quarta-feira, 11 de junho de 2014

Os Homens São de Marte... E é Para Lá Que eu Vou – É, mais ou menos...


Você assiste o trailer e morre de rir. Aí você assiste o filme e, na verdade, só ri com as cenas que já tinha visto no trailer. Ultimamente tenho tido muito essa sensação, principalmente com filmes brasileiros. Foi assim como O Concurso (Comentei aqui) e agora foi assim com Os Homens São de Marte... E é Para Lá Que eu Vou, do diretor Marcus Baldini e roteiro da Mônica Martelli.


É divertidinho? É. Você, mulher, até se identifica em alguns momentos? Sim. Mas não é tudo o que promete ser e nem se torna inesquecível para o público. De certa forma mostra as mulheres como meio bobas e volúveis, que se transformam para agradar um namorado, pois só serão felizes se estiverem ao lado de um homem. 

Em Os Homens São de Marte... E é Para Lá Que eu Vou, Fernanda (Martelli) tem 39 anos e ama o amor, ama estar apaixonada. Mas não encontrou a grande paixão da sua vida e está simplesmente desesperada em busca disso, precisa loucamente casar. Tanto que é até capaz de deixar toda sua vida (E seus princípios) por causa de um homem que acabou de conhecer.

Mônica Martelli

A personagem se transforma para “caber” em cada relação na esperança de que ela seja a para sempre. Quando namora um senador (Eduardo Moscovis), Fernanda se torna politizada. Quando namora um milionário excêntrico (Humberto Martins), ela se torna sofisticada. Quando namora um “gringo bahiano” (Peter Ketnath, muito lindo, diga-se de passagem), se torna amante da natureza adepta do desapego capitalista. Volúvel, volúvel. Bom, mas quem nunca teve uma amiga assim? Até que, finalmente, encontra a sua essência e pronto, aprende a ser feliz.

Elenco de apoio: Paulo Gustavo e Daniele Valente

Mônica Martelli é engraçada. Boa atriz e simpática, faz o público gostar dela, de verdade, apesar de Fernanda ser uma cabeça de vento. Bem resolvida profissionalmente, mas fora isso, perdida na vida. Só que o elenco de apoio se supera. Paulo Gustavo, como sócio, e Daniele Valente (Ex-paquita!), como amiga e funcionária, são os dois que fazem rir e têm as melhores tiradas. Paulo Gustavo fala mais do que a própria língua, mas está ótimo no papel. Tudo bem que eu tive vontade de passar um pente pelo cabelo (Peruca?) dele o tempo todo, mas beleza, haha. 

Os Homens São de Marte... E é Para Lá Que eu Vou é muito bem produzido e tem fotografia muito bonita, principalmente quando Fernanda está dando um tempo na Bahia ou quando namora o milionário. O figurino é bonito também (Mas eu gostaria de entender o motivo da Mônica Martelli não usar sutiã uma vez sequer).

Toca Lulu!

O filme foi feito em cima da peça de teatro escrita pela própria atriz, inspirada nas suas desventuras amorosas, que ficou em cartaz durante nove anos e foi assistida por mais de dois milhões de pessoas. Só não sei se o filme vai alcançar tudo isso de público. É bonzinho e só.

Recomendo mais ou menos.

Teca Machado

2 comentários:

  1. Poxa, poxa! :( Assisti ao trailer e achei que fosse "o" filme! E mega me identifiquei com a personagem hahaha! Mas quando voltar, vou assistir e vamos ver! Eu vi a peça e no final ela entregava um outro santinho, pois o Santo Antônio já estava mega ocupado hahaha! Foi o melhor da peça!
    Beijocas,
    Carol
    www.pequenajornalista.com.br

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  2. Assista e baixe o filme aqui:
    http://boifilmes.com/os-homens-sao-de-marte-e-e-pra-la-que-eu-vou/

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