segunda-feira, 29 de julho de 2013

Esperar Para Sempre. Não, obrigada.

Vamos começar a semana sendo meio azedos, haha.

Dificilmente eu falo mal de um livro ou filme. Meu pai mesmo vive comentando que eu sou boazinha demais aqui no blog, que sempre amo/adoro e recomendo. Não é que eu ame de paixão tudo o que eu leio ou assisto, mas gosto de escrever sobre aquilo que me agrada. Geralmente critico negativamente quando eu realmente, realmente não gostei, que foi o caso dos livros Morte Súbita (Aqui) e Um Mundo Brilhante (Aqui). Sobre o filme Esperar Para Sempre, que assisti na semana passada, não vou chegar a esculachar, como fiz com os livros citados, mas também não vou morrer de amores.


Esperar Para Sempre foi resultado da minha mania de literalmente “julgar o livro pela capa”, no caso, o filme. Geralmente acerto ao gostar das imagens que representam a história e também da sinopse, mas dessa vez não foi bem assim. Passeando pelo Netflix, procurando o que assistir, dei de cara com essa capa super fofa e uma descrição no melhor estilo água com açúcar que gosto. Confesso que só cheguei até o final do filme porque não sou de desistir sem saber o fim. Vai que no desfecho o negócio fica bom? Não ficou.

Os protagonistas Emma e Willy

No longa, Emma (Rachel Bilson, de The O.C.) e Willy (Tom Sturridge, de Os Piratas do Rock) eram amigos de infância. Fatos da vida levaram os dois a se separarem ainda quando crianças, mas isso não fez com que Willy deixasse de ser loucamente apaixonado por Emma. Tão loucamente apaixonado que ele passou a segui-la, sem que ela soubesse, em todas as cidades em que a moça morava. Uma coisa bem stalker e amedrontadora, sabe? Emma virou uma atriz de televisão e Willy um artista de rua. Ela é prática, meio coração de pedra, e ele um romântico totalmente incorrigível que prefere viver numa bolha de contos de fadas cor-de-rosa. Ela vive um relacionamento extremamente complicado e ele fica feliz apenas por estar perto do objeto do seu amor. Ou seja: Eles não tem nada a ver.

Reencontro

Quando o pai de Emma (Richard Jenkins) fica muito doente, ela volta para a cidade natal para visitá-lo. Willy, é óbvio, vai atrás, e promete que dessa vez vai declarar o seu amor platônico pela garota.

Parece até bonitinho, né? E é, se você gosta dessa coisa meio perseguidora. Willy, apesar de ter sérios problemas psicológicos, é um amor. Você passa a gostar dele, mesmo quando fica com raiva por ele ser bem burro. Fora que Tom Sturridge tem um olhar tão doce, uma ingenuidade tão cativante, que você passa a torcer por ele. Emma é meio chata e meio malvada. O espectador sente várias vezes que ela não merece um amor como o de Willy. E a Rachel Bilson parece que não evolui. Ela sempre faz o mesmo papel: De Summer, de The O.C.

Emma e Willy crianças

O ponto alto de Esperar Para Sempre é Richard Jenkins e Blythe Danner (Que faz a mãe de Emma). Eles são excelentes, apesar de terem sido pouco explorados pelo diretor James Keach.

O maior problema de Esperar Para Sempre é que a história não “colou”, não funcionou (Fora que ele é meio devagar demais). Parece que Willy e Emma são personagens de filmes separados e que não deveriam se juntar. O romance entre eles não tem muito sentido (Tanto que no filme as únicas pessoas que beijam na boca são o pai e a mãe de Emma numa ótima cena de briga). Além disso, tem toda uma parte de suspense policial que não encaixa. Tudo acontece e se resolve tão rápido que podia ser dispensável.

Richard Jenkins e Blythe Danner, ótimos

Pesquisei sobre o filme na internet e vi um monte de críticas pensando igual a mim, mas os comentários dos leitores sempre são “Você não gostou porque tem coração de pedra”, “Melhor filme que eu já vi”, “Amor lindo, puro e verdadeiro” e coisas do tipo. Quer saber? Acho que só falam isso (Um monte de meninas adolescentes, pelo que eu reparei) porque o Tom Sturridge é bem bonitinho e é o melhor amigo do Robert Pattison. Me desculpem, mas o filme não é bom. É simplesmente mais ou menos e esquecível. Eu mesma podia ter ficado sem ele que não faria diferença na minha vida (E olha que eu amo filme meloso). Pronto, falei.

Realmente, o Tom Sturridge é bem gatinho, né?

Não recomendo.


Teca Machado

3 comentários:

  1. Realmente muito fraco, o carinha tem problemas de adaptação,ou seja lá o que for, filme ruim na verdade.

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  2. Eu fiquei mto aflita assistindo. Filme ruim, o ator é bonitinho mas essa loucura dele me deixava mais aflita e quando achava que ia ter algum sentido, ficava pior.

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  3. Não sou menininha adolescente, mas achei esse filme MARAVILHOSO. E sabe o porquê? Porque eu tenho o meu esperar pra sempre, e a única coisa que faço é esperar. Ou seja, eu gostei do filme porque me vi no filme. Um abraço.

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