quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um novo (e louco) Sherlock Holmes


Nos livros de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes foi mostrando suas facetas e suas características marcantes aos poucos. As primeiras séries e filmes do famoso detetive particular o mostravam sério e sisudo, mas nas versões contemporâneas ele é praticamente um louco que é um gênio. A atuação de Robert Downey Jr. na versão cinematográfica que o diga. O protagonista na nova versão do seriado, produzido pela rede britânica BBC, não foge a regra.


A série chamada apenas de Sherlock, naturalmente mostra os casos de Sherlock Holmes e do seu ajudante, o certinho Dr. John Watson. A diferença de outras obras do personagem é que essa passa nos dias atuais e eles têm acesso a todo tipo de tecnologia e conhecimento do século XXI. Acho legal que quando recebem mensagem de texto, mandam e-mail ou pensam, gráficos, escritas e imagens aparecem no canto da tela para que o espectador também veja.

Personagens da série

Com o início em 2010, a primeira temporada foi um sucesso de crítica e público na Inglaterra. Mas apenas no final de 2011 e em 2012 que o resto do mundo, principalmente o Brasil, passou a conhecer e apreciar o seriado. A segunda temporada estreou em janeiro de 2012 e uma terceira está programada para o segundo semestre de 2013.

Cada episódio é baseado em um livro, por isso duram em média uma hora e meia, quase um filme. Por serem tão longos e tão bem feitos, as temporadas são curtíssimas: três capítulos cada.

Sherlock Holmes e o Dr. John Watson


O protagonista é interpretado por Benedict Cumberbatch. Excelente ator, mas muito (Ênfase no muito) estranho. Ele realmente tem um olhar de louco. Seus olhos azuis são extremamente claros, a pele branca é quase cadavérica contrastando com o cabelo muito preto e é alto e magro. Não é bem o que se imagina de Sherlock Holmes, principalmente depois de ver o Robert Downey Jr., mas o papel contemporâneo combinou com Benedict. É interessante como ele mesmo se descreve no primeiro episódio. Quando alguém o chama de psicopata, Sherlock o repreende dizendo que é apenas um sociopata extremamente funcional e genial.


O Dr. John Watson é Martin Freeman, que cada dia mais tem ganhado destaque no cenário mundial. Além desse personagem, ele é o protagonista da série O Hobbit (Comentei aqui). Com um ar de inglês meio atrapalhado, o ator é muito carismático e faz com que simpatizemos por ele. Assim como Benedict Cumberbatch, é um senhor ator.

Apenas Sherlock Holmes e o Dr. Watson estão realmente em todos os episódios, mas há outros que aparecem pontualmente, como o inspetor Greg Lestrade (Rupert Graves), o irmão/arqui-inimigo Mycroft Holmes (Mark Gatiss) e o temível Jim Moriarty (O ótimo Andrew Scott).

Jim Moriarty

Em 2011, Sherlock ganhou o BAFTA, prêmio europeu extremamente importante, de Melhor Série de Drama. No mesmo ano, Martin Freeman também recebeu a premiação como Melhor Ator Coadjuvante.

Recomendo para aqueles que gostam de séries policiais e mistérios bem bolados.

Teca Machado

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lincoln – O grande concorrente ao Oscar


Abraham Lincoln, o décimo sexto presidente americano, está na moda. Nos últimos meses dois filmes sobre ele foram lançados. Tudo bem que o primeiro, Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros, conta a história de um modo um tanto trash, pois o coloca como um presidente de dia e caçador de vampiros à noite (Comentei aqui). Já o segundo, chamado apenas de Lincoln, é muito mais sério e está em cartaz nos cinemas desde a última sexta-feira.


Olhando a ficha técnica de Lincoln é praticamente óbvio saber que é um ótimo filme, afinal Steven Spielberg é o diretor e o renomado ator Daniel Day-Lewis é o protagonista. Os dois são uma fábrica de prêmios. Steven Spielberg já ganhou três Oscars e 140 outras premiações. Daniel Day-Lewis venceu o Oscar como melhor ator duas vezes e, se ganhar o desse ano, vai ser o primeiro na história a ter três estatuetas nesse segmento. Lincoln está concorrendo em 12 categorias e deve levar pelo menos umas quatro.

Como o próprio nome do filme já diz, Lincoln é sobre o presidente americano. Apesar de biográfico, não conta toda a vida de Abraham Lincoln, apenas mostra 1865, quando foi reeleito, pôs um fim na Guerra Civil e assinou a abolição da escravatura nos Estados Unidos.

O presidente vendo o cenário de guerra

Já se passavam quatro anos da Guerra Civil americana e havia o peso de mais de 600 mil mortos em batalha estavam em seus ombros (Só para título de entendimento: Nessa guerra o sul escravocrata queria se separar do norte abolicionista e formar um novo país). Lincoln desejava o fim da escravidão por motivos humanitários e porque isso poderia significar o fim da guerra. Para tanto precisava aprovar com o congresso a 13ª emenda, o que era uma tarefa complicada, pois os representantes dos Estados do sul eram contra. 

Em reunião com o alto escalão do governo

Um excelente estrategista, Lincoln passa a usar meios amorais, mas não ilegais, para conseguir votos no Congresso. Oferece cargos públicos para alguns, utiliza a pressão, faz coerção usando chantagem emocional e se alia a quem antes era inimigo. Mas o ato do suborno propriamente dito é mostrado como abominável para o presidente, mesmo quando os seus ajudantes dizem que sem suborno não existiria Congresso (Bom saber que a corrupção não é exclusiva dos políticos brasileiros).

Lincoln foi um dos presidentes mais amados pelo povo por causa do seu carisma

Enquanto tentava incluir a emenda na Constituição, os sulistas já apresentavam propostas de paz para que a abolição não fosse feita e a guerra terminasse de qualquer modo. Então, o presidente passa a ter um conflito moral: Estender a guerra por mais alguns dias para abolir a escravidão ou terminar imediatamente com o banho de sangue, mas continuar o sistema escravagista? É aquela velha história do “Os fins justificam os meios”.

Mary Todd Lincoln e Abraham Lincoln

O diretor foi muito inteligente ao mostrar o presidente como um grande estrategista político ao mesmo tempo em que mostra a sua faceta humana da conturbada vida familiar. Se dava bem com a esposa Mary Todd Lincoln (A ótima – e chata - Sally Fields), mas a morte de um dos filhos fez com que o relacionamento desandasse. O filho mais velho Robert (Joseph Gordon-Levvit, sempre muito bem) sente o peso de viver a sombra do pai e de ser o filho sem carisma do presidente mais adorado por todo mundo.

Ao que tudo indica, Daniel Day-Lewis leve o Oscar em 2013

O que dizer de Daniel Day-Lewis? Não há palavra melhor do que excelente para descrever a sua atuação. Ele personificou Abraham Lincoln com os seus trejeitos, modo de andar, voz, expressão facial e até mesmo a personalidade afável, mas forte. É possível sentir o peso da guerra em seus ombros e entender o porquê de a população amá-lo. É interessante quando ele começa a contar histórias, sempre com um fundo de moral, seja para o alto escalão do governo, seja para as mais baixas patentes da tropa. 

A iluminação parecia quase sempre natural

Ótimo trabalho de produção, de fotografia, de cenário e de figurino. A iluminação é sempre meio lúgubre e em locais específicos, focalizando o perfil do presidente, o seu chapéu e outros traços da cena, como um holofote num teatro. Mas o filme peca no tempo (150 longos minutos), em diálogos muito compridos e por não explicar bem a motivação da guerra. Várias vezes fiquei confusa e perguntei para o meu namorado: “Peraí, esse cara está do lado de quem? O uniforme azul claro é sul ou norte?”.

Lincoln foi bem sucedido na tarefa de transformar o mito em homem sem endeusar o presidente, mas também sem diminuir os seus grandes feitos.

Recomendo.

Teca Machado

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A versão sombria e sangrenta de João e Maria


Como sou uma fã confessa de contos de fadas desde que me lembro por gente, natural eu estar adorando as novas versões um tanto darks dessas histórias infantis. Ainda amo os desenhos da Disney e as princesas cuti cutis, mas também tenho um lado sombrio. Aliás, quem não tem? 

Dessa nova leva surgiu A Garota da Capa Vermelha (Versão de Chapeuzinho Vermelho), Branca de Neve e o Caçador, Jack- Caçador de Gigantes (Sobre o João e o Pé de Feijão que ainda não estreou), as séries de televisão Grimm e Once Upon a Time (Que comentei aqui), entre outros. O filme do tipo que atualmente está no cinema é João e Maria – Caçadores de Bruxas.



Desde que assisti o trailer fiquei quicando de ansiedade para ver João e Maria – Caçadores de Bruxas. Mistura correria, ação, atores carismáticos, contos de fadas e uma pitada de humor, alguns dos meus elementos preferidos em histórias. Assisti na sexta-feira, dia da estreia, e não me decepcionei nem um pouco.

O filme vai além da versão criada pelos irmãos Grimm. Após derrotarem a bruxa da casa de doces que tentou devorá-los vivos quando crianças, os irmãos João – do original Hensel – (Interpretado pelo charmosérrimo Jeremy Renner) e Maria - do original Gretel – (Interpretada pela linda e interessante Gemma Arteton) crescem e acabam se transformando em caçadores de bruxas profissionais


Munidos de roupas de couro (Super sexy, diga-se de passagem), pistolas, granadas, metralhadoras (Já tinha sido inventado nessa época?), golpes de lutas marciais e muita coragem, eles vão de vila em vila livrando os moradores dessas aterrorizantes criaturas do mal. E quando eu digo aterrorizantes não é exagero. Eu fiquei com medo de olhar na cara delas e levei uns bons sustinhos.

Não economizam no sangue cinematográfico

Após o desaparecimento de muitas crianças numa pequena vila, o prefeito convoca João e Maria para resolverem a situação. O caso, que envolve a bruxa SUPER DO MAL Muriel (Famke Janssen bem dando medo) é muito mais complicado do que foi apresentado inicialmente e os irmão precisam se unir mais do que nunca para enfrentar uma reunião de bruxas que querem se tornar invencíveis ao mesmo tempo que enfrentam o próprio passado desconhecido.

Muriel, super maléfica

Extremamente sangrento e violento, João e Maria – Caçadores de Bruxas é quase trash. Quase. Mas, assim como praticamente todo filme hollywoodiano, é um blockbuster comercial extremamente bem feito e bem produzido que dá a entender que teremos uma franquia. E isso não é ruim, pelo contrário. É um entretenimento muito bom e divertido. Eu dei risada, fiquei com medo e até mesmo tensa em algumas cenas.

Olha o tamanho da arma dela

É visível que Tommy Wirkola, que dirigiu e escreveu o longa, não fez um filme que é para ser levado a sério. Vê-se isso principalmente pelo uso de elementos modernos numa época quase arcaica e que João virou diabético depois de tanto comer doces da bruxa quando criança. É sim um filme para diversão sem grandes pretensões ou explicações históricas.


Jeremy Renner e Gema Aterton batem, apanham, sangram, atiram e quase voam. Ambos estão muito bem nos papeis e têm um ar insolente de quem nunca será domado por nada e nem ninguém. Famke Janssen, como sempre, é uma senhora atriz. Ótima escolha de protagonistas.

Com duração de 88 minutos, João e Maria – Caçadores de Bruxas acaba antes de o espectador começar a se cansar de ver sangue e pancadaria. É um filme relativamente curto e na medida certa.

Recomendo.

Teca Machado 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E sããããão 201!


Continuando o post de sábado em comemoração aos 200 posts do Casos Acasos e Livros.


151 - Um filme sobre a guerra do Vietnã:
Apocalipse Now.

152 - Um filme oriental de terror:
O Grito. M-O-R-R-O de medo!

153 - Um filme sobre roubo a banco:
O Plano Perfeito, com Denzel Washington e Clive Owen. Excelente e muito inteligente.

154 - Um filme da Pixar:
Ratatouille. Super amor!

155 - O pior filme de super-herói:
Mulher-Gato, com a Halle Berry.

156 - Um filme do Woody Allen:
Match Point. Excelente!

157 - Um filme em que o personagem principal seja um idoso:
Up – Altas Aventuras. Tem como não amar esse desenho da Pixar?

158 - Um filme estrangeiro com ator brasileiro:
O Que Esperar Quando Você Está Esperando. É de Hollywood, mas conta com a presença do Rodrigo Santoro.

159 - O pior filme de M. Night Shyamalan:
Fim dos Tempos. Na verdade, acho que é A Dama da Água, mas como já tinha falado no Desafio dos 100 Filmes, então coloquei o segundo pior.

160 - Um filme bom com um artista que você não goste:
Os Produtores. Eu detesto o Will Ferrell, mas como ele aparece pouco e o filme é muito engraçado, considero muito bom.

161 - Um filme épico:
Casablanca.

162 - Um filme em que os personagens sejam alunos:
Vem Dançar, com o Antonio Banderas. Ele é um dançarino profissional que vira professor de dança de alunos problemáticos de uma escola pública americana. Muito bom para quem gosta de filmes do gênero.

163 - Um filme baseado em um livro infantil:
O Lorax – Em Busca da Trúfula Perdida. É bobinho, mas bonitinho. Assisti com a minha sobrinha de quatro anos que AMOU.

164 - Um filme que envolva um esporte:
Somos Marshall, sobre futebol americano. Mas é diferente dos comuns do gênero porque é uma história real sobre um time universitário que sofreu um acidente de avião e todos morreram, de jogadores a equipe técnica. É de se derreter de chorar.

165 - Um filme que reúna histórias independentes:

166 - Um filme com o tema religião:
O Príncipe do Egito, desenho que conta a história de Moisés.

167 - Um filme com uma relação marcante entre pais e filhos:
A Vida é Bela. Posso chorar agora?

168 - Um filme que tenha sido proibido em algum país:
Os Simpsons, o filme, foi barrado em Burna (Myanmar). O motivo disso é o melhor: O excesso de cor amarela. O governo do país retira todas as publicações com excesso dessa cor porque acredita que isso excita demais o povo. E quando você acha que já tinha visto de tudo nesse mundo, vem mais essa...

169 - Um filme que se passe em apenas um ambiente:
Cosmópolis, com o Robert Pattinson, passa dentro de uma limusine.

170 - Um filme sobre alienígenas:
Guerra dos Mundos, do Steven Spielberg e com o Tom Cruise.

171 - Um filme com um personagem insano:
O Máscara, com o Jim Carrey. Quer mais insano do que ele?

172 - Um filme que tenha cena de bullying:
Carrie, a Estranha.

173 – O pior filme do seu ator preferido:
Sombras da Noite, com o Johnny Depp. Não que ele seja o preferido, mas é um dos mais. Não que esse seja o pior filme dele, mas é bem estranho e meio ruim. (Comentei nesse link aqui)

174 - Um filme em que o protagonista apresente alguma deformidade:
V, de Vingança. O rosto de V, o protagonista, não é mostrado, mas tudo indica que alguma coisa aconteceu ali.

175 - Um filme sobre viagem no tempo:
A Ressaca. É bem engraçado.

176 - Um filme de artes marciais:
Karate Kid. 

177 - Um mockumentary:
REC. Nunca vi porque morro de medo. Essa categoria tive que pesquisar no Google para descobrir o que era. Mock é falso, documentary é documentário, então é um filme de falso documentário.

178 - Uma cinebiografia de músico:
Amadeus, sobre a vida de Mozart. Mais do que excelente. 

179 - Um filme de tribunal:
O Júri, com John Cusack, Gene Hackman, Dustin Hoffman e Rachel Weisz. 

180 - Um filme que tenha um personagem homossexual:
Gaiola das Loucas. Preciso dizer algo mais?

181 - Um filme em que o cenário seja uma ilha:
A Praia, com Leonardo DiCaprio.

182 - Um filme em que o personagem principal seja professor:
O Triunfo – A História de Ron Clark. Pouco conhecido, esse filme é com o Matthew Perry (Chandler do Friends) e é comovente.

183 - Um filme que junte personagens de franquias diferentes:
Os Vingadores. Os super-heróis mais gatos da história num filme só.

184 - Um filme que acontece em um avião:
Serpentes a Bordo. Hahaha. Terrível!

185 - Um filme com um personagem burro:
Os Três Patetas. Meio burrinhos, meio patetas, meio atrapalhados.

186 - Um filme distópico:
Matrix. Esse segmento eu também tive que pesquisar no Google. Se você é que nem eu e não faz a mínima ideia do que seja distópico, vai o significado: Antítese de sociedade utópica, que promove a vivência de uma utopia negativa. Geralmente caracterizado pelo totalitarismo, autoritarismo e controle opressivo da sociedade.

187 - Um filme que você chorou de rir:
Se Beber Não Case. E rio horrores até hoje.

188 - Um filme de fantasmas:
Os Fantasmas se Divertem. Eu adorava esse filme quando era mais nova.

189 - Um filme de animal assassino:
Piranhas 3DD (Esse é especial para a Bel que AMA esse filme, haha).

190 - Um filme considerado de “mulherzinha” que você gostou:
Cartas Para Julieta. Filme mulherzinha é a minha categoria preferida! (Comentei nesse link aqui).

191 - Um filme que deveria ter tido continuação:
Jumanji. Adoro!

192 - Um filme sobre a Primeira Guerra Mundial:
Flyboys, com James Franco. Excelente!

193 - Um filme em que você torceu pelo vilão:
O Grande Truque. Torci pelo Robert Angier (Hugh Jackman). Na verdade, ele não é um vilão propriamente dito, mas está longe de ser bonzinho.

194 - Um filme sobre o Natal:
Um Natal Muito, Muito Louco. Apesar do título imbecil, esse filme é baseado num livro de John Grisham (Um dos poucos dele que não falam sobre Direito) e é bem engraçado.

195 - Um filme que pareça com a história da sua vida:
O Diário da Princesa. Hahaha. Não é, mas eu bem que queria que fosse: De repente descubro que sou uma princesa européia, fico linda, rica e mando em um país. Acho que seria ótimo! (Não consegui pensar em nenhum que pareça, nem que chegue perto)

196 - Um filme cujo tema central sejam carros:
Carros, da Disney.

197 - Um filme sobre gravidez na adolescência:
Juno.

198 - Um filme que conta a vida de um atleta:
Carruagem de Fogo.

199 - Um filme em que o protagonista contracene com personagens animados:
Space Jam, filme da minha infância. O jogador de basquete Michael Jordan contracena com os personagens Looney Toons.

200 – Mais um filme que você gostaria de recomendar:
Don Juan de Marco, com o Johnny Depp. (Comentei nesse link aqui)

Ufa! Consegui terminar.

Que venham os 300 posts!

Teca Machado

sábado, 26 de janeiro de 2013

E sããããão 200!


Hoje o Casos Acasos e Livros completa 200 posts!


Que lindo! Parece que foi ontem que comecei e agora o meu bebê já está com 200.

Vocês se lembram de quando cheguei a 100 posts e fiz o Desafio dos 100 Filmes (Parte 1 e Parte 2)? Pois então, ele agora virou Desafio dos 200 Filmes e para comemorar como fiz na minha primeira casa da centena vou continuar de onde eu parei.

Foi meio difícil responder tudo isso porque eu não quis repetir nenhum filme do primeiro desafio. Fora que tem categorias que não me lembro de nenhum e em outras tenho que escolher um só entre tantos que eu adoro. Muitas vezes não é o melhor/pior e nem o que eu mais gosto, mas apenas o que eu recordei logo de cara. 

Como da outra vez, vou dividir o post em dois para não ficar muito gigante, tá?

Mas, antes de começar, tenho que agradecer a vocês que visitam o blog todos os dias e me incentivam a continuar. Até o momento são pouco mais de 25 mil visualizações. Vocês são uns lindos! Obrigada pelas visitas, comentários e tudo o mais. Voltem sempre!

Vamos começar mais uma vez?

DESAFIO DOS 200 FILMES

101 - O melhor filme do ano passado:
O Hobbit. Categoria dificílima e muitos do que eu acho que são já coloquei nos Desafio dos 100 filmes. Não sei se esse foi o melhor, mas foi um dos melhores para mim. (Comentei nesse link aqui)

102 - Um filme baseado em série de TV:
Sex and the City – O filme.

103 - Um filme que não foi lançado e que você está na expectativa:
Safe Haven, do livro homônimo do Nicholas Sparks. (Comentei nesse link aqui)

104 - Um filme com criança malvada:
A Órfã. Fiquei tensa nesse filme. Odeio crianças malvadas.

105 - Um filme brasileiro com ator estrangeiro:
À Deriva, de Heitor Dhalia, conta com o francês Vincent Cassel no elenco.

106 - O melhor filme de Spielberg:
Lincoln. É o novo e eu ainda não assisti, mas todo mundo fala que é um dos melhores da sua carreira.

107- Um filme com super-herói:
O Homem de Aço, do Super Man. Ainda não estreou, mas estou louca para assistir.

108 - Um filme baseado em caso real:
Argo. Simplesmente excelente. (Comentei nesse link aqui)

109 - Um filme sobre abdução:
Contatos de 4º grau. Não assisti e nem quero assistir porque fiquei apavorada só no trailer.

110 - Um remake:
Footloose, versão de 2011. 

111 - Um filme em que você se identifica com algum personagem:
Ele Não Está Tão a Fim de Você. Me identifico com a personagem que acredita em contos de fadas, amor para sempre e homens românticos, que se dá mal o tempo todo, mas continua tentando.

112 - Um filme sobre o alcoolismo:
28 Dias, com a Sandra Bullock.

113 - Um filme que deveria virar um seriado:
Garotas Malvadas. Adoro! Apesar do título mulherzinha, é para todas as idades e ambos os sexos. O roteiro do filme é da Tina Fey, veterana em séries, então teria tudo para ser uma bem interessante.

114 - Um filme de piratas:
Piratas do Caribe. Fácil e clichê!

115 - Um filme sobre infidelidade:
Simplesmente Complicado. O tema principal não é esse, mas trata de infidelidade de maneira muito engraçada. Viva a Meryl Streep!

116 - Um filme muito violento:
Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros. (Comentei nesse link aqui)

117 - Um filme sobre o holocausto:
A Lista de Schindler. Existe filme mais triste já feito?

118 - Um filme com um monstro gigante:
Godzilla. Fácil!

119 - Um filme japonês:
Era Uma Vez em Tóquio. Nunca vi, nunca ouvi falar. Para essa categoria, confesso que joguei no Google e peguei o que o título mais me chamou a atenção.

120 - Um filme de vida após a morte:
Amor Além da Vida, com o Robin Williams.

121 - Um filme sobre poderes paranormais:
Poder Paranormal, filme novo com Sigourney Weaver e Robert De Niro.

122 - Um filme clássico da Disney:
A Bela e a Fera. Difícil escolher um só, são tantos!

123 - Um filme com uma cena nojenta:
Prometheus. É mais agoniante e apavorante do que nojenta, mas é nojenta. (Comentei nesse link aqui)

124 - Um filme pós-apocalíptico:
O Livro de Eli. Muito muito bom!

125 - Um filme sobre terrorismo:
Guerra ao Terror.

126 - Um filme de fuga:
Encontro Explosivo. Tom Cruise e Cameron Diaz passam o filme todo fugindo.

127 - Um filme de suspense:
Sinais, de M. Night Shyamalan. Tenho medo até hoje.

128 - Um filme infantil triste:
Bambi. Existe coisa MAIS TRISTE do que a mãe do Bambi morrer? Acho que só o Mufasa, pai do Simba no Rei Leão, morrer.

129 - Um filme que tenha um personagem que seja um presidente:
Independence Day. Bill Pullman é o presidente dos Estados Unidos.

130 - Um filme com um personagem muito feio:
O Senhor dos Anéis, Gollum/Smeagol.

131 - Um filme baseado em história em quadrinhos:
As Aventuras de Tintim, de Steven Spielberg.

132 - Um filme com robô:
A.I. – Inteligência Artificial.

133 - Um filme do Clint Eastwood:
J. Edgard.

134 - Um filme baseado em um livro do Stephen King:
O Iluminado. Quero ler o livro e ver o filme, mas estou criando coragem primeiro.

135 - Um filme sobre entorpecentes:
Meu Nome Não é Johnny.

136 - Um filme dos anos 70:
Horizonte Perdido, de 1973. Muito bom e atemporal.

137 - Um filme de bruxas:
Caça as Bruxas, com Nicholas Cage. É legal e dá medinho.

138 - Um filme baseado em uma peça de teatro:
Romeu e Julieta. Tem como eu ser mais clichê do que isso?

139 - Um road movie:
Diários de Motocicleta.

140 - Um filme de amizade na infância:
Agora e Sempre. Quem nunca assistiu esse filme na Sessão da Tarde?

141 - Um filme sobre cinema:
Cinema Paradiso. Triste, bem triste.

142 - Um filme com um casal marcante:
Bella e Edward, Crepúsculo. HAHAHA. Brincadeira! Ela com aquela cara de dor de barriga e ele com cara de paisagem não marcam tanto assim, né? Então, um casal marcante, para mim, é Baby e Johnny, de Dirty Dancing.

143 - O melhor filme dos Trapalhões:
Os Trapalhões na Terra dos Monstros. É aquele que tem a Angélica e uns monstrinhos verdes parecidos com o bonequinho da Pirelli. 

144 - Um filme que se passa no fundo do mar:
O Segredo do Abismo, de James Cameron. É velho, de 1989, mas é super tenso. 

145 - Um filme que tenha uma morte inesperada:
Um Dia. Mas não posso falar quem... (Comentei nesse link aqui)

146 - Um filme sobre preconceito:
Histórias Cruzadas. Mas eu ainda não assisti, acreditam?

147 - Um filme do gênero fantasia:
Os filmes baseados nos livros de As Crônicas de Nárnia (Comentei nesse link aqui)

148 - Um filme em que o protagonista seja um policial durão:
Duro de Matar. Bruce Willis na pele do detetive John McClane é super durão e bem Bruce Willis.

149 - Um filme que se passa em um navio:
As Aventuras de Pi. Passa em um navio, em um barquinho salva-vidas, em uma boia... (Comentei nesse link aqui)

150 - Um filme da década de 60:
Bonequinha de Luxo, de 1961. (Comentei nesse link aqui)

Continua segunda-feira (Porque amanhã é o meu dia de descanso)..

Teca Machado

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

" Put our dreams through the shredder"

Sempre nos disseram que a vida adulta era difícil, que crescer doía, que amadurecer era um processo lento e cruel. Mas nunca entendemos a dimensão disso tudo até que a realidade nos dá um tapa na cara, nos sacode pelos ombros e diz “Acorda, meu bem. Cheguei fazendo estrago e você é quem tem que consertar!”. É, não é nada fácil.


Não sei se houve algum catalisador, se foi o processo natural da vida, se percebi a quantidade assustadora de cabelos brancos que tenho ou se foi a proximidade dos 25 anos (Gente, está chegando o meu aniversário!), mas ultimamente tenho pensado muito no futuro. E fico ansiosa em relação a ele.

Para mim é muito complicado aceitar que a vida não é igual a filmes ou livros (Jura que eu só descobri isso hoje?). As coisas não se resolvem rápido e magicamente. E na maioria das vezes nem do jeito que a gente quer.

Então, alguns sonhos nós temos que “arquivar” ou mesmo colocar em stand by. E isso é o que mais me dói, pois eu sou apegada a sonhos, memórias, sentimentos e lembranças.


Aprendi (Para o meu desespero) que nem todos os meus desejos dependem do meu esforço ou da minha vontade para serem concretizados. Isso é o que me enlouquece, já que eu sou persistente (Uma palavra mais bonita para teimosa ou control freak) e gosto de resolver tudo rápido. Não sou do tipo que senta, cruzas as pernas e diz “Pronto, agora é só esperar que tudo se resolve sozinho”. Só que de vez em quando é exatamente isso que é necessário, como o momento que eu vivo agora. Acho que vem daí a minha ansiedade, de não poder fazer nada.

Domingo na igreja ouvi um sermão que parece que foi dito especialmente para mim. Era sobre ansiedade e como isso afeta negativamente a nossa vida. O segredo é colocar nas mãos de Deus e falar: “Pai, toma! Minha vida é toda sua e o Senhor sabe o que é melhor para mim. Só me ajude a ter paciência e aceitar o que vier”. Porque nem sempre o que vem era bem o que tínhamos em mente...

A música Here’s To Us, que coloquei aqui, fala bem sobre tudo isso. É uma reflexão sobre a vida que não saiu bem como esperávamos, mas tudo bem, é o que nos levou a sermos quem somos, então um brinde a isso. Gosto muito desses versos:

“Stuck it out this far together / Chegamos tão longe juntos
Put our dreams through the shredder / Colocamos nossos sonhos numa máquina de picotar papel
Let's toast cause things got better / Vamos brindar porque as coisas melhoraram
And everything could change like that / E tudo pode mudar assim
And all these years go by so fast / E todos esses anos passaram tão rápido
But nothing lasts forever / Mas nada dura para sempre

Here's to all that we kissed / Um brinde a todos que nós beijamos
And to all that we missed / E a todos que nós perdemos
To the biggest mistakes / Aos maiores erros
That we just wouldn't trade / Que não trocaríamos de qualquer modo
To us breaking up / A nós terminando
Without us breaking down / Sem nos acabar
To whatever's come our way / A qualquer coisa que apareça no nosso caminho”

Apesar de a realidade bater a porta, eu acredito que cedo ou tarde tudo vai dar certo. Só tenho que aprender a esperar. E a esperar o que vier, não o que eu quero.

Teca Machado

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ela está atrás do ex da sua vida: Qual é o seu número?


Uma mulher desesperada para encontrar a alma gêmea geralmente é uma mulher louca e inconsequente. Que o diga Delilah Darling, personagem principal do livro (E filme) Qual é o seu número?, de Karyn Bosnak. 

Capa do livro e do filme

Delilah está deprimida: Beirando os 30 anos, foi demitida e todas as suas amigas, inclusive a irmã mais nova, já se casaram ou estão noivas. Ao ler uma revista feminina de variedades, ela fica ainda mais triste, pois descobre que o número de namorados (Inclua aí também parceiros não oficiais e casos de apenas uma noite) que teve é muito superior a média nacional. Delilah chega a conclusão de que talvez seja uma mulher fácil. Para ela, até aí tudo bem. O problema começa quando a mesma matéria afirma que dificilmente uma mulher que teve mais de 20 homens em sua vida vá casar. E ela já teve 19. Opa! 

Com um juramento para si mesma, a garota promete que a partir desse momento só vai dormir com um cara se tiver certeza que ele é o homem da sua vida porque ele será o 20º. A promessa dura apenas algumas horas, quando fica com o pior homem que já cruzou o seu caminho. 

Essa é Karyn Bosnak, a autora.

Desesperançada e morrendo de medo de aumentar o seu número para 21, Delilah tem uma “brilhante” ideia: Procurar entre os seus ex o “the one”, o senhor perfeito que por algum lapso ela pode ter deixado escapar. Para encontrar todos, contrata Collin, o seu vizinho bonito de doer (E mulherengo ao extremo) que é detetive particular. Assim, começa uma caçada (De modo quase stalker) por seus ex por todos os Estados Unidos.

Os homens com quem a protagonista se relacionou durante a vida são uns piores do que os outros. São umas figuras. O mais engraçado de tudo é que Delilah tenta moldar a sua personalidade a cada um deles e quase sempre se dá mal. Você rola de rir com as situações absurdas que ela se mete.

Alguns dos ex de Delilah no filme

Karyn Bosnak, a autora, fez um livro leve, descontraído e engraçado. Várias vezes me peguei dando gargalhadas. Li em poucos dias (E olha que ele tem mais de 400 páginas). A palavra para descrever Delilah é louca, no melhor sentido que isso possa ter. Antes de cada capítulo começar, há anotações, recados e listas que a personagem geralmente escreve para si mesma e são cômicos. E o que falar do Colin? Ai, ai, sou apaixonada por ele! Espirituoso, engraçado, lindo e carinhoso. Não preciso acrescentar mais nada a lista.

Qual é o seu número? tem a versão cinematográfica, que é bem parecida com o livro. Delilah (Que no filme é Ally) é interpretada pela engraçadíssima e sem noção Anna Faris (A Erica do Friends e a protagonista da franquia do Todo Mundo em Pânico). Apesar de meio feinha, ela combinou perfeitamente com o papel, pois não tem medo de parecer nem louca e nem ridícula. Colin é o gostosíssimo lindo Chris Evans (Que fez o Capitão América). Está super a vontade no personagem e parece se divertir a todo instante. Ele tem aquele sorrisinho presunçoso de “I’m sexy and I know it”.

Chris Evans, SEU LINDO!

Recomendo tanto o livro quando o filme. Tenho certeza que vão fazer você rir, independente se você é homem ou mulher.

Teca Machado

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vamos doar sangue?


Longínquos quase 200 posts atrás, na primeira semana do blog, falei sobre doação de sangue. Logo depois coloquei o depoimento de uma amiga falando sobre a experiência de saber que salvou uma vida. Sei que o tema é repetido, mas ele é tão importante que achei que valia a pena comentar sobre isso mais uma vez.

Por que doar sangue?

Porque o sangue é insubstituível.
Porque o sangue não é produzido artificialmente.
Porque outro ser humano é a única fonte de matéria prima para uma transfusão.
Porque doar sangue é rápido, simples e não dói (Só um pouquinho, mas vale a pena).
Porque doar sangue é gerar e prolongar a vida.


Você pode não estar precisando no momento e nem mesmo algum conhecido ou parente seu, mas algum dia pode precisar. E se não precisar, melhor ainda. Ajudou a salvar a vida de algum desconhecido, deu a oportunidade de alguém viver mais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o percentual ideal de doadores de sangue em um país seja entre 3,5% e 5% da sua população. Parece bem pouco, né? E é. Mas o que preocupa é que no Brasil esse número não chega a 2%. E o período do ano em que estamos é pior ainda, pois nas férias (Oi? Que férias? Não tive nenhuma!) a quantidade de doadores diminui e o número de acidentes aumenta. No Hemocentro mesmo que fui segunda-feira apenas 15 pessoas apareceram o dia todo.

O Ministério da Saúde afirma que dos doadores brasileiros, os homens são maioria. Correspondem a 70% das doações (Que vergonha, hein, meninas?) e que os jovens entre 18 e 28 anos são 50% dos doadores.


Para ser um doador, a pessoa deve pesar no mínimo 50 quilos, ter entre 18 e 65 anos e estar descansado e alimentado. É só levar um documento com foto, atender requisitos físicos e de saúde e pronto. É rapidinho, cerca de 20 minutos é o tempo que leva a doação. Lembrando: Não pode ter ingerido bebida alcóolica nas últimas 24 horas, viu? Deve ser por isso que na segunda-feira aparece pouca gente...

Então, essa semana mais uma vez engoli o meu pânico de agulha e fui doar sangue. Confesso que não é a experiência mais agradável do mundo para quem tem P-A-V-O-R de injeção. Assumo que chorei quando a enfermeira achou a minha veia e também assumo que caí no chão meio desmaiada quando terminei. Mas isso acontece com pouca gente. Eu é que sou mole mesmo (Mesmo mesmo) e tenho pressão baixa. Apesar disso tudo, me senti muito bem emocionalmente falando. É um modo de ajudar ao próximo que dinheiro nenhum no mundo paga, já que sangue não se compra e não se vende.

Eu e o Caio doando sangue na segunda-feira

Espero ter convencido pelo menos um de vocês a doar sangue. Então, quero que você convença outra pessoa, que vai convencer outra e assim por diante. Vamos ajudar o Brasil a chegar aos 5%?

Teca Machado

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tom Cruise e John Grisham – A Firma


Não foi de propósito, mas coincidentemente vou falar de novo hoje sobre o Tom Cruise (Ontem foi sobre a sua nova produção: Jack Reacher – O Último Tiro). No final de semana assisti o filme A Firma, baseado no livro de John Grisham com o mesmo nome, que tem o ator como protagonista.


Como quase todo livro de John Grisham, A Firma é sobre advogados e assuntos advocatícios. Ok, pode parecer um saco porque Direito é uma coisa um tanto chata para quem não é da área, mas John Grisham sabe conduzir a história de um modo que não é preciso conhecer a fundo o tema para entender do que se trata.

Após se formar com honra e louvor em Harvard, Mith McDeere (Tom Cruise, muito bem no papel e um gatinho com cara de neném em 1992) passa os seus dias em entrevistas de empregos em Boston. Recebe muitas propostas boas, mas uma firma de advogados de Memphis (Que é um Estado que ninguém liga muito) faz uma proposta irrecusável: alto salário, casa, carro e muitas outras regalias. Sempre pontuando que a família e a estabilidade são muito importantes para a empresa, todos os funcionários parecem certinhos demais, metódicos demais, ou seja, estranhos. E Abby (Jeanne Triplehorn), a esposa de McDeere, percebe isso.

Mitch McDeere com um dos advogados sócios

Mas é bem aquele ditado “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Então, a medida que o tempo vai passando e vai realizando seu trabalho, Mitch percebe que algumas coisas são esquisitas na firma, principalmente quando dois advogados associados morrem de um modo misterioso e suspeito. Ao mesmo tempo, sua vida pessoal, que era tão boa e feliz ao lado da esposa, vai caindo na rotina até que se desestabiliza por completo. 

Gene Hackman, como Avery, um advogado meio esquisito...

Quando o jovem advogado começa a investigar as irregularidades da firma por conta própria, o que era o sonho americano, vai se tornando um pesadelo no melhor estilo “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” (Estou cheia de provérbios hoje, hein?).

Mesmo sendo antes da fase de filmes de ação de Tom Cruise, A Firma tem uma ótima cena de correria na sequência final.  O ator mostra que desde cedo tinha essa veia de ação e tensão.

Tom Cruise conversa com o FBI

A Firma é um thriller inteligente, envolvente e que traz ótimas atuações. O roteiro foi muito bem adaptado do livro, que é extremamente semelhante. Sentimos compaixão de Mitch que cai igual um patinho nas armadilhas da firma.

Dirigido por Sidney Pollack, o filme é antigo, já tem 20 anos (O que você pode reparar pelas roupas horrorosas. Ai, anos 1990, por que? POR QUE?), mas é daquele tipo que não envelhece com o tempo. Daqui 20 anos ainda vai ser bom (e as roupas e penteados ainda vão ser horríveis).

Capa do livro

Ano passado fizeram uma série sobre A Firma, que atualmente passa na AXN, mas acho que já foi cancelada após apenas alguns episódios.


Recomendo filme, livro e outras obras do John Grisham.

Teca Machado

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tom Cruise no mesmo papel de sempre: o dele mesmo – Jack Reacher, o Último Tiro


Loucuras e Cientologia à parte, eu adoro os filmes do Tom Cruise. Missão Impossível, Encontro Explosivo e todos os outros de ação e correria. O estilo engraçadinho que é misturado nos momentos de tensão, as caras e bocas que ele faz e a corridinha com os dedos das mãos esticados. É como eu disse várias vezes: Eu gosto muito de filme de meninos. Ontem assisti ao novo longa de Tom Cruise, Jack Reacher – O Último Tiro. Sim, gostei. Mas nem de longe é o melhor do ator, que também é o produtor.


Inspirado na série de livros de Lee Child, a premissa de Jack Reacher – O Último Tiro é boa e bem atual. Um homem prepara local, arma e munição e atira aparentemente a esmo em cinco pessoas em um parque. Com poucas horas de investigação, a polícia chega a um suspeito, o atirador de elite James Barr (Joseph Sikora), que já é visto como culpado desde o início. Quando pedem a sua confissão, tudo o que ele diz é: Chamem Jack Reacher (Tom Cruise). Após apanhar de outros presos, o homem entra em coma. Para o detetive e o promotor do caso, tudo é dado como encerrado até que o tal do Jack Reacher aparece e começa a ajudar a advogada de defesa, Helen Rodin (Rosamund Pike).


Jack Reacher é um soldado de elite, ex-militar que ficou meio doido após tantos anos de serviço. Depois que deu baixa no exército, sumiu no mundo. E ele é TÃO bom em desaparecer que só é encontrado quando é o seu desejo. Ele faz por que é fugitivo, por que fez algo errado? Não, ele afirma que o motivo é que se esconder virou um hobby, uma obsessão.


Jack Reacher foi companheiro de batalha de James Barr e, apesar de acreditar que ele é culpado, começa a trabalhar com a advogada de defesa. Desde o início fica claro que há uma conspiração muito maior por trás disso tudo do que um simples veterano de guerra que surtou e saiu atirando em todo mundo. É trabalho de Reacher descobrir a verdade, que fica meio clara desde o início, apesar de mal explorada e mal explicada (Eu estou meio confusa até agora).

Jack, o poderosão

Claro que o protagonista é rápido, ágil, inteligentíssimo, estrategista, forte a ponto de ganhar uma briga com cinco brutamontes (E ele só tem 1,62 de altura!), excelente atirador, piloto de fuga e um tanto sedutor. Ele se mete em várias lutas, mas só apanha realmente uma vez quando é pego desprevenido e leva uma paulada na cabeça. Mas mesmo assim vence porque os seus atacantes são três manés dignos de comédia pastelão. Apesar de bem mentiroso, o longa mostra que mesmo aos 50 anos Tom Cruise ainda faz filmes de ação como ninguém. E pelo jeito não pretende parar tão cedo.


Jack Reacher – O Último Tiro é bom, mas em alguns momentos me pareceu forçar a barra. Ele tenta seguir os exemplos da série Bourne e Missão Impossível, só que fica bem atrás. A motivação dos vilões não parece muito válida, o que deixa você com a sensação de que aquela correria toda foi meio a toa.

Recomendo Jack Reacher – O Último Tiro, mas não para assistir no cinema. Talvez quando sair em DVD e você estiver meio a toa e quiser ver um filme que não vai mudar a sua vida, mas vai ser um bom entretenimento.

Teca Machado

sábado, 19 de janeiro de 2013

Indiana Jones, um dos meus amores de infância


Falar sobre Indiana Jones, para mim, é um pouco complicado. É uma daquelas sagas pelas quais eu sou completamente apaixonada e tenho medo de ao escrever não fazer jus aos filmes que são tããããão bons. Estão na minha lista de preferidos, com toda certeza.

Harrison Ford novinho no primeiro Indiana Jones

Acredito que todos vocês pelo menos já tenham ouvido falar de Indiana Jones (Se não, em que planeta você vive? Nunca viu Sessão da Tarde?). Resumidamente, o charmoso – mesmo velho - Harrison Ford é Henry Jones Junior, mais conhecido como Indiana Jones. Aparentemente é um pacato professor universitário nos EUA, mas tem uma vida dupla: É também um caçador de recompensas que procura relíquias importantes para a humanidade. Sempre munido de um chapéu, chicote, casaco de couro, um sorriso de fazer desmaiar e uma mulher bonita a tiracolo, vive envolvido em alguma confusão com algum vilão tentando matá-lo.

Cena do terceiro filme da série que contou com Sean Connery

De George Lucas e Steven Spielberg, até o momento são quatro filmes e fala-se da possibilidade de um quinto. Vamos às sinopses:


Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, 1981: Em 1936, Indiana Jones é informado pela agência militar americana que os nazistas estão ficando cada vez mais fortes e estão a procura de artefatos que possam lhes dar poderes ocultos. Sendo assim, o objetivo deles é a Arca de Aliança, onde na Bíblia estão os Dez Mandamentos e outras coisas. Se os nazistas a encontrarem, seu exército ficará invencível. Cabe a Indiana Jones, seu amigo Sallah (John Rhys-Davies) e Marion (Karen Allen), uma antiga amante de quem ele partiu o coração há alguns anos, viajar para o Cairo e encontrar antes de Hitler.


Indiana Jones e o Templo da Perdição, 1984: Muito mais sombrio e diferente que os outros, o protagonista está em Xangai terminando uma missão. Por infortúnios, juntamente com Short Round (Jonathan Ke Quan), um chinês de 11 anos que é seu ajudante, e a cantora perua Willie (Kate Capshaw), que acidentalmente estava com eles, sofre um acidente de avião no norte da Índia em uma pequena aldeia devastada pela fome e miséria. Os moradores acreditam que o sofrimento é por causa do roubo da pedra de Sankara, de um mito que promete fortuna e glória. À procura do objeto, os três vão até um palácio nas proximidades e descobrem que forças sobrenaturais de um culto demoníaco escravizam crianças da região.


Indiana Jones e a Última Cruzada, 1989: É o meu preferido e passa em 1938, quando o pai dele, Henry (O excelente Sean Connery num papel que lhe serviu perfeitamente), também pesquisador, é sequestrado. Indiana Jones, entretanto, recebe um diário do pai com informações sobre o paradeiro do Santo Graal, o cálice sagrado. Quem capturou Henry pai foram os nazistas, que desejam o objeto para dar imortalidade a Hitler e seu exército. Com a ajuda da Dr. Elza Schneider, Indiana parte para o resgate da sua família e do artefato antes que os nazistas ganhem a guerra.


Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, 2008: Para mim é o mais fraquinho. Passado em 1957, espiões soviéticos estão em busca da caveira de cristal, um objeto extraterrestre que dá poderes sobrenaturais a quem o devolver ao seu lugar de origem numa cidade mística. Capturado pelos russos, Indiana Jones se reencontra no cativeiro com Marion, do primeiro filme, o filho dela Mutt (Shia LaBeouf, perfeito para filmes desse tipo) e o Profº Harold Oxley (John Hurt), seu antigo colega. O grupo é obrigado pela Coronel Irina Spalko (Cate Blanchet) a encontrar o artefato para que ela possa transcender e vencer a Guerra Fria.

Dizem que Spielberg, Lucas e Ford desejam um quinto filme e até planejam o roteiro. Vamos torcer para que seja verdade.

Cena do quarto filme com Shia LaBeouf


O bom de Indiana Jones é que apesar de ser da década de 1980 (Menos o último), eles são atemporais. São muito bem feitos, principalmente para a época, e não parecem envelhecer. Crianças, adultos, jovens e idosos gostam da série. Harrison Ford, apesar da idade, nunca perdeu o seu charme, carisma e sorriso torto de Indiana Jones (Curiosidade: Tom Selleck – o Richard, do Friends – foi o escolhido para viver o personagem, mas devido a conflitos de agenda com a sua série Magnum, P.I., não quis. Bobo foi ele, pois os filmes foram um estouro de bilheteria e lançaram Harrison Ford ao estrelato, apesar de já ser um pouco conhecido por causa de Star Wars).

Corridos, de ação constante e engraçados, os quatro filmes fazem parte da minha infância, daquela leva de produções que o meu pai me mostrou desde que eu nasci.

Recomendo muito todos eles.

Teca Machado


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quando em Roma... fique com o Josh Duhamel!


Uma coisa é fato: Josh Duhamel (de Transformers e marido da Fergie, do Black Eyed Peas) é um dos homens mais lindos do mundo. Toda vez que ele aparece na tela, me desmancho em suspiros. Então, quando há uns tempos fui à locadora (Ainda sou dessas) e vi a capa do filme Quando em Roma, que é com ele, gostei. Li a sinopse, gostei mais ainda. Mesmo sem ter assistido o trailer ou lido crítica, aluguei. O pior que podia acontecer era ser ruim e eu ter desperdiçado R$5 e uma hora e meia da minha vida para vendo um cara bem gostoso lindo. Sorte que eu fiz isso, porque o filme é uma graça!


Quando em Roma conta a história de Beth (Kristen Bell, loirinha, bonitinha, típica de comédia romântica), uma workaholic curadora do museu Guggenheim, em Nova York. Mais preocupada com a vida profissional do que com a pessoal, nem pensa no amor. Até que a sua irmã mais nova conhece um italiano e num relacionamento relâmpago resolve se casar em Roma. 

Padrinhos no casamento da irmã de Beth

Beth vai até o casamento e lá conhece Nick (Josh Duhamel), um dos padrinhos que é americano e mora em NY. Encantada pelo homem, ela se decepciona quando o vê beijando outra mulher (O típico mal entendido de filmes do tipo). Meio bêbada e desiludida do amor, vai até a Fontana d’Amore brigar com a estátua de Afrodite que tem lá. Diz a lenda que aqueles que jogam uma moeda ali, encontram o amor. Beth, brava e mal-humorada, entra na água e começa a catar algumas das moedas e as leva com ela para os EUA.

Beth coletando moedinhas a fonte

O problema é que todos os homens que jogaram as moedas que Beth pegou magicamente se apaixonam por ela e vão para NY atrás da garota. E aí é que começa a ficar engraçado, pois todos eles são sem noção e caricatos. Will Arnett é um pintor fanático, Jon Heder um mágico horrível, Dax Shepard um modelo narcisista e Danny DeVito um empresário vendedor de embutidos. Fora essas quatro “figuras”, Josh Duhamel também está apaixonado e fica atrás dela.

Os homens de Beth

Situações absurdas e engraçadas são criadas pelo diretor Mark Steven Johnson quando os homens estão atrás da protagonista. Fora os acidentes que acontecem com o desastrado Nick o filme todo. Eu dei bastante risada.

Apesar da história um tanto diferente das comédias românticas comuns, Quando em Roma não foge de certos clichês do gênero. Mas isso não é problema. Quem assiste comédias românticas está a procura disso, não é verdade? Final feliz, frases feitas bonitas e um casal que vence as dificuldades, tudo isso misturado com humor.

Josh, seu lindo!

Super amor, Quando em Roma é aquele tipo de filme leve e charmoso aconselhável para um dia chuvoso ou um dia em que você está com a mente cansada.

Recomendo.

Teca Machado