quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Dexter: A sangue frio

Hoje, 20 de dezembro, é dia do sorteio do Vale Presente de R$50 da Livraria Cultura! Programado para o meio-dia, mais tarde vou realizar o sorteio e amanhã divulgo aqui o resultado. Enquanto não dá o deadline, entre aqui e pegue a última chance de participar.

Agora, voltando a programação normal:

Sei que a série já é velha (Teve início em 2006), mas comecei a assistir Dexter essa semana. Gente, é tenso. Passo grande parte dos episódios com as mãos nos olhos, tapando nos momentos mais sangrentos e agoniantes, dando alguns gritinhos de “ai”, mas é legal. Sombriamente legal.


Já tinha ouvido muita gente falar de Dexter, mas como na televisão já estava em sei lá qual temporada e morro de preguiça de baixar pela internet, acabei não assistindo. Eis que chega o LINDO do Netflix na minha vida e tudo mudou em relação a seriados.

Dexter é baseado no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay. Conta a história do especialista forense em amostra de sangue Dexter Morgan. Trabalhando para a Polícia de Miami durante o dia, à noite ele próprio se torna um serial killer. Ele é excelente no seu trabalho diurno, consegue rastear os passos e pegar muitos assassinos e bandidos com a sua inteligência. Mas o que os seus colegas não sabem é que essas suas habilidades são afloradas por causa da sua própria natureza. Ele reconhece os criminosos, pois ele mesmo é um.


Diferente das outras pessoas do mundo, desde pequeno Dexter tem um instinto matador, de querer sangue. Órfão, ele foi adotado por um policial quando tinha quatro anos. Seu pai logo notou as tendências homicidas do garoto e sabia que era algo que não passaria com o tempo, que seria algo que regeria toda a sua vida. Então, ele resolveu canalizar toda a energia de Dexter numa versão um tanto distorcida do “bem”: Ensinou o rapaz a caçar infratores que a polícia não conseguiu pegar ou condenar e a esconder todos os seus rastros para que ele próprio nunca fosse preso. São apenas pessoas muito ruins, como pedófilos, assassinos de mulheres e estupradores. Assim, Dexter é uma espécie de justiceiro com muito gosto por sangue e tortura. Um típico anti-herói, que está na moda no mundo cinematográfico.

Dexter e sua irmã Debra

O engraçado é que Dexter não consegue se relacionar bem com as pessoas. Na verdade, é um sociopata. Finge ser normal, até tem namorada, mas é tudo atuação. Ele constantemente lembra o espectador que não tem sentimentos. Nenhum. Por ninguém. No primeiro episódio, afirma que “Se tivesse sentimentos por alguma pessoa no mundo, seria pela irmã”, com quem convive bem.

Dexter em ação com algum bandido.

Dexter é interpretado por Michael C. Hall, que o faz muito bem. Ele é estranho, esquisito no bom sentido. Parece sempre ter um sorrisinho no rosto que diz “Você nem imagina do que eu sou capaz”. Quando está no seu alterego de serial killer, ele sabe e consegue ser cruel e sarcástico. Você sente a sua inadequação ao mundo dos “normais”, sente a sua repulsa em certos momentos e a sua sede por sangue. A sua irmã, Debra, é interpretada pela atriz Jennifer Carpenter, que faz uma policial que tenta ser durona e quer seguir os passos do pai e ir para a Divisão de Homicídios.

Dexter é legal, mas é um pouco forte. É preciso ter um pouco de estômago para assistir sem se sentir incomodado com as cenas de morte.

Recomendo.

Teca Machado


Um comentário:

  1. Minha filha, você nem imagina o spoiler que é essa última imagem. O Dexter tá com essa cara de susto e não é à toa. Chegue à season finale da 6ª temporada e me conte! hsuahsua

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