quinta-feira, 14 de março de 2013

Uma blogueira/escritora/jornalista que ficou A-P-A-V-O-R-A-D-A


No último domingo à noite eu estava voltando de Brasília para Cuiabá no voo das 22:50. Li um pouco o livro Um Romântico Incorrigível (Em breve crítica aqui!) e, como tinha tido aula e feito milhões de coisas na cidade durante o final de semana, estava cansada. Resolvi encostar na janela, jogar meus pés no assento do lado que estava vazio e dormir. 


Estava bem apagada, até sonhando, quando de repente o avião deu um baita solavanco. Acordei assustada, mas tudo bem. Normal avião balançar e eu não tenho medo. Só que aí sacudiu forte de novo. E outra vez. E mais uma vez. E não parou mais. Opa, aí já é para dar um medinho, né? Mas ainda estava calma. 

Olhei para o céu na janela e, apesar de ser mais de 23:00 naquele momento, estava claro do lado de fora. Muitos raios pipocando perto do avião e clareando o lado de dentro. Ok, eu estava oficialmente assustada

Até o momento que o avião despencou por um tempinho. Pois é, sabe quando ele entra num bolsão de vácuo e cai alguns metros por uma fração de segundo e a sensação é horrível, como se os seus órgãos internos estivessem no lugar errado? Então, isso aconteceu no meu voo, mas o alguns metros viraram vários metros, porque ele caiu por uns quatro, cinco segundos. Gritei muito e tive a certeza naquele momento que esse seria o dia do meu encontro com Deus. Apavorada é pouco para descrever como eu me senti. 


Após cerca de dois minutos balançando, o avião estabilizou e só deu umas sacudidinhas leves. Quando desembarquei quase meia hora depois, ainda estava com a perna trêmula e agradecendo a Deus por ter colocados os meus pezinhos (inhos?) tamanho 38 em terra firme novamente.

Eu não tenho medo de morrer. Não tenho medo do que vai acontecer comigo quando os meus dias na Terra terminarem. Eu tenho e a certeza de que vou me encontrar com Deus e vou ter uma vida eterna tão absurdamente completa de felicidade do lado do Pai que é impossível até de imaginar. O que eu tenho medo é de como eu vou morrer. E olha, num avião deve ser uma das opções mais pavorosas.

Acho que, afinal, as sacudidas no avião não foram tão sérias, afinal, a voz do piloto estava calma quando falou que era “apenas” uma área de turbulência e as comissárias estavam aparentemente tranquilas. Não cheguei a ver a minha vida toda diante dos meus olhos, mas pensava “Ai, Senhor, tenho tanto o que fazer por aqui! Nem publiquei o meu livro ainda (Em breve novidades nesse assunto. Aguardem!), nem casei, nem plantei uma árvore e nem tive filhos”.


Por mais clichê que isso soe, comecei com o lema “Agora vou viver a vida como se fosse o último dia”, porque uma hora vou acertar. Mas, nesse caso, espero estar errada por pelo menos mais uns 80 anos.

Enfim, esse post é apenas um agradecimento por mais um dia na minha vida e na vida de vocês, mesmo que eu não os conheça.

Teca Machado

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