dois dias antes da prova final no Rio de Janeiro e acabam se metendo em grandes confusões (Nossa, Sessão da Tarde feelings com a expressão “se metendo em grandes confusões”). 

Uma das "confusões"

A cena inicial, o momento da prova no tribunal, deixa o público com boas expectativas. Fábio Porchat está vestido de mulher, Danton Mello está algemado, Rodrigo Pandolfo está todo aranhado, rasgado e descabelado e Anderson Di Rizzi chega numa maca quase morto. E aí dá um flashback para quando eles se conhecem. Você se prepara para ver uma história maluca, com reviravoltas engraçadíssimas, mas o que te espera não é lá grandes coisas e é baseado em muitos clichês. O Concurso tem uma pegada meio Se Beber, Não Case, ainda mais na cena em que o personagem do Danton Mello dopa os amigos no meio de um baile funk.

Sabrina Sato muito louca!

Os quatro finalistas são extremamente estereotipados. Caio (Danton Mello) é carioca, malandro, com conexões no tráfico e nos morros. Rogério Carlos (Fábio Porchat) é gaúcho de Pelotas, gay enrustido, cujo pai exala masculinidade e tradicionalismo. Bernardo (Rodrigo Pandolfo) vem do interior de São Paulo, é super nerd e tem um sotaque de enrolar a língua. Freitas (Anderson Di Rizzi) é do Ceará, um homem simples que é adepto de todas as religiões possíveis e imagináveis.

Concorrentes e amigos

Quando Caio compra o gabarito e todos os outros descobrem, ele se vê obrigado a compartilhar as informações com os novos amigos. Eles se aventuram no Morro da Samambaia para buscar as respostas e dão de cara com traficantes anões, travestis de dois metros de altura e os típicos bailes funks. A partir daí, eles se envolvem em situações constrangedoras e complicadas até o momento da prova.

Meio constrangedor, né, Fabio Porchat?

Sabrina Sato (Quem diria!) está engraçada no papel de Martinha Pinéu, uma artista de circo maluca que persegue Bernardo o tempo todo pedindo que ele lhe faça as maiores façanhas sexuais. Carol Castro é Mariana, esposa de Freitas, e tem bastante destaque. Duda Freitas está ótimo no papel de Francis, dono do hotel em que os concurseiros ficam hospedados.

Freitas e Mariana

Do diretor estreante Pedro Vasconcelos, O Concurso tinha tudo para ser bom: Elenco, ideia, qualidade de som e de imagem. Mas é apenas mais ou menos. O roteiro não teve aquela “pegada” genial, aquele “tchan”. Pareceu apenas rascunhado.

Não acho que vale uma ida ao cinema. Se você assistiu ao trailer, provavelmente está de bom tamanho.

Francis, o "francês"

Recomendo só um pouquinho, porque não é ruim, é só abaixo das expectativas.

Teca Machado

Nenhum comentário:

Postar um comentário