terça-feira, 23 de abril de 2013

A Terra destruída mais uma vez - Oblivion


Hollywood adora acabar com a Terra. Se for para destruir Nova York, mostrando a Estátua da Liberdade sucumbindo, melhor ainda. Frio, calor, meteoros, zumbis, máquinas revoltadas, doenças, alienígenas, guerras nucleares, maremotos, terremotos... As maneiras de dar um fim no planeta e na humanidade são várias. O mais novo lançamento do tipo é Oblivion, com Tom Cruise, que está à frente de bilheteria no mundo inteiro.


A premissa do filme no início não é nenhuma invenção da roda, mas depois vai ficando bem mais interessante. Em 2017, aparecem os Scavs (Ou Saqueadores), alienígenas que vão de planeta em planeta invadindo e drenando os seus recursos naturais (Etês sempre são assim: Ou querem nossos recursos ou simplesmente querem nos matar). Quando é a vez da Terra, eles atacam primeiro a Lua. Depois que o satélite é despedaçado, o globo terrestre perde todo o seu ritmo natural e acontecem terremotos, maremotos e outras calamidades que matam grande parte da humanidade. Então chega a hora dos alienígenas descerem no solo para terminarem o serviço. Os homens não se rendem com facilidade e uma guerra nuclear é armada para acabar com os invasores. A humanidade vence a guerra, mas perde o seu planeta.

O que sobrou dos prédios de NY

Aqueles que não morrem são realocados em Titã, uma das luas de Saturno. Para sobreviver no espaço é preciso transformar a água do mar da Terra em energia nuclear, por isso há máquinas nos oceanos fazendo isso. Em 2077, 60 anos depois do ataque, cabe a Jack (Tom Cruise, num papel que lhe cabe muito bem) e a Vika (Andrea Riseborough, muito boa também) ficar na destruída Terra e fazer a manutenção dos equipamentos e afastar deles os Scavs remanescentes. Uma equipe eficiente que garante a sobrevivência em Titã.

Jack e as máquinas que drenam o mar

Para que não revelem informações relevantes aos Scavs caso sejam capturados, Jack e Vika têm a sua memória apagada. Ela vive bem com isso, mas ele sempre sonha com uma mulher (Olga Kurylenko), numa Nova York pré-destruição que ele nem ao menos chegou a conhecer.

Tom Cruise, como em todo filme de ação, todo estourado

Faltando apenas duas semanas para cumprirem o seu tempo de missão na desolada Terra, Vika não vê a hora de se juntar ao resto das pessoas. Jack não quer sair do planeta. Ele sente amor e carinho pelo lugar, sabe que é o seu lar e não quer abandoná-lo, principalmente quando vai ao seu refúgio secreto, uma cabana num lago onde guarda objetos que encontra pelas suas andanças. Quando uma nave não identificada caí na Terra e Jack encontra como sobrevivente a mulher com quem sonha, vai descobrindo verdades que não foram ditas a ele e a Vika.

Vika é o centro do comando na Terra

A história de Oblivion é interessante e tem um fechamento muito legal. Eu gostei muito do filme (Meu namorado não gostou nem um pouco, mas dou um desconto porque ele detesta ficção-científica, coisa que eu amo). Apesar da história da destruição trazida por aliens, o enredo é bem diferente daquilo que estamos acostumados a ver. 

Jack e a mulher dos seus sonhos. Literalmente.

O visual de Oblivion é impecável. A Terra acabada tem um quê de melancolia, mas sem ser exagerada. As cores predominantes são sóbrias. A casa acima das nuvens da Jack e Vika é um deleite arquitetônico (Da piscina, então, nem se fala!). Minimalista, recheada de branco, cinza e azul, ela é quase impessoal, não fosse a foto do casal. As naves são futurísticas sem serem muito caleidoscópicas. O diretor Joseph Kosinski (De Tron – O Legado) fez um excelente trabalho nesse sentido (Ainda mais porque ele é também arquiteto).

A casa da equipe eficiente

Muitos críticos acharam a história de Oblivion fraca. Eu não concordo. Acredito que foi bem amarrada e com explicações coerentes. Talvez foca um pouco demais no triângulo amoroso criado e na vida que Jack tenta lembrar, mas não achei cansativo e nem menos monótono, pelo contrário.

A nave de Jack que parece bolhinha de sabão

Um ponto negativo foi que Morgan Freeman (Um dos melhores do universo) e Nikolaj Coster-Waldau (De Game of Thrones), ambos excelentes atores, foram mal utilizados e são quase como figurantes de luxo. Acho que os personagens deles poderiam ter sido mais bem explorados.

Vika

Há umas semanas, ao perguntarem ao Tom Cruise quando ele vai parar de fazer filmes de ação, ele respondeu que talvez quando chegar aos 100 anos. Espero que ele cumpra a promessa, porque ele é um dos melhores do segmento e mostra isso em Oblivion.

Recomendo muito.

Teca Machado

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