segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meio sinistro. Meio doido. Bem interessante – Maratona Dan Brown


Em mais um episódio da Maratona Dan Brown, vou comentar o livro O Símbolo Perdido. Ele foi o último lançado pelo autor, mas, como faz parte da série do Robert Langdon, resolvi falar sobre ele antes de Ponto de Impacto, post de amanhã.


Outra vez nos deparamos com Robert Langdon, o homem que resolve todos os problemas do mundo. Dessa vez, a ação acontece em Washington. A pedido de um dos seus melhores amigos, Peter Solomon, o simbologista vai até a cidade para uma conferência. Chegando lá, descobre que, na verdade, o convite era falso e Peter foi sequestrado pelo enigmático e ocultista Mal’akh, o vilão mais doido que já saiu da cabeça de Dan Brown.

Mal’akh negocia a vida de Peter em troca de um estranho resgate: Quer o símbolo que lhe abrirá o caminho de acesso aos Antigos Mistérios de Maçonaria. Ele acredita que isso trará para si um poder de destruição inimaginável (Típico de vilões, né? Só faltou querer dominar o mundo), de construção de um mundo novo imerso em trevas.


Robert Langdon não tem a mínima ideia do que é o tal símbolo e nem o que são os Antigos Mistérios, mas, como é o Super Simbologista (Esse título fui eu que criei!) ele segue pistas de enigmas (de novo...) por toda a cidade para descobrir do que se trata. Washington foi fundada por maçons, por isso em praticamente todos os prédios oficiais há a presença de marcos de maçonaria, assim fica fácil para ele.

A mulher da vez é Katherine Solomon, irmã de Peter (E adivinhem! De novo é inteligente, bonita e boa de briga), uma cientista que pesquisa a Noética (Gente, esse é um trem muito doido. Não consigo nem explicar para vocês. Mas, perguntei para o Google e ele respondeu bem assim: “Noética é uma disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência. Em linhas gerais define a dimensão espiritual do homem.”). Juntos, eles percorrem cantos obscuros de Washington em busca de Peter.

Sempre agitado e de fazer o leitor prender a respiração, há dois episódios nesse livro que são sinistros. O primeiro é quando Katherine é perseguida por Mal’akh num ambiente totalmente escuro, silencioso, privado de todos os sentidos do corpo humano. É apavorante, juro. E outro é quando Robert tem uma experiência mais ou menos pós-morte (quem ler vai entender o que é o mais ou menos).

Vista aérea de Washington, cidade onde passa a trama

É um livro muito bom, mas meio louco. Tem uns conceitos muito novos, como da noética e outras coisinhas mais. Como toda obra de Dan Brown, é controversa e com pontos religiosos aqui e ali. 

Leitura fácil e dinâmica, mas acho que poderia ter acabado umas 50 páginas antes do final. Um dos únicos livros do autor que o vilão é revelado desde o início (isso é até legal) e que o desfecho não é nas últimas cinco páginas. Depois de tudo resolvido, ele fica num blá blá blá interminável sobre mente, corpo e maçonaria. 

Esse ainda não tem filme baseado nele.

Recomendo.

Teca Machado

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