sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ressurge. E com entrada triunfal!

“Caramba! Até os figurantes são excelentes atores nesse filme!”. Foi assim que o meu pai resumiu Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. E eu concordo plenamente. Pontuado com atuações de tirar o fôlego, de acontecimentos de prender o fôlego e de um final de perder o fôlego, o último (Infelizmente!) filme da sombria franquia de Chistopher Nolan é excepcional.


Não se preocupem, não vou fazer spoiler. Podem ler sem medo!

O filme começa com uma cena de ação do insano vilão Bane (o gostoso lindo, quase desconhecido, irreconhecível e excelente ator Tom Hardy) derrubando um avião de uma maneira nunca pensada antes. Na sequência seguinte, o longa chega a exatos 8 anos após o final do 2º filme, quando a população comemora o feriado Dia de Harvey Dent sem nem ao menos saber que ela era o Duas Caras. Gotham City passa por um período de paz nunca visto. Batman (o sempre soturno, charmoso e mal humorado Christian Bale em uma das suas melhores atuações) foi acusado do homicídio de Dent e desapareceu nos últimos anos. Seu alter ego Bruce Wayne virou um recluso que não sai de casa.

O único capaz de tirar o protagonista dessa apatia é Bane, quase tão intenso e maléfico quanto o Coringa. Seu figurino causa mal-estar no espectador. O jornalista Filipe Quintans, crítico do Jornal do Brasil, disse uma frase que eu gostei muito: “Se o Coringa, o vilão de Heath Ledger em Cavaleiro das Trevas, só queria ver o circo pegar fogo, Bane quer vê-lo em cinzas, no chão”. E claro que o seu alvo é Gotham City, a cidade pela qual Bruce Wayne é capaz de morrer. Recorrendo novamente aos inventos de Fox (o “é impossível errar com ele” Morgan Freeman), Batman volta ao jogo quando a população precisa dele em um momento de completo e total desespero nunca visto em nenhum outro filme do Batman. 


Sei que é muito difícil fazer uma Mulher Gato mais inesquecível que Michelle Pfeiffer (Ainda mais naquela cena em que ela dá uma lambida na cara do Michael Keaton), mas Anne Hathaway (magra, linda e talentosa) interpretou a personagem muito bem. Praticamente se igualou ao ícone do cinema mundial. Ela consegue passar de garota ingênua à ladra habilidosa à apavorada com um levantar de sobrancelha. Engraçado que em momento nenhum o nome Mulher Gato é dito. Alguém aí ainda lembra que ela fez O Diário da Princesa?

Vale destacar ainda Joseph Gordon Levitt, um policial novato. Ele, que fazia seriados de comédia, comédias românticas e outros, mostrou que é capaz e provou que merece um lugar entre os grandes de Hollywood.

Marion Cotillard (a eterna Piaf) é a bilionária Miranda Tate. Aparece pouco e parece um tanto apagada em alguns momentos, mas em outros brilha, como é típico dela. Os veteranos Michael Caine e Gary Oldman mais uma vez são, respectivamente, Alfred e o Comissário Gordon.

Ufa! Acho que falei de todo mundo. O elenco (que é praticamente o mesmo do filme A Origem) foi escolhido com maestria por Christopher Nolan. 

Todo elenco. Sinistro.

Por incrível que pareça, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge não é em 3D, mas foi filmado em formato IMAX. Visualmente, é sombrio, lindíssimo e com poucos efeitos especiais. E fica muito claro que Gotham City é Nova York.

O filme não tem as tiradas cômicas de outros filmes do gênero. Pelo contrário. Ninguém faz piadas, sorrisos são raros e alguns momentos chegam a dar desconforto, como quando Batman leva uma surra de Bane que só pode ser descrita como dolorosa. Ele literalmente quebra Bruce Wayne. Nesse momento, a trilha sonora é silenciada e é possível escutar os socos, chutes e arquejos dos personagens. Chega a incomodar.

O Batman é o mocinho, mas leva uma surra histórica.

A trilogia de Batman é fechada com maestria, mas com gostinho de quero mais, muito mais. A plateia é surpreendida e fica sem vontade de ir embora quando o filme acaba. Para nosso quase desespero, tanto diretor quanto ator afirmaram categoricamente que esse foi o último filme da franquia para eles. O que nos resta é esperar que o estúdio ofereça alguns milhões e eles mudem de ideia.

Recomendo. MUITO. Um dos melhores filmes do ano.

Teca Machado

Um comentário:

  1. E dizer que eu queria ter ido ver o Homem Aranha...
    O Batman Ressurge é genial. Filmaço!
    Vou pegar meu Blu Ray do anterior e revê-lo.

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