terça-feira, 16 de abril de 2013

Paris, ah, Paris... – Anna e o Beijo Francês


Eu e os meus livros mulherzinhas, meio adolescentes, um pouco vergonhosos, mas extremamente divertidos e apaixonantes... Mais um entrou para a minha coleção “muito seleta” de livros preferidos: Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins.


Anna Oliphant, de 17 anos, está muito brava com o seu pai. Ele, um escritor extremamente famoso de livros românticos onde as pessoas se apaixonam e morrem no final, também conhecido como Nicholas Sparks, teve a coragem (!) de mandar a filha para Paris no seu último ano de ensino médio para uma escola exclusivíssima de estudantes americanos. Coitada! Morri de dó. Só que não

Anna não queria ir. Disse que as únicas coisas que sabia sobre a França era que tinha Napoleão, a Revolução Francesa, a Torre Eiffel e outras coisinhas. Fora que não sabia nada de francês. Ela preferia ficar em Atlanta, EUA, com a sua melhor amiga Briget, trabalhando num cinema, enquanto tentava flertar com Toph e escrevia no seu blog sobre filmes. Ai, Anna, como você é burra! Eu prontamente diria Au revoir, mon cher! e embarcaria no próximo voo.

Salut, Paris! Je t'aime!

De repente Anna se vê num quarto minúsculo do internato chorando porque os pais foram embora da França e a abandonaram lá. A sorte foi que a sua vizinha de porta era Meredith, uma garota doce e pronta para ajudar Anna a se adaptar. No dia seguinte, ela a introduz ao seu círculo de amizade, que conta com Josh e Rashimi, que são um casal, e Étienne St. Clair. Ai, gente, estou tão apaixonada por Étienne! Ele é americano, mas meio francês e criado em Londres, ou seja, seu sotaque é de matar e irresistível. Fora que é lindo, popular, muito querido e bem engraçado. Quero casar com ele, haha.

Então, se eu me apaixonei, claro que Anna também se apaixonou. Mas havia alguns problemas: Ele tinha namorada, Meredith gostava dele e Anna achava que gosta de Toph, em quem deu um beijo antes de ir para Paris. Tentando ao máximo se enganar achando que não gostava mesmo de Étienne, Anna virou a melhor amiga dele e eles começaram uma relação muito divertida e um tanto conturbada.

O livro é todo lindo. Capa linda, lombada linda, diagramação linda...

Étienne é quem mostrou para a protagonista as delícias de se viver na Cidade Luz. Ela, que na sua autocomiseração, preferia ficar trancada num quarto estudando ou falando no telefone com Briget a passear por Paris. Essa menina tem sérios problemas...

Anna e o Beijo Francês tem quase 300 páginas e li em 24 horas. Pois é, meio louca, eu sei. Mas é que foi tão apaixonante, delicioso, envolvente e divertido que eu não conseguia parar de ler. Precisava saber o final. Mas, quando li a última página numa alta hora da madrugada, me veio aquela sensação agridoce de fim de livro. Feliz porque eu amei o desfecho e triste porque acabou e eu teria de me separar dos personagens que eu tanto gostei.

Olha que divertida a foto da autora Stephanie Perkins

Esse livro foi uma obra que me deixou animada, feliz e leve, como Como Quase Namorei Robert Pattison (Que eu comentei aqui e li em 48 horas). A história é empolgante, doce, levemente sensual (Mas nem um pouco vulgar). Nos faz lembrar daquela fase da adolescência quando tudo é muito estranho, dramático, que a presença da pessoa amada nos deixa nervosos, quando cada toque sem querer deixa a respiração suspensa.

Já tinha um tempo que eu queria ler Anna e o Beijo Francês. Tinha visto ele na livraria e fiquei louca pela capa linda. Pesquisando sobre o livro, descobri que muita gente reclama que a diagramação e a tradução ficaram muito a dever para o original (Menos a capa, que é a mesma).

Leitura divertida, rápida e inteligente, Anna e o Beijo Francês nos deixa com um sorrisinho bobo na cara quando chega ao fim. Ai, como nós românticos somos bocós...

Recomendo muito.

Teca Machado

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