segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Minha cabeça, um imã de desastres


Eu já contei para vocês que eu tenho um caso de amor mal resolvido com a força da gravidade. E hoje vou contar que a minha própria cabeça tem um centro de gravidade que atrai coisas para ela. Ao longo dos meus áureos 24 anos de idade, muita coisa já me acertou a cabeça (Ou eu já acertei muitas coisas com a minha cabeça). Se me filmassem o tempo todo, com certeza eu seria a campeã de aparições nas Vídeo Cassetadas do Faustão.

Em Cuiabá, onde eu moro, tem uma feirinha de comida e artesanato que acontece no Sesc toda quinta-feira. É um lugar bonitinho, agradável, com muita grama, árvores e mangueiras carregadas de mangas. Sim, aquelas mangas rosa gordinhas simplesmente deliciosas e grandes. Então, eu e a Miris, uma amiga, fomos numa quinta-feira de muita ventania para a feira. Estávamos felizes e serelepes porque tínhamos conseguido uma mesa e cadeiras (Algo raro por lá). Nem notamos que estávamos sentadas embaixo daqueles potenciais projéteis assassinos.

Olha o Sesc que gracinha! 

Conversa vai, conversa vem, vento balançando tudo, de repente, eu sinto uma dor HORRÍVEL no alto da minha cabeça. Na hora pensei: “Quem é o retardado que acha engraçado dar um soco na minha cabeça?” e comecei a olhar de um lado para o outro procurando o idiota. Quando vejo a minha amiga, ela já está rolando de rir (E ela tem uma risada alta NADA discreta) e eu vejo uma manga DE UNS 3 QUILOS (Ok, exagero, mas era MUITO grande), rolando do meu pé para longe. O povo ao redor estava com crise de riso. Tinham umas 200 pessoas no lugar e na cabeça de quem a fruta caiu? Na minha, é claro.

Sabe em desenho animado, quando tem um X bem grande desenhado no chão e o personagem para bem ali, onde cai um piano ou um cofre? Então, parece que o mesmo aconteceu comigo. O lado bom disso tudo é que pelo menos a manga não estourou no meu cabelo. O lado ruim é que eu fiquei com um galo enorme e um cara ainda roubou a manga que me acertou. Se ela me machucou, eu pelo menos podia ter o direito de comê-la, né?

O míssil assassino!

Uma outra vez, eu estava com a Miris de novo e numa feirinha de novo (Estou começando a ver um padrão...). Estávamos nos Estados Unidos e era tipo uma exposição de arte a céu aberto. O chão estava todo escrito com umas frases e eu comecei a andar de cabeça baixa para ler o texto. Estava tão concentrada que nem vi uma estátua de ferro que estava no meio do caminho. Meti a testa nela, que era oca e fez aquele barulho de congo chinês. As pessoas ao redor olharam, é óbvio, e a Miris começou a rir igual uma louca. Como nada desse tipo me deixa sem graça, levantei a cabeça, arrumei o cabelo e voltei a andar (De cabeça levantada) como se nada tivesse acontecido. Resultado: Um roxo enorme na testa por uns três dias.

Algo parecido já aconteceu no trabalho, quando andando numa calçada com o fotógrafo da revista, distraída do mundo, meti a testa numa placa de trânsito de Proibido Estacionar. Também caminhando, olhei para trás e bati a cara num poste (Eu não tenho um histórico muito bom com postes. Já fui amarrada em um várias vezes). Na natação, que eu fiz durante uns cinco anos, era muito comum eu ir nadando toda empolgada, não vir a borda chegando, e bater com tudo. Me admira o meu nariz estar intacto e nunca ter quebrado dente.



Fora nas aulas de Educação Física, na minha época de colégio, que todas as bolas, de todas as modalidades de esportes, vieram em alta velocidade para o meu rosto. De futebol, de handebol, de tênis (Essa dói e foi no pescoço), de basquete (Eu usava aparelho e ela bateu na minha boca. Cortou todo o meu lábio e eu fiquei com a boca maior do que da Angelina Jolie), do vôlei (Milhões de vezes, porque eu fazia escolinha). Só nunca me acertaram com uma de futebol americano, mas não posso contar vitória antes da hora, né? Tudo pode acontecer!

Por essas e outras que eu me pergunto: Com o chão com atração por mim e com objetos e coisas tendo atração pela minha cabeça, como eu ainda não morri?

Teca Machado

2 comentários:

  1. Sim, essas coisas realmente acontecem com a Teca.
    Simmm, eu tive a oportunidade de testemunhar esses ocorridos e não sei dizer qual foi o melhor... A manga ou o congo chinês.
    Kkkkkkkk
    Teca a sua cara na hora que a manga te acertou foi impagável. E eu vi tudo de camarote e em câmera lenta... A manga caindo, sua cara de choro, a manga rolando, o Sesc inteiro rindo (inclusive eu).
    O congo infelizmente eu estava de costas e não pude ver, apenas ouvi um Bannnngggggg bem sonoro e alto e vc gritando "Aiiiii"... Kkkkkkkkkk
    Dou risada até hoje.
    Tive que me controlar pra não soltar minha gargalhada (escandalosa) no meio do serviço.
    Love youuuu sisterrr.
    By Miris Poit

    ResponderExcluir
  2. Veja pelo lado bom, era uma mangueira, não um coqueiro! hehehe...Ri alto com o post!
    Beijoss, wella!

    ResponderExcluir