sábado, 4 de maio de 2013

A calota voadora


Mais um post da série “coisas que só acontecem com a Senhorita Teca Machado”.

Ontem, sexta-feira, estava eu alegre e saltitante dirigindo para o trabalho. Com o som nas alturas tocando meu amado Michael Bublé, estava passando por uma avenida de Cuiabá que chama Estrada do Moinho. Não é o local mais lindo e seguro do mundo, mas é um desvio das obras da Copa do Mundo que tem deixado o trânsito um caos, é bem movimentada, reta, (quase) sem buracos e me faz chegar ao trabalho rapidinho. Passo ali todo santo dia quatro vezes.

Então, ontem, enquanto dirigia por ela, ouvi um barulhão. Pensei “Pronto! Atropelei alguma coisa. Era só o que faltava” (Como não sou uma motorista muito boa, – Comentei aqui – sempre acho que buzinas são para mim e sempre tenho a sensação de ter batido em algo ou em alguém). Olhei e não vi nada. Aliviada, deixei para lá e continuei.

Uns metros a frente, quando parei numa preferencial, o cara do carro do lado abaixou o vidro e me disse que a minha calota tinha voado e estava num matinho logo ali atrás. “Vou ou não vou buscar?”, fiquei pensando. Resolvi ir, afinal, eu que estou pagando o meu lindo C3zinho chamado Batman, então tenho que cuidar muito bem dele (Tudo bem que eu esqueço de lavar, caio em buracos e pulo em quebra-molas, mas, quando posso evitar, não faço nada de errado com o pobre coitado).


Peguei o retorno para voltar. Fui láááááá longe fazer o outro retorno para pegar a pista certa. Cheguei ao lugar onde tinha ouvido o barulho. Consegui parar no acostamento, liguei o pisca-alerta e comecei a busca. Olhei em volta e nada. Andei uns 100 metros à frente e nada. Até que eu vi a minha calota brilhando no meio do mato, meio longe da calçada. Eu, de salto alto, calça branca, suando no sol, prontinha para trabalhar. “E aí, vou?”, me perguntei. “Bom, quem está na chuva é para se molhar. Já cheguei até aqui, então eu vou”. Vocês conseguem imaginar a cena? Pois é, me arrependi logo depois de ter ido, mas já era tarde. Completei a tarefa.

Me senti super orgulhosa de mim mesma, completamente independente, uma mulher moderna que não precisa de homens para resolver problemas mecânicos (Ok, não era lá um grande problema, mas enfim). Fiquei suja de mato, com manchas pretas na mão e na calça, suada, andando com a calota de volta para o carro e estava completamente satisfeita. Recebi umas seis buzinadas de caminhões e gritos de pedreiros de uma construção ali perto. Mas nem liguei, eu era uma mulher que sabia se virar sozinha!

Teca e Batman, a dupla quase imbatível

Até que fui contar o ocorrido para as minhas amigas via What’s App. Levei bronca. “Sua loucaaaa! Ali tem as bocas de fumo mais perigosas da cidade”. Opa, esqueci desse detalhe. “Você se arriscou por uma calota?”, “Mas era a original!”, me justifiquei. “E uma calota vale mais do que a sua vida?”. O pior de tudo é que depois lembrei que fui procurar a calota e deixei a bolsa dentro do carro, bem a vista de todo mundo. Caramba, eu sou muito inconsequente mesmo!

De autossuficiente passei a me sentir meio burra (Mas uma meio burra com as quatro calotas!). Isso que dá querer ser independente e moderna. Era mais fácil quando acontecia qualquer problema e eu ligava para o meu pai. Pai, posso voltar a fazer isso?

Teca Machado

2 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Dei bronca messssmooooo.
    Um absurdoooo isso. Nem acreditei que você teve a capacidade de parar seu carro na maior boca de fumo de Cuiabá, andar sozinha (lindaaaa e rykkkaaa por sinal), deixar seu carro longe e COM A BOLSA no banco??
    Kkkkk
    só vocês mesma.
    Não me interessa se a calota era francesa ou não, sua vida vale mais que isso.
    Já fica a dica... se um dia você furar seu pneu, PELO AMOR DE DEUS, não pare o seu "Batman" até que ache um lugar seguro.
    hunf
    Tenho que cuidar dessas minha sister cabecinha de vento.
    Cuido porque eu amo tá!!!

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