quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Seleção - Vi a capa, gostei, comprei, li, adorei

Imagine uma mistura de Jogos Vorazes (Comentei aqui) e o reality show americano The Bachelor (Uma espécie de “Acorrentados”, que tinha no programa do Luciano Huck – Nossa, desenterrei essa! - , quando uma pessoa escolhia entre vários pretendentes). Então, o livro A Seleção, de Kiera Cass, é mais ou menos isso explicando em poucas palavras. E, olha, é muito divertido e mulherzinha.


Daqui muito tempo, após a 4ª Guerra Mundial, os EUA foram conquistados pela China e depois se libertaram, criando o novo país de Illéa. Lá não havia mais democracia e sim a monarquia. Além disso, a população foi dividida em castas de 1 a 8, sendo a primeira a família real e a última os mendigos. Sempre que o príncipe de Illéa completava a maioridade, começava a Seleção, quando uma menina de cada uma das 35 províncias era sorteada para viver no palácio e concorrer ao amor do príncipe enquanto era filmada para toda a nação.

No momento do livro, o príncipe Maxon, único herdeiro real, completou 19 anos e iniciou a Seleção. America Singer, uma garota da casta 5, de artistas, achava aquilo uma completa baboseira. Ela não queria participar, afinal, estava perfeitamente feliz com a sua vida. Ela namorava escondido Aspen, um rapaz lindo e esforçado da casta 6 (O que faria a sua mãe infartar, pois ela desejava para filha pelo menos um casta 3). Mas tanto a sua família quanto o namorado fizeram chantagem emocional e America se inscreveu, já que tinha certeza absoluta que não ia conseguir entrar. E, contra todas as possibilidades, ela entrou.

Com a intenção de não ganhar, ela se sabotou o tempo todo, mas aquilo divertiu tanto o príncipe Maxon que eles começaram uma relação de amizade e algo mais. Ele era bonito, bondoso e divertido quando você passava a conhecê-lo, totalmente diferente da imagem sisuda que ele passava pela televisão. America começou a entrar em desespero, pois passou a gostar tanto do ex-namorado quanto do príncipe e ambos eram loucamente apaixonados pela garota. Enquanto todo esse conflito interno acontecia, células rebeldes contra a monarquia tentavam invadir o palácio.

Essa é a Kiera Cass, autora

A Seleção é super divertido e rápido de ler. Tem 350 páginas, mas elas são pequenas e com letras grandes. Eu li em um final de semana, tão interessada eu fiquei nesse livro mulherzinha do jeito que eu mais gosto. Apesar de falar de uma sociedade distópica, A Seleção é diferente de Jogos Vorazes. Não é sobre um governo opressor e terrível. Pelo contrário, Illéa é um país até mais ou menos bom e as pessoas gostam do jeito que estão as coisas. Não é político e sociológico, o livro foca muito mais no amor e nos conflitos internos de America, de Aspen e de Maxon, que como sempre viveu no palácio, mal sabia o que acontecia além dos muros.

Você está lá, super interessado na leitura, com os acontecimentos pipocando, quando, de repente, o livro acaba. A autora Kiera Cass foi esperta, deixou todo mundo quicando de vontade para ler a continuação. Sorte que ela já foi lançada e se chama A Elite (Já até comprei, mas vou ler outros antes dele, porque até sair a parte final da trilogia vai demorar...).

Um dos pontos que eu mais gostei de A Seleção é que não é previsível. Eu não tenho ideia de como vai terminar e nem de com qual dos dois America vai ficar. É como em Jogos Vorazes, que você torce tanto por Peeta quanto por Gale, mas não tem nem ideia de qual vai ser o escolhido da protagonista. Kiera Cass está sabendo esconder bem o segredo, o que deve estar deixando muita menina por aí se remoendo de curiosidade.


A Seleção tem uma capa que é simplesmente linda. Na verdade, foi um dos motivos que me levaram a comprar. Vi na livraria, mas estava já com outros três livros mais urgentes nas mãos. Anotei na minha lista mental de que depois ia voltar para comprar. Lendo vários blogs e sites, todo mundo só falava de A Seleção e sua continuação A Elite, que estava sendo lançada. Não aguentei e voltei correndo para comprar. Não me arrependo. Mais um livro para a minha coleção de “Vi a capa, gostei, comprei, li, adorei”.

Quando ler a continuação, falo dela aqui para vocês.

Recomendo muito.

Teca Machado

Um comentário:

  1. teca
    vc está coberta de razão, exatamente como nos Jogos Vorazes vc n sabe pra qm torcer! E já te aviso, no segundo livro isso só piora, a cada capítulo eu torcia por um, pq ora um fazia algo ruim e o outro algo bom, ora isso invertia.
    Mas eu discordo qnt a parte do governo, pq acho muito terrível oq o povo sofre devido as classes. E os conflitos realmente ficam em segundo plano, no segundo livro tmb, mas acho que no terceiro a coisa vai mudar! kkkk
    agora é esperar uma eternidade pelo terceiro livro no Brasil ç.ç

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