quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um mundo completamente sem amor: Delírio, de Lauren Oliver


Imagine um futuro em que é proibido amar. Não só amar namorado, marido ou esposa, mas amar também amigos, filhos e a vida em si. Seu “par” para toda vida é escolhido com base numa avaliação da sua personalidade e do seu nível social e intelectual. Para piorar tudo, o contato físico também não é bem aceito. Já pensou passar a vida sem ser tocado por alguém, a não ser para fins de procriação (E o seu número de filhos é controlado pelo governo)? Vida dura, né? Essa é a premissa do livro Delírio, de Lauren Oliver.

Achei a capa linda. Na foto não dá de ver, mas ela é brilhosa.

Mais um livro dessa minha fase de distopias, Delírio é uma trilogia, com as continuações chamadas Pandemônio e Réquiem, que foi lançada há pouco tempo. Na obra, vemos os EUA num futuro não tão distante quando o amor foi curado. Depois de pesquisas, os cientistas descobriram que o sentimento nada mais é do que uma doença, na verdade, a mais mortal de todas elas. Para livrar o país desse mal terrível e destruidor, as pessoas se submetem a uma intervenção de cura quando completam 18 anos. Depois disso, elas são totalmente incapazes de amar, mas também de sofrer ou de ficarem tristes.

Lena não vê a hora de chegar o seu 18º aniversário. Na verdade, ela conta os dias no calendário. Sua mãe morreu de amor. Apesar de passar pela intervenção várias vezes, o amor não foi curado, o que a levou ao suicídio. Ela achou melhor se matar do que viver sem amar. Então, achando que tem a mesma genética da doença da mãe, Lena espera ansiosamente, com medo de ser infectada. Até que amor chega faltando apenas 90 dias para a sua cura.

O enredo de Delírio é completamente interessante e diferente, apesar de em vários momentos me lembrar Feios (Comentei aqui), por causa da intervenção cirúrgica, das pessoas que são resistentes e de comunidades alternativas fora-da-lei. E a autora fundamentou tudo muito bem. Ela nos apresenta fatos sobre o problema do amor que quase nos convence de que ele é realmente uma doença.

Lauren Oliver

Narrado em primeira pessoa por Lena, de vez em quando eu achei o livro meio enrolado. Ela pensa demais, sabe? Discute muito consigo mesma dentro da própria mente. Mas, como a história é boa, o leitor releva esses momentos e mergulha nos acontecimentos. 

Claro que eu não vou dar spoilers, mas o final é OMG! Teca de boca aberta em plena meia noite quando terminou de ler. Até mandei mensagem para a Dudi, do Títulos de Livros, para comentar sobre o livro (Foi ela quem em emprestou Delírio). Certos livros estão começando a me dar raiva porque sempre acabam assim, com algo tão apoteótico que você simplesmente precisa ler a continuação. O problema é quando a continuação ainda não foi lançada. Por que não podemos voltar à era do Harry Potter, quando haviam várias sequências, mas as histórias fechavam em cada obra? Enfim, estou reclamando aqui, mas a verdade é que eu adoro um final surpreendente e deixado em aberto, desde que tenha continuação, óbvio.

Os personagens são muito bem construídos e acompanhamos a evolução de Lena e a sua descoberta de segredos que permeiam a cura e o governo. De vez em quando ela é meio chata, meio criança, mas quem não é? Morro de amores pelo Alex, aquele lindão. E gostei bastante de Hana, melhor amiga de Lena, apesar de eu ter um pé atrás em relação a ela não sei bem por qual motivo.

Queria ler logo Pandemônio, mas acho que estou meio saturada de distopias, foram várias seguidas. Estou até com medo do governo agora, haha. Vou ali ler um romance comum, um pouco água com açúcar, e depois conto para vocês como foi.

Recomendo.

Teca Machado

Um comentário:

  1. oi!
    Eu sabia que você ia gostar! Se você achou esse final OMG você vai ter um ataque com o próximo! É ainda mais... intenso, chocante, inesperado! Sei que você está saturada de distopias mas quero mto q vc leia para conversar comigo sobre ele! kkkk
    ah! eu sou que tem um conto a parte falando de Hana, qro ler!

    bjinhus

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