sexta-feira, 26 de junho de 2015

Divertida Mente – Pixar arrasando mais uma vez


Uma loucura divertidíssima. É assim que consigo definir Divertida Mente, da Disney Pixar, que está nos cinemas desde semana passada. Geralmente as produções do estúdio não decepcionam, mas nesse caso excede as suas expectativas de esperar um desenho muito bom. Aliás, muito bom não, excelente.


O roteiro de Divertida Mente (Pela primeira vez achei o título em português muito mais criativo do que o original – Inside Out, De Dentro Para Fora) explica que nosso cérebro é um centro de comando regido por emoções. Aí você me diz: Ok, dona Teca, e qual a novidade disso? A novidade é que é o centro de comando é realmente uma sala cheia de botões e mesa de controle que regem as ações da pessoa e as emoções são mini pessoinhas que personificam o que representam. Por exemplo, a Alegria (Miá Mello, no português), chefe do cérebro de Riley, a garotinha de 11 anos, é amarela, luminosa, esbanja felicidade em seu semblante. Assim como a Raiva (Léo Jaime) vermelhinho e gritão, a Tristeza (Katiuscia Canoro) azul, gordinha e de fala arrastada, o Medo (Otaviano Costa), frenético, dramático e de olhos esbugalhados, e a Nojinho (Dani Calabresa), toda fresca e patricinha.


Riley, a dona das emoções

Riley está passando por um momento difícil. Depois de uma infância feliz no interior dos EUA, seus pais a levam para São Francisco, uma cidade nova, grande e onde não tem amigos. Mas tudo bem, Riley é uma garota regida pela Alegria, ela sempre tenta ver o lado bom das coisas. Até que Alegria e Tristeza, depois de uma confusão no centro de comando, vão parar em outros cantos do cérebro. Em sua jornada de volta, as duas emoções precisam passar por lugares como a divertidíssima Terra da Imaginação, o medonho Subconsciente, a Hollywoodiana Produção de Sonhos e outros locais da nossa complexa mente e consciência. Enquanto isso, regida apenas pelo Medo, pela Raiva e pelo Nojinho, Riley se torna uma menina brava, introspectiva e apática.


Essa bolinha de gude amarela é a lembrança

O diretor Peter Docter explicou que Divertida Mente surgiu num momento complicado da Pixar. Com um filme adiado, nenhuma indicação ao Oscar em 2014 e um projeto deixado de lado, essa produção tomou forma quando Docter, querendo compreender o que se passava com sua filha, uma criança feliz e ativa que começou a ficar diferente (Ou seja, adolescente), pensou “E se personificássemos emoções?”. Abraçando o caos do estúdio, como ele mesmo disse, surgiu essa animação divertida, diferente, criativa e com uma lição bacana, de que por mais que gostemos da alegria, às vezes é preciso dar espaço para a tristeza, é saudável.

Riley e seus pais

Divertida Mente brinca com cores, texturas, loucuras e o seu 3D é suave. Dá profundidade, mas não é exagerado. As emoções, principalmente a Alegria, parecem ser feitas de pelúcia, fofinhas. O filme é um deleite visual (Mas, me fala, qual desenho da Pixar não é?) tanto nos ótimos personagens quanto nos cenários do cérebro, dando destaque para a Terra da Imaginação, com suas florestas de batata fritas e máquina de produção em escala de futuros namorados, as Ilhas de Personalidade e o amigo imaginário Bing Bong (Muito amor pelo Bing Bong!). Tenho plena certeza que para escrever um roteiro desse ou sua mente funciona em outra frequência ou você está bem doidão.

Alegria é muito fofinha!

Emoções vendo as Ilhas de Personalidade, que definem quem você é

O filme passa em dois universos distintos, o lado de fora e o lado de dentro que têm sua história correndo independente, mas ao mesmo tempo interligados. Um reflete o outro e há uma harmonia muito grande entre eles. O tema de Divertida Mente é complicado, a crise de identidade, a confusão de emoções, mas é tratado de forma tão doce e engraça que em momento algum fica pesado (Só triste em certos trechos e muito bem humorado em outros).

É o tipo de filme que crianças vão amar, adultos vão adorar e, no fim das contas, todo mundo vai se divertir e pensar como o nosso cérebro pode ser complicado e divertido.

Centro de comando da mãe de Riley, lembrando do piloto de helicóptero brasileiro que ela deixou para trás (Voz do Sidney Magal)

Recomendo muito muito. Vá ao cinema assistir, é sério.


Teca Machado

5 comentários:

  1. ai pixar é demais mesmo né! eu que amo as animações deles com certeza quero assistir essa XD

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  2. Oi Teca!
    Estou loooooooouca para ver esse filme. *----------*
    Só vejo elogios e mais elogios. Além de amar animações.
    Vou ver sim e te falo o que achei.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  3. Oi
    Não tinha visto o trailer e quando vi alguns posteres e comentários, achei que não iria gostar tanto, mas confesso que a forma como você expressou me deixou bem mais animada para assistir, afinal amo desenhos!
    Beijos
    Dri
    http://livrosleituraseleitores.blogspot.com.br/

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  4. Aiai... como eu amo animações! ♥
    Tô querendo muito ver esse!
    Ótima resenha Teca! Só me deixou com mais vontade ainda... rs
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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  5. Oi Teca,
    Também fui ver esse filme no cinema e simplesmente amei de coração. Achei mega super fofo e fiquei na torcida para que tenha uma continuação ia ser show de bola.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com.br/

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