sábado, 22 de dezembro de 2012

O meu Marley & Eu

Há uns quatro ou cinco anos li o livro Marley & Eu. Logo depois assisti ao filme. Chorei nos dois tão incontrolavelmente que até soluçava. Primeiro: Porque cachorro morrer em histórias é uma das coisas que mais me deixam deprimidas no mundo. Segundo: Porque tenho um labrador igualzinho ao Marley, quase tão atentado quanto, mas muito mais gordo. Então, quando assisti, pensei que inevitavelmente ia chegar o dia que eu ia perder o meu cachorro. E esse dia infelizmente está chegando e eu estou arrasada.

Eu, minha irmã, minha sobrinha e o Indy há algumas semanas.

O meu labrador (que é da minha irmã, mas enfim, mora na minha casa, então é meu também) chama Indiana Jones, mais conhecido como Indy. Esse é, na minha opinião, o melhor nome de cachorro EVER, haha. Invenção da mente criativa da minha irmã. Ele hoje tem sete anos, 65 kg, muito amor para dar, animação que não acaba nunca e muita baba para espalhar por você inteiro.

Tenho ÓTIMAS histórias para contar sobre o Indy, como o John Grogan tinha sobre o Marley (Tanto que até virou livro). Para mim, a melhor de todas foi quando o Indy ainda era filhote, tinha menos de um ano, e mentiu para nós. Sim, eu tenho um cachorro mentiroso.

Nosso boizinho!

Ele estava encharcado, o que é normal dessa raça que é fascinada por água, e queria entrar em casa. Minha irmã não deixou porque ele ia melecar tudo. Então, ele olhou para ela com os olhos mais tristes de todo o universo, daquele jeito que só cachorros sabem fazer, virou de costas e saiu andando mancando, quase caindo. Minha irmã, vendo aquilo, ficou desesperada e foi atrás dele:

- Bebê, o que você tem? Mostra para a mamãe? (Ele é tratado igual gente)
- Marina, - Disse a minha mãe para a minha irmã. – esse cachorro não tem nada. Ele está te enganando...
- Até parece, mãe! Cachorro não faz isso! Ele está machucado!

Abaixada olhando a pata dele, viu que aparentemente estava tudo bem e disse:

- Pode entrar, fica com a mamãe lá dentro, Indy!

Ele, então, olhou para ela todo alegre, com a cara mais lavada do mundo, rabo balançando, e saiu correndo com a pata perfeita. Mentiroso.

Um dia brinquei de esconde-esconde com ele (Meu cachorro é um gênio! Ele fica de costas para a parede, eu escondo e ele me procura. Se não acha, chora). Agachei atrás do sofá. Quando ele me encontrou, ficou tão absurdamente feliz que começou a pular em cima de mim e a me pisotear por cinco minutos. E eu já falei que ele é quase um boi, 65 kg de gostosura. Minha irmã ria TANTO que não conseguiu me ajudar. Resultado: fiquei amassada, roxa, descabelada, toda arranhada e babada. Mas dei um desconto porque era o seu modo de demonstrar felicidade por me achar.

Isso era ele filhote. Olha o tamanho da criança!

Bom, teve a vez que ele não recebeu atenção e rolou na lama e depois do sofá da minha irmã. Ou quando ele, sem receber atenção de novo, pegou um sutiã da minha irmã no varal e colocou no colo de uma visita. Já viajei de carro com ele por 900 km no banco de trás. Sendo o carente que ele é, ficou a viagem TODA sentado no meu colo (Eu já disse que ele é quase um boi?). Mas quando fazia uma curva, ele ficava com medo e me amassava ainda mais.

As imagens que eu mais vou lembrar do Indy são de quando chovia muito numa tarde qualquer e eu olhei pela janela para o jardim. Ele estava saltitando na chuva, de uma poça a outra, e pulava mais alto que um cabritinho. Ele, que é bege, ficou marrom. A alegria dele era tão contagiante que não tive como não sorrir. Também vou lembrar de quando ele, se achando O humano, entrava escondido no meu quarto de manhã, deitava na cama comigo, e ficava aconchegado a mim.

(Pausa para enxugar as minhas lágrimas nesse momento)

Helena e Indy

Só que o meu Indy, o meu gordinho, o meu boi, foi diagnosticado com vários problemas de saúde nas últimas semanas. E vamos ter que sacrificar, porque ele vai sofrer muito (Peraí que eu estou chorando de novo!). Todo mundo na minha casa está com dor no coração, mas não tem outro jeito. É a vida, né? Eu sabia que um dia isso ia acontecer, é o natural. Pelo menos sabemos que o tempo dele foi bem feliz com a gente.

Só quem tem cachorro e gosta muito sabe como é isso.

Nem falei sobre o livro ou sobre o filme, mas eu recomendo Marley & Eu.

Um beijo, Indinho! Acho que nenhum cachorro vai ser tão engraçado e doce quanto você.

Teca Machado

P.S.1: Estou querendo adotar algum cachorrinho. Alguém tem algum filhotinho para me doar?

P.S.2: Nos últimos dois meses, eu perdi um dos meus cachorros, o Doobie (Comentei aqui), um coelho, quatro pintinhos e agora o Indy. O que será que tem na minha casa???

5 comentários:

  1. Puxa Teca sinto muito pela sua perda, acredite que sacrificar ele é a maior prova de amor. Vocês romperam o egoísmo de tê-lo de qualquer jeito ao seu lado. Eu já passei por isso também tive de sacrificar minha fox paulistinha, a Tuca. Enfim, que Deus conforte o coração de vocês nesse momento difícil.
    Beijos
    Jana

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  2. Olá, Gostei de ler os teus posts, soa mesmo a "futura best seller (Com uma doze de transpiração,claro)".
    Vejo que ficou com boas memórias do seu Indysinho. Espero que voltes a encontrar outro bichichinho cedo. Não é atoa que se diz serem, os cães, os nossos melhores amigos.
    Hugs!
    _O.G (http://pensangolano.blogspot.com/)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Tenho um Golden - Bonny, 2 anos - Sabemos o qto é bom. Bjos pra vc e para o seu Indy. O que vc dá pra ele comer, e ele passeia ??

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  5. Outra, ele ainda tá na metade da vida, linda.

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